sábado, 7 de junho de 2014

SANTO DO DIA - 07/06

07/06
Bem-Aventurada Ana de São Bartolomeu
07 de Junho - Bem-Aventurada Ana de São Bartolomeu nasceu no ano de 1549 em Almendral, na província de Toledo. Era filha de agricultores e ficou orfã quando tinha apenas 10 anos. Ficou então no trabalho de pastora de rebanhos, a fim de ganhar a vida. Ingressou no Convento das Carmelitas Descalças que Santa Teresa havia fundado em Ávila, no ano de 1570.
Secretária de Teresa de Ávila, Ana de São Bartolomeu acompanhou-a em suas viagens, muitas vezes o dia inteiro sobre chuvas e neves sem encontrar aldeia alguma por muitas léguas, não fazendo outra coisa senão tremer até os ossos. Quando encontrava alguma hospedagem, não havia fogo, nem meios de o entreter, nem coisa alguma para comer. Os alojamentos eram tais que, das camas, podia-se perceber o céu e a chuva caía cômodo adentro. No ano de 1582, Santa Teresa falecia em seus braços, tornando-se então, a herdeira da espiritualidade da santa fundadora. Foi a fundadora do mosteiro de Tous e priora em Paris. Na Bélgica foi Priora em Anvers, onde exerceu grande influência espiritual. 
Morreu em 1626 e foi sepultada no convento de Anvers.
Optato de Mileve (Bispo)
A cidadezinha de Mila, na Argélia, ainda recorda no nome a antiga Mileve, na cidade dos númidas que depois se tornou cidade romana. Em Mileve, no tempo de Sto. agostinho, deram-se alguns concílios episcopais, mas a maior glória do local é S. Optato, que nasceu, viveu e morreu em Mileve, e lá foi bispo. Pouco se sabe de sua vida. É provável que tenha sido filho de militar e quando nasceu, no início do século IV, era pagão. Abandonou a carreira militar pela eclesiástica e tornou-se bispo de Mileve e em tal cargo morreu por volta do ano 385. Mais ainda não se sabe. Mas a sua importância está na obra que escreveu pelo ano 365, contra as invectivas de Parmeniano, bispo donatista de Cartago, em 6 livros, aos quais, no fim da vida, acrescentou um 7º.
O cisma donatista, na igreja africana, recusava o reingresso na Igreja dos "traidores", isto é, dos que nas últimas perseguições tinham entregado aos pagãos os livros e objetos sagrados. Eles não podiam voltar para a Igreja, não podiam ser ordenados padres nem bispos e todos os sacramentos administrados por eles eram considerandos inválidos.
Nas terras africanas, antes que se levantasse a palavra de Sto. Agostinho de Tagaste, S. Optato usou seus argumentos polêmicos e doutrinários contra os donatistas. Eis uma de suas afirmações que fizeram escola:"Os  sacramentos são santos por si mesmos, e não pelos homens que os administram". Como os donatistas se julgavam os únicos capazes de orar devidamente, ele prosseguia: "Se vós sois os únicos a louvar a Deus, então o mundo se cala, do oriente ao ocidente".
Santo Antônio Maria Gianelli
Antônio Maria Gianelli nasceu em Cereta, perto de Chiavari, na Itália, no dia 12 de abril de 1789, ano da Revolução Francesa. A seu modo, foi também um revolucionário, pois sacudiu as instituições da Igreja no período posterior ao "furacão" Napoleão Bonaparte.
Sua família era de camponeses pobres e neste ambiente humilde aprendeu a caridade, o espírito de sacrifício, a capacidade de dividir com o próximo. Desde pequeno era muito assíduo à sua paróquia e foi educado no Seminário de Genova, onde ingressou em 1807.

Aos vinte e três anos estava formado e ordenado sacerdote. Lecionou letras e retórica e sua primeira obra a impressionar o clero foi um recital organizado para recepcionar o novo Bispo de Genova, Monsenhor Lambruschini. Intitulou o recital de "Reforma do Seminário", assim tranqüilo, direto e com poucos rodeios, defendia a nova postura na formação de futuros sacerdotes. A repercussão foi imediata e frutificou durante todo o período da restauração pós-napoleônica.

Entre os anos de 1826 e 1838 foi o pároco da igreja de Chiavari, onde continuou intervindo com inovações pastorais e a fundação de várias instituições, entre elas seu próprio Seminário. Em 1827 criou uma pequena congregação missionária para sacerdotes, que colocou sob a proteção de São Alfonso Maria de Ligório, destinada à aprimorar o apostolado da pregação ao povo e à organização do clero.

Depois fundou uma feminina, de caráter beneficente, cultural e assistencial, para a qual um nome pouco comum de "Sociedade Econômica", e entregou-a às Damas da Caridade, destinada a educação gratuita das meninas carentes. Era na verdade o embrião da Congregação religiosa que seria fundada em 1829, as "Filhas de Maria Santíssima do Horto", depois chamadas de "Irmãs Gianellinas".

Em 1838 foi nomeado Bispo de Bóbbio. Com a ajuda dos "Padres Ligorianos" reorganizou sua própria diocese, punindo padres pouco zelosos e até mesmo expulsando os indignos. E também reconstituiu a pequena congregação com o nome de "Oblatos de Santo Alfonso Maria de Ligório".

Aos cinqüenta e sete anos, morreu no dia 07 de junho de 1846, em Piaceza. Na obra escrita que deixou expõem seu pensamento "revolucionário": a moralidade do clero na vida simples e reta de trabalho no seguimento de Cristo. Reacionária para aqueles tempos tão corrompidos pelo fausto napoleônico das cortes que oprimiam o povo cada vez mais miserável. Portanto um tema atual que deve ser lembrado sempre nas sociedades de qualquer tempo.

Antonio Maria Gianelli, foi canonizado por Pio XII em 1951 e suas instituições femininas ainda hoje florescem, principalmente na América Latina. Por este motivo é chamado de o "Santo das Irmãs".
Solenidade do Sagrado Coração de Jesus
Nós celebramos esta grande Festa Litúrgica na Igreja, que nos leva a uma profunda culto a Deus pois nos esclarece Santo Afonso de Ligório: "A devoção ao Coração de Jesus é a mais bela e a mais sólida do Cristianismo".

Esta devoção consiste no reconhecimento, entrega e dedicação ao amor de Jesus, manifestado no símbolo mais simples do amor, isto é coração.

Podemos afirmar que esta devoção ao Coração Sagrado de Jesus fundamenta-se no Evangelho, neste encontramos a ação amorosa misericordiosa do Cristo, e nasceu na Cruz, do lado aberto de Jesus.
Tornou-se popular a partir das manifestações visíveis do Senhor a Santa Margarida Alacoque, que inicialmente lhe disse:
"Eis o Coração que tanto tem amado os homens e os cumulou de benefícios, e em resposta ao seu amor infinito, em vez de gratidão, encontra esquecimento, frieza e desprezo". 
Santa Margarida em meio as incompreensões e sofrimentos tornou-se a primeira mensageira do Sagrado Coração de Jesus, num tempo em que o Jansenismo do século XVII afastava o povo da recepção dos Sacramentos e desta forma, das experiência concretas do povo com o Amor de Deus.
Vários Sumos Pontífices, como Leão XIII que consagrou no ano de Mundo ao Sagrado Coração de Jesus, manifestaram-se a favor desta devoção que se resume na Consagração e Reparação; desta forma compreendemos o testemunho do nosso Papa João Paulo II em 1980:
"Na solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a liturgia da Igreja concentra-se, com adoração e amor especial, em torno ao mistério do Coração de Cristo. Quero hoje dirigir juntamente convosco o olhar dos nossos corações para o mistério desse Coração.
Ele falou-me desde a minha juventude. Cada ano volto a este mistério no ritmo litúrgico do tempo da Igreja".