quarta-feira, 30 de abril de 2014

Conselho do Dia

Este é o conselho que a Imitação de Cristo nos dá para hoje:
Jesus: Filho, desci do céu para tua salvação; tomei tuas misérias, não levado pela necessidade, mas pelo amor, para ensinar-te a paciência e a suportar com resignação as misérias temporais. Porque, desde a hora do meu nascimento até à morte na cruz, nunca estive um instante sem sofrer. Padeci grande penúria dos bens terrestres: ouvi muitas vezes grandes queixas de mim; sofri com brandura injúrias e opróbrios; recebi, pelos benefícios, ingratidões, pelos milagres, blasfêmias, pela doutrina, repreensões. ( Como, a exemplo de Cristo, se hão de sofrer com igualdade de ânimo as misérias temporais)

Certamente estas palavras se referem a alguma necessidade sua.
Mas isso só você saberá entender.

Fonte: Imitação de Cristo

SANTO DO DIA - 30/04

30/04
São José Benedito Cottolengo
José Benedito Cotolengo nasceu em Brá, na província de Cuneo, no norte da Itália, no dia 3 de maio de 1786. Era o mais velho dos doze filhos de uma família cristã muito piedosa. Ele tinha apenas cinco anos quando sua mãe o viu medindo os quartos da casa com uma vara, para saber quantos doentes pobres caberiam neles. Dizia que quando crescesse queria encher sua casa com esses necessitados, fazendo dela "seu hospital". O episódio foi um gesto profético. Na cidade de Brá, ainda se conserva esta casa.

Com dezessete anos ingressou no seminário e aos vinte e cinco se ordenou sacerdote na diocese de Turim. Seu ministério foi marcado por uma profunda compaixão pelos mais desprotegidos, esperando sempre a hora oportuna para concretizar os ideais de sua vocação.

Em 1837, padre José Benedito foi chamado para ministrar os sacramentos à uma mulher grávida, vítima de doença fatal. Ela estava morrendo e mesmo assim, os hospitais não a internaram, alegando que não havia leitos disponíveis para os pobres. Ele nada pôde fazer. Entretanto, depois que ela morreu e ter confortado os familiares, o padre se retirou para rezar. Ao terminar as orações, mandou tocar os sinos e avisou a todos os fiéis que era chegada a hora de "ajudar a Providência Divina".

Alugou uma casa e conseguiu colocar nela leitos e remédios, onde passou a abrigar os doentes marginalizados, trabalhando ele mesmo como enfermeiro e buscando recursos para mantê-la, mas sem abandonar as funções de pároco. Era tão dedicado aos seus fiéis a ponto de rezar uma missa às três horas da madrugada, para que os camponeses pudessem ir para seus campos de trabalho com a palavra do Senhor cravada em seus corações.

Os políticos da cidade, incomodados com sua atuação, conseguiram fechar a casa. Mas ele não desistiu. Fundou a Congregação religiosa da Pequena Casa da Divina Providência e as Damas da Caridade ou Cotolenguinas, com a finalidade de servir aos pequeninos, aos deficientes e aos doentes. Os fundos deveriam vir apenas das doações e da ajuda das pessoas simples. Padre José Benedito Cottolengo tinha como lema "caridade e confiança": fazer todo o bem possível e confiar sempre em Deus. Comprou uma hospedaria abandonada na periferia da cidade e reabriu com o nome de "Pequena Casa da Divina Providência".

Diante do Santíssimo Sacramento, padre José Benedito e todos os leigos e religiosos, que se uniram a ele nesta experiência de Deus, buscavam forças para bem servir os doentes desamparados, pois como ele mesmo dizia: "Se soubesses quem são os pobres, os servirias de joelhos!". Morreu de fadiga, no dia 30 de abril de 1842, com cinqüenta e seis anos.

A primeira casa passou a receber todos os tipos de renegados: portadores de doenças contagiosas, físicas e psíquicas, em estado terminal ou não. Ainda hoje abriga quase vinte mil pessoas, servidas por cerca de oitocentas irmãs religiosas e voluntárias. A congregação pode ser encontrada nos cinco continentes, e continua como a primeira: sem receber ajuda do Estado ou de qualquer outra Instituição. O padre José Benedito Cotolengo foi canonizado por Pio XI, em 1934, sua festa litúrgica ocorre no dia 30 de abril.
São Pio V
O Papa Pio V é venerado por ter unido a Europa, acabando com as guerras internas para que todos se voltassem contra o verdadeiro inimigo, os turcos, vencidos finalmente em 1571.
Mas é preciso lembrar que ele implantou reformas essenciais também dentro do cristianismo, acabando com o nepotismo na Igreja, um mal que até hoje afeta as comunidades no âmbito político. Também não se pode esquecer que defendeu o catolicismo com corpo e alma, unhas e dentes, quando preciso, chegando a excomungar a Rainha Elisabete I, da Inglaterra.
Miguel Ghisleri nasceu em 1504, em Bosco Marengo, na província de Alexandria e, aos quatorze anos já ingressara na congregação dos dominicanos. Depois que se ordenou sacerdote, sua carreira correu na Terra como um raio. Foi professor, prior de convento, superior provincial, inquisidor em Como e Bérgamo,  bispo de Sutri e Nepi, depois cardeal, grande inquisidor, bispo de Mondovi e, finalmente, papa, em 1566, tomando o nome de Pio V.

Assim que assumiu foi procurado em Roma por dezenas de parentes. Não deu "emprego" a nenhum, afirmando ainda que um parente do papa, se não estiver na miséria, "já está bastante rico". Implantou ainda outras mudanças no campo pastoral, aprovadas no Concílio de Trento: a obrigação de residência para os bispos, a clausura dos religiosos, o celibato e a santidade de vida dos sacerdotes, as visitas pastorais dos bispos, o incremento das missões e a censura das publicações, para que não contivessem material doutrinário não aprovado pela Igreja. Depois de conseguir a união dos países católicos, com a conseqüente vitória sobre os turcos invasores e de ter decretado a excomunhão e deposição da própria rainha da Inglaterra, o furacão se extinguiu. Papa Pio V morreu em 1572, sendo canonizado em 1712.

Sua memória, antes homenageada em 5 de maio, com a reforma do calendário litúrgico passou a ser festejada nesta data, 30 de abril. 

LITURGIA DIÁRIA - 30/04/2014


Quarta-feira: 30/04/2014
Primeira Leitura: At 5,17-26

2ª SEMANA DA PÁSCOA 
(branco - ofício do dia)


Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 17levantaram-se o sumo sacerdote e todos os do seu partido — isto é, o partido dos saduceus — cheios de raiva e mandaram prender os apóstolos e lançá-los na cadeia pública.
19Porém, durante a noite, o anjo do Senhor abriu as portas da prisão e os fez sair, dizendo:20“Ide falar ao povo, no Templo, sobre tudo o que se refere a este modo de viver”. 21Eles obedeceram e, ao amanhecer, entraram no Templo e começaram a ensinar. O sumo sacerdote chegou com seus partidários e convocou o Sinédrio e o Conselho formado pelas pessoas importantes do povo de Israel. Então mandaram buscar os apóstolos na prisão. 22Mas, ao chegarem à prisão, os servos não os encontraram e voltaram dizendo: 23“Encontramos a prisão fechada, com toda segurança, e os guardas estavam a postos na frente da porta. Mas, quando abrimos a porta, não encontramos ninguém lá dentro”.
24Ao ouvirem essa notícia, o chefe da guarda do Templo e os sumos sacerdotes não sabiam o que pensar e perguntavam-se o que poderia ter acontecido. 25Chegou alguém que lhes disse: “Os homens que vós pu­sestes na prisão estão no Templo ensinando o povo!” 26Então o chefe da guarda do Templo saiu com os guardas e trouxe os apóstolos, mas sem violência, porque eles tinham medo que o povo os atacasse com pedras.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Responsório (Sl 33)

— Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.
— Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem!
— Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou.
— Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.
— O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem, e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!


Evangelho (Jo 3,16-21)

— O Senhor esteja conosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

16Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.
19Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. 20Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Evangelho do Dia - 30/04/2014

Ano A - DIA 30/04


Quem pratica a verdade se aproxima da luz - Jo 3,16-21

De fato, Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem crê nele não será condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho único de Deus [...]. Mas quem pratica a verdade se aproxima da luz, para que suas ações sejam manifestadas, já que são praticadas em Deus.


Leitura Orante

Oração Inicial


Preparo-me para a Leitura Orante, invocando a Santíssima Trindade:
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Espírito de amor, dai-nos o dom do
vosso santo temor,
para que, conscientes de
nossas fragilidades,reconheçamos a força de vossa graça.
Vinde, Espírito Santo, E dai-nos um novo coração. Amém.

1- Leitura (Verdade)


O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Jo 3,16-21, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
O fariseu, líder dos judeus Nicodemos procura Jesus à noite. Este homem reconhece que Jesus é um mestre enviado por Deus. Jesus lhe diz que é preciso "nascer de novo". Não queria, na verdade, dizer nascer no sentido que entendemos. Queria dizer, "converter-se", deixar para trás os velhos esquemas mentais e acolher o "novo", a novidade de vida proposta por Jesus.


2- Meditação (Caminho)


O que o texto diz para mim, hoje? Hoje, há pessoas que preferem os velhos esquemas e não aceitam uma mudança, não se colocam com sinceridade diante de Deus, nem querem seguir Jesus, deixando-se guiar por ele. É preciso deixar que o Espírito Santo aja com todas a liberdade em todos os âmbitos de minha vida. Isto é "nascer de novo". Dizia João Paulo II: "Não tenham medo de Jesus. Não tenham medo da vida nova que ele nos oferece. Ele mesmo dá a nós a possibilidade de acolhê-la e colocá-la em prática".

3- Oração (Vida)


O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo:
Meu Mestre, Jesus,
deixo que a dinâmica da Ressurreição tome conta de mim.
Vivo o momento presente, enchendo-o com amor.
"A linha reta é feita de milhões de pequenos pontos unidos uns aos outros.
Também a minha vida é feita de milhões de segundos e minutos unidos uns aos outros.
Coloco em ordem cada ponto e a linha será reta.
Vivo com perfeição cada minuto e a vida será santa.
Como tu Jesus, que fizeste sempre o que agrada a teu Pai.
A minha vida é sempre uma eterna e nova aliança contigo"
(Cardeal Van Thuan)

4- Contemplação (Vida e Missão)


Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é aberto hoje para descobrir e viver a novidade da Ressurreição de Jesus. O Espírito me indicará os novos caminhos. Quero descobri-los e segui-los.

Bênção


- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. 


Ir. Patrícia Silva, fsp
patricia.silva@paulinas.com.br

terça-feira, 29 de abril de 2014

PROGRAMAÇÃO DO 4º ANIVERSÁRIO DO TERÇO DOS HOMENS SENHORA DO ROSÁRIO


PARÓQUIA DE SANT'ANA DE CAICÓ-RN
SANTUÁRIO DO ROSÁRIO

PROGRAMAÇÃO DO 4º ANIVERSÁRIO DO TERÇO DOS HOMENS SENHORA DO ROSÁRIO

“Oh Mãe e rainha do Santo Rosário, até morrer vos hei de sempre amar”

DIA 12 DE MAIO DE 2014

18h
– Carreata festiva saindo da Catedral de Sant’Ana e percorrendo alguns bairros da cidade.
19h – Recitação do Terço de Nossa Senhora no Santuário do Rosário com a participação de todos os grupos do terço dos homens da cidade de Caicó.
20h – Confraternização na Praça do Rosário.

DIA 13 DE MAIO DE 2014

12h
– Recitação do terço na Matriz de Nossa Senhora de Fátima no bairro Vila do Príncipe, seguida de carreata até a Capela de São Camilo de Lélis no Hospital do Seridó.

TODOS SÃO CONVIDADOS A PARTICIPAREM...

Conselho do Dia

Este é o conselho que a Imitação de Cristo nos dá para hoje:
Peço-vos, ó meu benigníssimo Deus! Preservai-me dos cuidados desta vida, para que não me embarace demasiadamente neles; das muitas necessidades do corpo, para que não me escravize a sensualidade; e de todas as perturbações da alma, para que não me desalente sob o peso das angústias. Não falo das coisas que a vaidade humana busca tão empenhadamente, mas das misérias que, pela maldição comum de todos os mortais, penosamente oprimem a alma de vosso servo, e a impedem de elevar-se à liberdade perfeita de espírito, sempre que o quiser. ( Excelência da liberdade espiritual, à qual se chega antes pela oração humilde que pela leitura)

Certamente estas palavras se referem a alguma necessidade sua.
Mas isso só você saberá entender.

Fonte: Imitação de Cristo

SANTO DO DIA - 29/04

29/04
Santa Catarina de Sena
Hoje comemoramos Santa Catarina de Sena, precisamos prestar atenção para não fazermos confusão, pois temos pelo menos três santas com o mesmo nome e que merecem igual atenção, por terem histórias de vida belíssimas e uma legião de devotos por todo mundo.

Santa Catarina de Sena, nasceu em Sena no dia 25 de março do ano 1347, filha de um tintureiro e de mãe muito amorosa. Seus pais eram pobres e toda herança que deixaram para ela era uma educação rígida que valorizassem as virtudes do ser humano e a regesse para uma vida fiel a Deus. Era aplicada nos estudos e sempre preferia se isolar para rezar do que brincar com as outras crianças.

Aos 15 anos de idade, Catarina ingressou na Ordem Terceira de São Domingos. Viveu um amor apaixonado por Deus e pelo próximo. Encerrou-se em uma cela e durante muitos anos só se dirigiu a Deus e a seu confessor. Orava o dia inteiro e seu quarto se iluminava de uma estranha luz a cada vez que ela se entregava com fervor às suas orações. Abandonou sua cela somente em 1374, quando a peste se alastrou por toda a Europa e ela decidiu cuidar dos enfermos e foi muito admirada e querida principalmente pelos italianos.

No ano 1376, quando grupos antipapas se organizaram nas cidades de Peruggia, Florença, Pisa e Toscânia decidiram se posicionar contra o papa São Gregorio XI, Santa Catarina decidiu seguir até Avinhão, cidade onde o papa se encontrava escondido, e apresenttar-se diante do mesmo para ajudá-lo. Regressou em 1378, indo direto para sua cela e continuar sua vida isolada.

Lutou ardorosamente pela restauração da paz politica. Embora analfabeta, ditava suas cartas endereçadas aos papas, aos reis e líderes, como também ao povo humilde.
Deixou-nos o Diálogo sobre a Divina Providência, uma exposição clara de suas idéias teológicas e de sua mística, o que coloca Santa Catarina de Sena entre os Doutores da Igreja.

Santa Catarina de Sena morreu no dia 29 de abril do ano 1380,com 33 anos de idade.
São Pedro de Verona
Pedro nasceu em Verona no ano de 1205. Seus pais eram hereges maniqueus, adeptos da doutrina religiosa herética do persa Mani, Manes ou Maniqueu, caracterizada pela concepção dualista do mundo, em que espírito e matéria representam respectivamente o bem e o mal.

Entretanto, o único colégio que havia no local era católico e lá o menino não só aprendeu as ciências da vida como os caminhos da alma. Pedro se converteu e se separou da família, indo para Bologna para terminar os estudos. Ali acabava de ser fundada a Ordem dos Dominicanos, onde ele logo foi aceito, recebendo a missão de evangelizar.

Foi o que fez, viajando por toda a Itália espalhando suas palavras fortes e um discurso de fé que convertiam as massas. Todas as suas pregações eram acompanhadas de graças, que impressionavam toda comunidade por onde passava. E isso logo despertou a ira dos hereges.

Primeiro inventaram uma calúnia contra ele. Achando que aquilo era uma prova de Deus, Pedro não tentou provar inocência. Aguardou que Jesus achasse a hora certa de revelar a verdade. Foi afastado da pregação por um bom tempo, até que a mentira se desfez sozinha, e ele foi chamado de volta e aclamado pela comunidade.

Voltando às viagens evangelizadoras, seus inimigos o afrontaram de novo tentando provar que suas graças não passavam de um embuste. Um homem fingiu estar doente, e outro foi buscar Pedro. Este, percebendo logo o que se passava, rezou e pediu a Deus que se o homem estivesse mesmo doente ficasse curado. Mas, se a doença fosse falsa, então que ficasse doente de verdade. O maniqueu foi tomado por uma febre violentíssima, que só passou quando a armadilha foi confessada publicamente. Perdoado por Pedro, o homem se converteu na mesma hora.

Pedro anunciou ainda não só o dia de sua morte, como as circunstâncias em que ela ocorreria. E, mesmo tendo esse conhecimento, não deixou de fazer a viagem que seria fatal.

No dia 29 de abril de 1252, indo da cidade de Como para Milão, foi morto com uma machadada por um maniqueu que o emboscou. O nome do assassino era Carin que, mais tarde, confessou o crime e, cheio de remorso, se internou como penitente no convento dominicano de Forli.

Imediatamente o seu culto se difundiu em meio a comoção e espanto dos fiéis, que passaram a visitar o seu túmulo onde as graças aconteciam em profusão. Apenas onze meses depois o Papa Inocente IV o canonizou, fixando a festa de São Pedro de Verona para o dia de sua morte.

LITURGIA DIÁRIA - 29/04/2014


Terça-feira: 29/04/2014
Primeira Leitura: At 4,32-37

2ª SEMANA DA PÁSCOA 
(branco - ofício do dia)


Leitura dos Atos dos Apóstolos.

32A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava como próprias as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum.
33Com grandes sinais de poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E os fiéis eram estimados por todos. 34Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas, vendiam-nas, levavam o dinheiro, 35e o colocavam aos pés dos apóstolos. Depois, era distribuído conforme a necessidade de cada um.
36José, chamado pelos apóstolos de Barnabé, que significa filho da consolação, levita e natural de Chipre, 37possuía um campo. Vendeu e foi depositar o dinheiro aos pés dos apóstolos.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Responsório (Sl 92)

— Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.
— Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

— Deus é Rei e se vestiu de majestade, revestiu-se de poder e de esplendor!
— Vós firmastes o universo inabalável, vós firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis!
— Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa, pelos séculos dos séculos, Senhor!


Evangelho (Jo 3,7b-15)

— O Senhor esteja conosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 7b“Vós deveis nascer do alto. 8O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”.
9Nicodemos perguntou: “Co­mo é que isso pode acontecer?” 10Respondeu-lhe Jesus: “Tu és mestre em Israel, mas não sabes estas coisas? 11Em verdade, em verdade, te digo, nós falamos daquilo que sabemos e damos testemunho daquilo que temos visto, mas vós não aceitais o nosso testemunho. 12Se não acre­ditais, quando vos falo das coisas da terra, como acreditareis se vos falar das coisas do céu? 13E ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Evangelho do Dia - 29/04/2014

Ano A - DIA 29/04


Conversa de dois Mestre sobre o Espírito - Jo 3,7b-15

“É necessário para vós nascer do alto. O vento sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim é também todo aquele que nasceu do Espírito.” Nicodemos, então, perguntou: “Como pode isso acontecer?” Jesus respondeu: “[...] Em verdade, te digo: nós falamos do que conhecemos e damos testemunho do que vimos, mas vós não aceitais o nosso testemunho. Se não acreditais quando vos falo das coisas da terra, como ireis crer quando eu vos falar das coisas do céu? Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu: o Filho do Homem. [...]”.


Leitura Orante

Oração Inicial


Preparo-me para a Leitura Orante, invocando, com todos os internautas, o Espírito Santo.
Espírito de verdade,
a ti consagro a mente e meus pensamentos: ilumina-me.
Que eu conheça Jesus Mestre
e compreenda o seu Evangelho.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

1- Leitura (Verdade)


O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Jo 3,7b-15, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
Observo a conversa de dois Mestres. Jesus continua conversando com o doutor da Lei, Nicodemos.
Jesus usa alguns símbolos neste texto. Fala do vento que sopra e ninguém sabe de onde vem, nem para onde vai. Isto acontece com os que nascem do Espírito. Deixam-se conduzir por ele.
Fala ainda da cobra de bronze que Moisés ergueu no deserto. E diz que desta forma acontecerá com o Filho de Deus. Será levantado com um objetivo: para que todos os que crerem nele tenham a vida eterna.

2- Meditação (Caminho)


O que o texto diz para mim, hoje?
Pela fé em Jesus Cristo se chega à vida eterna. Parece simples, mas no mundo onde tudo é comprovado, explicado, tudo passa pelo racional, é difícil o compromisso com o que não é palpável. Mas, o vento não se vê e, no entanto, se vêem sua ação e conseqüências. Assim, se tenho fé, minha vida será diferente, coerente, verdadeiramente cristã. Com os bispos, em Aparecida, refletimos sobre nosso relacionamento com o Mestre: “Como discípulos de Jesus reconhecemos que Ele é o primeiro e maior evangelizador enviado por Deus (cf. Lc 4,44) e, ao mesmo tempo, o Evangelho de Deus (cf. Rm 1,3). Cremos e anunciamos “a boa nova de Jesus, Messias, Filho de Deus” (Mc 1,1). Como filhos obedientes à voz do Pai queremos escutar a Jesus (cf. Lc 9,35) porque Ele é o único Mestre (cf. Mt 23,8). Como seus discípulos sabemos que suas palavras são Espírito e Vida (cf. Jo 6,63.68). Com a alegria da fé somos missionários para proclamar o Evangelho de Jesus Cristo e, n’Ele, a boa nova da dignidade humana, da vida, da família, do trabalho, da ciência e da solidariedade com a criação.” (DAp 103).

3- Oração (Vida)


O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo:
Mestre, tu tens palavras de vida eterna:
Substitui a minha mente, os meus pensamentos contigo mesmo.
Tu que iluminas todo homem e és a própria verdade: eu
não quero raciocinar senão como tu ensinas, nem julgar
senão conforme os teus julgamentos,
nem pensar senão a Ti verdade substancial, dada a mim pelo Pai:
“Vive na minha mente, ó Jesus verdade”.

4- Contemplação (Vida e Missão)


Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é para Jesus e assim quero ter atenção para perceber todo sopro do Espírito e seguir o seu movimento.


Bênção


- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


Ir. Patrícia Silva, fsp
patricia.silva@paulinas.com.br

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Conselho do Dia

Este é o conselho que a Imitação de Cristo nos dá para hoje:
É necessária vossa graça, e grande graça, para vencer a natureza, propensa sempre ao mal desde a infância. Porque, viciada pelo primeiro homem, Adão, e corrompida pelo pecado, transmite a todos os homens a pena desta mancha, de sorte que a mesma natureza, por vós criada boa e reta, agora deve ser considerada como enferma e enfraquecida pela corrupção, visto que seus movimentos, abandonados a si mesmos, a arrastam ao mal e às coisas baixas, Porque a módica força que lhe ficou é como uma centelha oculta debaixo da cinza. Esta centelha é a razão natural, que, embora envolta em densas trevas, discerne ainda o bem do mal, a verdade do erro, mas não é capaz de fazer tudo que aprova, já que não possui a plena luz da verdade, nem a primitiva pureza de seus afetos. ( Da corrupção da natureza e da eficácia da graça divina)

Certamente estas palavras se referem a alguma necessidade sua. 
Mas isso só você saberá entender.

Fonte: Imitação de Cristo

SANTO DO DIA - 28/04

28/04
Joana (Gianna) Baretta Molla (Bem-aventurada)
Na família italiana dos Baretta de Milão, os treze filhos foram reduzidos a oito pela epidemia da gripe espanhola e por duas mortes ocorridas na primeira infância. Desses oito, saíram uma pianista, dois engenheiros, quatro médicos e uma farmacêutica. Um dos engenheiros, José, depois se fez sacerdote, e dois médicos se fazem religiosos missionários: madre Virgínia e padre Alberto

Gianna Baretta, para nós Joana, a penúltima dos oito, nasceu no dia 04 de outubro de 1922 na cidade de Magenta, onde cresceu e se formou médica cirurgiã, com especialização em pediatria, concluída 1952. Porém, prefere exercer clínica geral, atendendo especialmente os velhos abandonados e carentes. Para ela, tudo é dever, tudo é sagrado: "Quem toca o corpo de um paciente, toca o corpo de Cristo", dizia.

Em 1955 ela se casa com Pedro Molla. O casal vive na tradição religiosa familiar: missa, oração e eucaristia, inserida com harmonia à modernidade. Joana, ama esquiar na neve, pintar e a música também. Ela freqüenta o teatro e os concertos com o marido, importante diretor industrial, sempre muito ocupado.

Residem em Magenta mesmo, onde Joana participa ativamente também da vida local da Associação Católica Feminina. Os retiros espirituais são momentos de forte interiorização e ela é a verdadeira colaboradora dessas novidades felizes da comunidade católica. Vive essa atribuição como sua missão de médica.

Nascem os filhos: Pedro Luiz , Maria Rita e Laura . No mês de setembro de 1961, no início da quarta gravidez, é hospitalizada e então é descoberto um fibroma no útero. Diante da gravidade, sempre mais evidente do caso, a única perspectiva de sobreviver é renunciar a gravidez , para não deixar órfãos os três filhos. Mas Joana possui valores cristãos firmemente consolidados e coloca em primeiro lugar o direito à vida. E assim decide, com o preço da sua vida, ter o bebê.

Joana Emanuela nasce e sua mãe ainda a segura nos braços antes de morrer, no dia 28 de abril de 1962. Uma morte que é uma mensagem iluminada do amor em Cristo.

Após sua morte, o marido lê as anotações pessoais de Joana que antecediam os retiros espirituais e descobre sua conexão indissolúvel com o amor, o sacrifício e a fé inabalável.

Ao proclamar beata Joana Baretta Molla em 1994, o Papa João Paulo II quis exaltar, juntamente com seu heroísmo final, a sua existência inteira, os ensinamentos de toda uma vida no seguimento de Jesus, exemplo para os casais modernos.

Joana Emanuela, a filha nascida do seu sacrifício, em pronunciamento nessa ocasião disse: "Sinto em mim a força e a coragem de viver, sinto que a vida me sorri". Ela ainda disse que rende homenagem à mãe "dedicando a minha vida à cura e assistência aos anciãos".
Santo Agapito I
O bispo eleito para suceder o pontífice João II, na cidade de Roma, foi Agapito I, que se consagrou no dia 13 de maio de 535. O seu pontificado durou apenas onze meses e dezoito dias.
Neste tão curto período do seu governo, o Papa Agapito I elevou as finanças da Igreja; tomou decisões doutrinais importantes para a correta compreensão dos fundamentos do cristianismo e lutou com energia pela defesa da fé e dos bons costumes. Ele mandou queimar as bulas de Bonifácio II, condenatórias das doutrinas de Dióscoro; e negou aos hereges re-convertidos que conservassem seus cargos e benefícios, como pretendia o imperador Justiniano. Enfim, foi um Papa zeloso e defensor da tradição católica.

Também, proibiu que os bispos das Gálias, atuais França e Espanha, vendessem os bens de suas igrejas, inclusive em caso de extrema necessidade. Excomungou Antimo, o patriarca de Constantinopla, que havia alcançado o patriarcado graças as intrigas da imperatriz Teodora, e nomeou em seu lugar Mena, um bispo católico, homem de fé e saber. Como revelou o próprio Papa Agapito I, numa carta a Pedro, bispo de Jerusalém; era a primeira vez desde os tempos apostólicos, que uma igreja oriental recebia como patriarca um bispo consagrado pelo Papa.

Fundou em Roma uma academia de Belas Letras e várias escolas para adultos e crianças pobres, e se distinguiu por sua inesgotável caridade.

Por fim, o Papa Agapito I viajou para Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente, na qualidade de embaixador do rei, na esperança, logo tornada desilusão, de fazer cessar a desastrosa guerra greco-gótica da Itália, estourada em 535. Porém, quase foi condenado ao exílio pelo imperador Justiniano, decidindo voltar para Roma.

Ocorreu, entretanto, que o Papa Agapito I foi acometido por uma grave enfermidade, morrendo logo em seguida, no dia 22 de abril de 536. Seu funeral foi tal como nunca tinham sido visto em Constantinopla, tanto para um bispo quanto para um imperador. O corpo de Santo Agapito I, Papa e confessor, foi transladado para o Vaticano e enterrado no dia 17 de setembro do mesmo ano, no pátio da catedral de São Pedro, em Roma.

A santidade do Papa Agapito I sempre foi muito lembrada pelos escritos de São Gregório Magno. Ele que é reverenciado pela Igreja, no dia 28 de abril, como consta do Martirológio Romano.
São Luís Maria Grignion de Montfort
Luís Maria Grignion nasceu em Montfort, França, em 1673. Descendente de uma família cristã bem situada, recebeu uma excelente instrução e educação. Ainda menino decidiu seguir o caminho da fé e vestiu o hábito de sacerdote no ano 1700.

Seu maior desejo era ser um missionário no Canadá, mas acabou sendo enviado a Poitiers, alí mesmo na França. Logo ficou famoso devido à sua preparação doutrinal e o discurso fácil e atraente. Todos queriam ouvir suas palavras, mas sua caridade era outra: cuidar de pacientes com doenças repugnantes.

A idéia de ser missionário não o abandonava. Mesmo contrariando seu superior, foi pedir permissão diretamente ao Papa. Para tanto, fez uma viagem a pé, ida e volta, de Poitiers a Roma. Entretanto, o Papa Clemente XI lhe disse que havia urgência, naquele momento, em pregar aos franceses, que viviam sob o conflito entre Roma e a doutrina jansenista, uma nova heresia.

Luís Maria obedeceu e passou a pregar nas cidades e no meio rural, quando necessário, confrontava os doutores jansenistas com discurso igualmente douto, munido de sua autoridade teológica. Ainda assim, sua linguagem era extremamente acessível aos mais humildes, adaptado ao seu cotidiano, à sensibilidade popular, combinada com o exemplo de uma conduta coerente e cristã. Usava de um discurso fraterno, convidando o povo a adorar e confiar num Jesus amigo, ao invés de temê-lo como um rígido juiz. Outra característica muito importante de sua pregação era a devoção extremada à Maria Santíssima.
Embora a Igreja daquele tempo estivesse questionando certos aspectos do culto mariano, ele pregava a veneração sem excessos, firme e constante à Maria, a Mãe de Deus. Através dela é que Jesus fez o seu primeiro milagre nas Bodas de Caná. Esse argumento, de fato, sempre esteve muito presente em todos os seus escritos e exortações, como o Tratado da "Verdadeira Devoção à Santa Virgem", e todos eles relacionados com a prática do Rosário.

Seus textos foram publicados em 1842, e se tornaram os fundamentos da piedade mariana. Em meados de 1712, Luís Maria de Montfort elaborou as Regras e fundou uma nova Ordem masculina: a dos Missionários da Companhia de Maria.

Estes religiosos, chamados habitualmente de montfortianos, estenderam aos poucos as suas atividades pela Europa, América e África. Contudo, seu fundador acompanhou apenas o seu início, porque morreu no dia 28 de abril de 1716, poucos anos depois de sua aprovação. Em 1947, o Papa Pio XII o proclamou Santo.
São Pedro Chanel
Comemoramos o dia de São Pedro Chanel é o padroeiro da Oceania, este santo nasceu em Cuet, próximo a Belley, França no ano de 1803. Ingressou no seminário de Bourg do ano 1824, foi ordenado sacerdote no ano 1827 é considerado um os primeiros membros da Congregação dos Maristas.

No ano 1837 partiu em companhia de um confrade leigo para Futuna, uma pequena ilha no Oceano Pacífico, no arquipélago de Tonga. Sua pregação logo produziu frutos abundantes entre a geração jovem da ilha.

São Pedro Chanel foi preso por nativos que desaprovavam o governo de Niuliki que havia proibido a pratica de canibalismo e desejavam liberar essa prática. O ponto máximo para que os rebeldes chegassem ao ponto de prender o padre marista foi o batismo do filho de Niuliki realizado por ele.

O grupo o espancou até a morte com golpes de "tacape" no dia 28 de abril de 1841. São Pedro Chanel havia morrido por aquilo que acreditava e por amor em Cristo. As frases ditas pelos padres na hora da morte colaboraram para que muitos dos presentes também se convertessem ao cristianismo. A semente de sua pregação germinou e todos os habitantes acolheram o cristianismo.
Este santo foi canonizado apenas em 1954.

LITURGIA DIÁRIA - 28/04/2014


Segunda-feira: 28/04/2014
Primeira Leitura: At 4,23-31

2ª SEMANA DA PÁSCOA 
(branco - ofício do dia)


Leitura dos Atos dos Apóstolos.

23Naqueles dias, logo que foram postos em liberdade, Pedro e João voltaram para junto dos irmãos e contaram tudo o que os sumos sacerdotes e os anciãos haviam dito. 24Ao ouvirem o relato, todos eles elevaram a voz a Deus, dizendo: “Senhor, tu criaste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles existe. 25Por meio do Espírito Santo, disseste através do teu servo Davi, nosso pai: ‘por que se enfureceram as nações, e os povos imaginaram coisas vãs? 26Os reis da terra se insurgem e os príncipes conspiram unidos contra o Senhor e contra o seu Messias’. 27Foi assim que aconteceu nesta cidade: Herodes e Pôncio Pilatos uniram-se com os pagãos e os povos de Israel contra Jesus, teu santo servo, a quem ungiste, 28a fim de executarem tudo o que a tua mão e a tua vontade haviam predeterminado que sucedesse.
29Agora, Senhor, olha as ameaças que fazem e concede que os teus servos anunciem corajosamente a tua palavra. 30Estende a mão para que se realizem curas, sinais e prodígios por meio do teu santo servo Jesus”. 31Quando terminaram a oração, tremeu o lugar onde estavam reunidos. Todos, então, ficaram cheios do Espírito Santo e anunciaram corajosamente a palavra de Deus.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Responsório (Sl 2)

— Felizes hão de ser todos aqueles que põem sua esperança no Senhor.
— Felizes hão de ser todos aqueles que põem sua esperança no Senhor.

— Por que os povos agitados se revoltam? Por que tramam as nações projetos vãos? Por que os reis de toda a terra se reúnem e conspiram os governos todos juntos contra o Deus onipotente e o seu Ungido? “Vamos quebrar suas correntes”, dizem eles, “e lançar longe de nós o seu domínio!”
— Ri-se deles o que mora lá nos céus; zomba deles o Senhor onipotente. Ele, então, em sua ira os ameaça, e em seu furor os faz tremer, quando lhes diz: “Fui eu mesmo que escolhi este meu Rei, e em Sião, meu monte Santo, o consagrei!”
— O decreto do Senhor promulgarei, foi assim que me falou o Senhor Deus: “Tu és o meu Filho, e eu hoje te gerei! Podes pedir-me, e em resposta eu te darei por tua herança os povos todos e as nações, e há de ser a terra inteira o teu domínio. Com cetro férreo haverás de dominá-los, e quebrá-los como um vaso de argila!”


Evangelho (Jo 3,1-8)

— O Senhor esteja conosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

1Havia um chefe judaico, membro do grupo dos fariseus, chamado Nicodemos, 2que foi ter com Jesus, de noite, e lhe disse: “Rabi, sabemos que vieste como mestre da parte de Deus. De fato, ninguém pode realizar os sinais que tu fazes, a não ser que Deus esteja com ele”.
3Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, te digo, se alguém não nasce do alto, não pode ver o Reino de Deus”. 4Nicodemos disse: “Como é que alguém pode nascer, se já é velho? Poderá entrar outra vez no ventre de sua mãe?”
5Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, te digo, se alguém não nasce da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus. 6Quem nasce da carne é carne; quem nasce do Espírito é espírito 7Não te admires por eu haver dito: Vós deveis nascer do alto. 8O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

O Evangelho do Dia - 28/04/2014

Ano A - DIA 28/04


Jesus e Nicodemos - Jo 3,1-8

Havia alguém dentre os fariseus, chamado Nicodemos, um dos chefes dos judeus. À noite, ele foi se encontrar com Jesus e lhe disse: “Rabi, sabemos que vieste como mestre da parte de Deus, pois ninguém é capaz de fazer os sinais que tu fazes, se Deus não está com ele”. Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, te digo: se alguém não nascer do alto, não poderá ver o Reino de Deus!” [...].


Leitura Orante

Oração Inicial


Preparo-me da a Leitura, orando:
Espírito de verdade,
a ti consagro a mente e meus pensamentos: ilumina-me.
Que eu conheça Jesus Mestre
e compreenda o seu Evangelho.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

1- Leitura (Verdade)


O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Jo 3,1-8, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
O fariseu, líder dos judeus Nicodemos procura Jesus à noite. Este homem reconhece que Jesus é um mestre enviado por Deus. Jesus lhe diz que é preciso “nascer de novo”. Não queria, na verdade, dizer nascer no sentido que entendemos. Queria dizer, “converter-se”, deixar para trás os velhos esquemas mentais e acolher o “novo”, a novidade de vida proposta por Jesus.

2- Meditação (Caminho)


O que o texto diz para mim, hoje? Hoje, há pessoas que preferem os velhos esquemas e não aceitam uma mudança , não se colocam com sinceridade diante de Deus, nem querem seguir Jesus, deixando-se guiar por ele. É preciso deixar que o Espírito Santo aja com todas a liberdade em todos os âmbitos de minha vida. Isto é “nascer de novo”. Dizia João Paulo II: “Não tenham medo de Jesus. Não tenham medo da vida nova que ele nos oferece. Ele mesmo dá a nós a possibilidade de acolhê-la e colocá-la em prática”. 

3- Oração (Vida)


O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo:
Meu Mestre, Jesus,
deixo que a dinâmica da Ressurreição tome conta de mim.
Vivo o momento presente, enchendo-o com amor.
“A linha reta é feita de milhões de pequenos pontos unidos uns aos outros.
Também a minha vida é feita de milhões de segundos e minutos unidos uns aos outros.
Coloco em ordem cada ponto e a linha será reta.
Vivo com perfeição cada minuto e a vida será santa.
Como tu Jesus, que fizeste sempre o que agrada a teu Pai.
A minha vida é sempre uma eterna e nova aliança contigo” (Cardeal Van Thuan)

4- Contemplação (Vida e Missão)


Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é aberto hoje para descobrir e viver a novidade da Ressurreição de Jesus. O Espírito me indicará os novos caminhos.

Bênção


- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. 


Ir. Patrícia Silva, fsp
patricia.silva@paulinas.com.br

domingo, 27 de abril de 2014

Conselho do Dia

Este é o conselho que a Imitação de Cristo nos dá para hoje:
Ó Deus invisível, Criador do mundo, quão maravilhosamente nos favoreceis, quão suaves e ternamente tratais com vossos escolhidos, oferecendo-vos a vós mesmo como alimento, neste Sacramento! Isto transcende todo entendimento, isto atrai os corações dos devotos e acende o seu amor. Porque esses teus verdadeiros fiéis, que empregam toda a sua vida na própria emenda, recebem muitas vezes deste augusto Sacramento copiosa graça de devolução e amor à virtude. ( Com quanta reverência cumpre receber a Cristo)

Certamente estas palavras se referem a alguma necessidade sua. 
Mas isso só você saberá entender.

Fonte: Imitação de Cristo

SANTO DO DIA - 27/04

27/04
Nossa Senhora de Montserrat
Vem do século IX a história escrita  que se refere a N. Sra. de Montserrat, ainda que provavelmente  seu culto e veneração  remontem muito mais no tempo. Conta-se que, naquela época, existia uma ermida dedicada a sua intercessão nas montanhas peculiares e agrestes de Montserrat. De tão precoce fervor popular se fez eco Wifredo Veloso, Pai da Pátria, que cedeu a ermida  junto com outras três ao mosteiro de Santa Maria de Ripoli.
Cento e cinquenta anos depois, o abade Oliva, expoente da Igreja de seu tempo, daria um grande impulso ao culto de N. Senhora, ao estabelecer na ermida uma pequena comunidade monástica.
Uma gravura romântica do século XII, dourada e policromada, hierática e magnificente, veio a dotar de traços definidos tão destacado mistério virginal. Desde então, a imagem começou a adquirir um tom cada vez mais escuro que lhe valeu o nome carinhoso de A Moreninha. Seu escurecimento era efeito da fumaça das numerosas velas acesas por seus numerosos fiéis.
Inumeráveis milagres e prodígios se atribuem desde os tempos medievais a N. Sra. de Montserrat. Isso provocou uma contínua  e poderosa peregrinação procedentes de todas as partes do mundo. Atualmente se estima  que quase um milhão de visitantes honram com sua presença, todos os anos, o sagrado mosteiro. O povo catalão, em particular, sente profundo afeto e singular devoção para com sua Padroeira, declarada como  tal pelo papa Leão XII, durante a entronização de sua imagem em 1881.
Deus te salve, Maria, filha de Deus Pai. Deus te salve, Maria, Mãe de Deus Filho; Deus te salve, Maria, Esposa do Espírito Santo.
Santa Zita
Santa Zita, nasceu no ano 1218, em Monsagrati, numa aldeia próximo a Lucca, na Itália. Filha de camponeses tementes a Deus. Sua mãe, apesar de ser uma mulher muito sofrida e totalmente analfabeta, fazia questão que Zita estudasse e para isso a incentivava dizendo que Deus teria muito orgulho dela se pusese afinco em seu estudo.

Era uma criança muito carinhosa e cada segundo livre que tinha corria para um canto isolado para rezar. Foi-lhe confiado o encargo de distribuir as esmolas cada sexta-feira. E dar do seu pouco, da sua comida, das suas roupas, daquilo que possuía.

Como era muito pobre, foi trabalhar como domestica aos 12 anos de idade na casa de uma rica família. Perguntava-se sempre: "Isto agrada ao Senhor"? ou " Isto desagrada a Jesus"? Seu nome era Fatinelli e ele morava ao lado da Igreja local. Para Zita seu emprego era um presente divino e ela agradecia a Deus todos os dias orando logo pela manhã, quando todos da casa ainda dormiam. Também aproveitava as manhãs para ir à missa e retornava apressada para servir aos seus amos sempre de forma discreta e muito amável.

Dizem que um dia foi surpreendida enquanto socorria os necessitados. Mas no seu avental o que era alimento se converteu em flores. Foi domestica por 60 anos. Morreu no dia 27 de abril de 1278, tendo toda a família Fatinelli a quem serviu toda a vida ajoelhada a seus pés.

Foi proclamada padroeira das empregadas domésticas do mundo inteiro pelo papa Pio XII.

LITURGIA DIÁRIA - 27/04/2014


Domingo: 27/04/2014
Primeira Leitura: At 2,42-47

2º DOMINGO DA PÁSCOA 
(branco - ofício do dia)


Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Os que se haviam convertido 42eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações.
43E todos estavam cheios de temor por causa dos numerosos prodígios e sinais que os apóstolos realizavam. 44Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e colocavam tudo em comum; 45vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um.
46Diariamente, todos freqüentavam o Templo, partiam o pão pelas casas e, unidos, tomavam a refeição com alegria e simplicidade de coração. 47Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo. E, cada dia, o Senhor acrescentava ao seu número mais pessoas que seriam salvas.




- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Responsório (Sl 117)



— Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom;/ eterna é a sua misericórdia!
— Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom;/ eterna é a sua misericórdia!

— A casa de Israel agora o diga:/ “Eterna é a sua misericórdia!”/ A casa de Aarão agora o diga:/ “Eterna é a sua misericórdia!”/ Os que temem o Senhor agora o digam:/ “Eterna é a sua misericórdia!”
— Empurram-me, tentando derrubar-me,/ mas veio o Senhor em meu socorro./ O Senhor é minha força e o meu canto,/ e tornou-se para mim o Salvador./ “Clamores de alegria e de vitória/ ressoem pelas tendas dos fiéis”.
— “A pedra que os pedreiros rejeitaram/ tornou-se agora a pedra angular.”/ Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:/ que maravilhas ele fez a nossos olhos!/ Este é o dia que o Senhor fez para nós,/ alegremo-nos e nele exultemos!


Segunda Leitura (1Pd 1,3-9)

Leitura da Primeira Carta de São Pedro.

3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, 4para uma herança incorruptível, que não se mancha nem murcha, e que é reservada para vós nos céus.
5Graças à fé, e pelo poder de Deus, vós fostes guardados para a salvação que deve manifestar-se nos últimos tempos. 6Isto é motivo de alegria para vós, embora seja necessário que agora fiqueis por algum tempo aflitos, por causa de várias provações.
7Deste modo, a vossa fé será provada como sendo verdadeira — mais preciosa que o ouro perecível, que é provado no fogo — e alcançará louvor, honra e glória no dia da manifestação de Jesus Cristo.
8Sem ter visto o Senhor, vós o amais. Sem o ver ainda, nele acreditais. Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa, 9pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Evangelho (Jo 20,19-31)

— O Senhor esteja conosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”.
20Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.
21Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”.
24Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”.
26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”.
27Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. 28Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” 29Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”
30Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro.31Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e, para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Evangelho do Dia - 27/04/2014

Ano A - DIA 27/04


Jesus aparece aos discípulos - Jo 20,19-31

Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, os discípulos estavam reunidos, com as portas fechadas por medo dos judeus. Jesus entrou e pôs-se no meio deles. Disse: “A paz esteja convosco”. Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos, então, se alegraram por verem o Senhor. Jesus disse, de novo: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou também eu vos envio”. Então, soprou sobre eles e falou: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; a quem os retiverdes, lhes serão retidos”. Tomé, chamado Gêmeo, que era um dos Doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe: “Nós vimos o Senhor!” Mas Tomé disse: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos, se eu não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. Oito dias depois, os discípulos encontravam-se reunidos na casa, e Tomé estava com eles. Estando as portas fechadas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!” Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus lhe disse: “Creste porque me viste? Bem-aventurados os que não viram, e creram!” Jesus fez diante dos discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.


Leitura Orante

Oração Inicial


Preparo-me para rezar a Palavra, com a prece de São Tomás de Aquino:
Espírito Santo, Deus de amor,
concede-me:uma inteligência que te conheça,
uma inquietação que te procure,
uma sabedoria que te encontre,
uma vida que te agrade,
uma perseverança que,
enfim, te possua. Amém.

1- Leitura (Verdade)


O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na minha Bíblia, o texto: Jo 20,19-31, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
A comunidade reunida e unida com a presença do Senhor Ressuscitado se fortalece e cresce. Recebe o Espírito Santo e a missão. Tomé não está presente. Por isso tem dificuldade para crer. Não acredita no primeiro anúncio que os apóstolos fazem depois de estarem com o Senhor. Tomé diz, em outras palavras, que precisa ver para crer. Uma semana depois, todos estão reunidos e, desta vez, Tomé está também. O Ressuscitado o convida para tocar as chagas. É quando ele faz aquela bela oração: “Meu Senhor e meu Deus!” E Jesus diz: “ Felizes são os que não viram, mas assim mesmo creram!” O Evangelho conclui com dizendo sua finalidade: “para que crendo, tenham vida por meio de Jesus”.

2- Meditação (Caminho)


O que o texto diz para mim, hoje?
Sou uma pessoa que marco presença na comunidade? Por acaso, sou como Tomé? Preciso ver para crer?
Ou posso tomar para mim, a afirmação de Jesus: “ Felizes são os que não viram, mas assim mesmo creram!” Os bispos na V Conferência falaram muitas vezes da fé: “O “irmão” de Jesus (cf. Jo 20,17) participa da vida do Ressuscitado, Filho do Pai celestial, porque Jesus e seu discípulo compartilham a mesma vida que procede do Pai: Jesus, por natureza (cf. Jo 5,26; 10,30) e o discípulo, por participação (cf. Jo 10,10). A conseqüência imediata deste tipo de vínculo é a condição de irmãos que os membros de sua comunidade adquirem.” (DAp 132).

3- Oração (Vida)


O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo:
Jesus Mestre,
que eu pense com a tua inteligência
e com a tua sabedoria.
Que eu ame com o teu Coração...
Que eu veja sempre com os teus olhos.
Que eu fale com a tua língua.
Que eu ouça somente com teus ouvidos.
Que eu saboreie aquilo que tu gostas.
Que as minhas mãos sejam as tuas.
Que os meus pés sigam os teus passos.
Que eu reze com as tuas orações.
Que meu tratamento seja o teu.
Que eu celebre como tu te imolaste.
Que eu esteja em ti e tu em mim,
de modo que eu desapareça.
(Bem-aventurado Tiago Alberione)

4- Contemplação (Vida e Missão)


Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou estar presente na minha comunidade – família, grupo, Igreja, amigos – e descobrir junto a presença de Jesus Ressuscitado em nosso meio, com a sua mensagem de paz!
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

Bênção


- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. 


Ir. Patrícia Silva, fsp
patricia.silva@paulinas.com.br

sábado, 26 de abril de 2014

Conselho do Dia

Este é o conselho que a Imitação de Cristo nos dá para hoje:
Aparelha-te, pois, para o combate, se queres a vitória. Sem peleja não podes chegar à coroa da vitória. Se não queres sofrer, renuncia à coroa; mas, se desejas ser coroado, luta varonilmente e sofre com paciência. Sem trabalho não se consegue o descanso e sem combate não se alcança a vitória. ( Do sofrimento das injúrias e quem é provado verdadeiro paciente)

Certamente estas palavras se referem a alguma necessidade sua. 
Mas isso só você saberá entender.

Fonte: Imitação de Cristo

SANTO DO DIA - 26/04

26/04
Nossa Senhora do Bom Conselho
A devoção que comemoramos hoje, remonta a Igreja Primitiva, de forma que não temos dados precisos sobre sua origem. Tão antiga é a devoção que a Mãe do Bom Conselho é invocada na Ladainha Lauretana.  Sabemos, contudo,  que entre os anos de 432 e 440,  o Papa Xisto III mandou construir uma Igreja dedicada a Nossa Senhora do Bom Conselho na cidade de Genezzano, Itália, ao lado de um convento fundado por Santo Agostinho. Esta cidade havia sido doada à Igreja com o advento dos Imperadores cristãos, sucessores do Imperador Constantino que, convertido, decretara o fim da perseguição aos cristãos e da crucifixão (ano 312). Genezzano iria ser agraciada, cerca de mil anos depois,   com um presente milagroso de Nossa Senhora, como veremos a seguir: 
Havia,  na idade média, também uma outra igreja,  na cidade de Scutari - Albânia, onde o povo venerava com ardor uma imagem de Nossa Senhora do Bom Conselho, a que eram atribuídos  muitos milagres.  A devoção crescia vertiginosamente, até que  no ano de 1467, maometanos turcos invadiram e dominaram a Albânia, culminando em sérias conseqüências aos cristãos.  A perseguição implacável, colocou a Igreja numa situação dificílima, de forma que muitos cristãos tiveram de abandonar o país e, os que ficaram, tiveram de permanecer na clandestinidade . Foi nessa ocasião,  que dois albaneses de nomes Solavis e Georgi, ao entrarem no santuário,  testemunharam um grande milagre, a princípio, muito intrigante. Uma nuvem divina rodeou a estampa de Nossa Senhora que foi como que retirada da parede e elevou-se ao céu, tomando a direção de Roma,  sobre o Mar Adriático.  Os peregrinos, impelidos a seguir  sua trajetória,  passaram a  acompanhar a estampa. Com  muita confiança entraram no mar e passaram a caminhar  sobre as ondas a pé enxuto e o atravessaram até chegar às vizinhanças de Roma. Ali, a  estampa rodeada de nuvens foi se afastando até que acabaram  perdendo-a de vista. 
Ao mesmo tempo,  lá na cidade de Genezzano, na Itália,  a estrutura da Igreja de Nossa Senhora do Bom Conselho estava  seriamente comprometida.  A velha igreja construída pelo Papa Xisto III no século V,  havia ficado em ruínas não só pela ação do tempo, mas também pela falta de recursos.  Há muito tempo, porém,  uma irmã da Ordem Terceira de Santo Agostinho, chamada Pedrina,  havia tomado à frente do empreendimento, e cuja reconstrução confiou unicamente à Providência Divina,  à Santíssima Virgem e  ao  santo padre Agostinho,  fundador  da ordem a  que pertencia.  Aos que duvidavam, respondia com muita fé e confiança que seus esforços não eram vãos e que brevemente seriam postos a têrmo, com a força da graça divina. 
Era dia  25 de abril,  nos festejos de São Marcos Evangelista, onde  também realizava-se uma feira pública  naquela cidade e que contava com grande multidão. Repentinamente surgiu no céu uma nuvem em forma de coluna milagrosamente suspensa no ar, chamando a  atenção de todos  os circunstantes.  Tal coluna vagarosamente baixou em direção a uma das paredes mais elevadas da igreja em  reconstrução e dissipou-se, imprimindo na parede, à vista de todos,  uma imagem de Nossa Senhora do Bom Conselho, pintada a fresco.  Os sinos, por si só,  passaram a  badaladar consecutivamente, causando estupefação pública, conseqüentemente a conversão de muito pagãos em Genezzano.  Surpresos, uns aos outros,  perguntavam sobre a origem da  estampa, quais os desígnios de Deus acerca de tão grandioso mistério.  
A partir deste acontecimento, os padres agostinianos começaram a divulgar  o culto à Nossa Senhora do Bom Conselho, e não tardou que o número de  fiéis  de  toda  a  Itália e  países  circunvizinhos viessem em peregrinação para reverenciar Nossa Senhora.
Tomando conhecimento do grande milagre ocorrido em Genezzano, os dois peregrinos Solavis e Georgirs, foram também  reverenciar Nossa Senhora do Bom Conselho, a quem eram extremamente devotos.  Mas, não haviam relacionado o primeiro milagre ao segundo.  Chegando na cidade,  qual não foi a perplexidade deles ao constatarem que a estampa fixada na parede da igreja era a mesma estampa que haviam visto ser levada aos céus na sua cidade de origem, Scutari.  Ficou claro que a  estampa  havia sido trasladada de um país para o outro pelos  anjos de Deus.   Com  muito entusiasmo proclamaram o fato ao povo local.  Foram por isso interrogados por uma comissão e, sob juramento, contaram o que ocorrera na igreja da sua cidade de origem.  Detalhadamente narraram desde o momento em que testemunharam  ocularmente a estampa que sendo retirada  da Igreja de Scutari, a travessia do mar a pé enxuto, a chegada na Itália até o momento em que a perderam de vista.  Desvendaram-se assim os milagrosos acontecimentos, simultaneamente ocorridos desde a Albânia até a Itália, para  onde a imagem foi levada pelos anjos por desígnio de Nossa Senhora. 
O fato foi levado ao Papa Paulo II (Pietro Barbbo - pontificado 1464 a 1471), que na ocasião foi quem iniciou o processo para apurar a veracidade dos fatos.
O Papa Leão XIII mandou construir um altar em seu oratório privado, pessoalmente visitou o santuário,  instituiu a Pia União, do qual se fez membro, redigiu poesias  e agraciou a igreja de Nossa Senhora do Bom  Conselho com o título de "Basílica Menor".  
No dia 25 de abril (data em que a imagem foi levada por anjos de Scutari para Genezzano em 1467),  João Paulo II pessoalmente dirigiu-se ao antigo templo e  doou uma  reprodução da imagem original, a qual lá foi entronizada,  marcando definitivamente a reconciliação do governo e da nação albaneza com a Igreja de Cristo. 
O Vaticano, a partir daquele ano, financiou as  obras de reconstrução do Santuário,  depreciado por consequência da perseguição do regime comunista.  

Santo Anacleto
Eis uma curiosidade com relação ao Santo venerado nesta data: seus dados biográficos se embaralharam ao serem transcritos século após século.

Papa Anacleto teve sua vida contada como se ele "fosse dois": Papa Anacleto e Papa Cleto, comemorados em datas diferentes, 26 de abril e 13 de julho.

O engano, que passou também pelo cuidadoso Barônio, parece ter sido de um copista que teria visto abreviado em alguma lista dos Papas o nome de Anacleto por Cleto, julgou que deveria colocar novamente o nome apagado de Anacleto sem excluir a abreviação. Após a revisão dos anos 60, como conseqüência dos estudos de Duchesne, verificou-se que se tratavam da mesma pessoa e a data de julho foi eliminada.

Ele foi o segundo sucessor de São Pedro e foi o terceiro Papa da Igreja de Roma, governou entre os anos 76 e 88. Anacleto nasceu em Roma e durante o seu pontificado o imperador Domiciano desencadeou a segunda perseguição contra os cristãos.

Ele mandou construir uma memória, isto é, um pequeno templo na tumba de São Pedro. Morreu mártir no ano 88 e foi sepultado ao lado de São Pedro.
Santo Arcangelo Tadini
ARCANGELO TADINI, sacerdote do interior de Brescia (Itália) que viveu de 1846 a 1912, é figura cristalina e fascinante. Homem de iniciativa, sacerdote autêntico, soube entrelaçar ousadia e fé, amor pelos homens e amor a Deus, austeridade e ternura.
Nasce em Verolanuova (BS) a 12 de outubro de 1846. Terminados os estudos primários na cidade natal, frequenta o ginásio em Lovere (BG).
Em 1864 entra no Seminário Diocesano de Brescia e em 1870 é ordenado sacerdote. De 1871 a 1873 é nomeado vigário paroquial em Lodrino (BS), pequeno vilarejo de montanha, e a partir de 1873 é capelão no Santuário de S. Maria della Noce, periferia de Brescia.
Em 1885 inicia seu serviço em Botticino Sera (BS) como vigário; dois anos depois é nomeado pároco, aí permanecendo até 1912, ano de sua morte. No dia da posse afirma com força do púlpito: “Estarei com vocês, viverei com vocês, morrerei com vocês”.
Os anos vividos em Botticino são os mais fecundos da vida do Tadini. Ele ama os seus paroquianos como filhos e a eles se doa sem medida. Organiza o coral, a banda musical, várias Confrarias, a Terceira Ordem Franciscana, as Filhas de S. Ângela Merici; reforma a igreja, oferece a cada categoria de pessoas a catequese mais apropriada, cuida da liturgia. Põe especial atenção na celebração dos Sacramentos. Prepara as homilias levando em consideração tanto a Palavra de Deus e da Igreja como a caminhada espiritual do seu povo. Quando fala do púlpito, todos ficam encantados pelo calor e a força que suas palavras transmitem.
Sua atenção pastoral dirige-se sobretudo às novas pobrezas: para os trabalhadores dá início à Associação Operária de Mútuo Socorro e constrói uma fiação (fábrica têxtil) para dar trabalho às jovens da cidade que mais sofrem com a insegurança e a exploração.
Em 1900 o Tadini funda a Congregação das Irmãs Operárias da Santa Casa de Nazaré: mulheres consagradas, mas “operárias com as operárias” que educam as jovens trabalhadoras não subindo em cátedra, mas trabalhando lado a lado com elas; não proferindo grandes discursos, mas dando o exemplo de ganhar o pão com o suor do próprio rosto. Escândalo para aquela época na qual as fábricas eram tidas por lugares perigosos e desviantes.
Tadini oferece a suas Irmãs o exemplo de Jesus, Maria e José que na Casa de Nazaré, no silêncio e escondimento, trabalharam e viveram com humildade e simplicidade. Aponta o exemplo de Jesus que não só “sacrificou a si mesmo na cruz” mas durante trinta anos, em Nazaré, não se envergonhou de usar as ferramentas do carpinteiro e de “ter as mãos calejadas e o rosto lavado de suor”.
Por este seu espírito empreendedor, Tadini ganha calúnias e incompreensões, também por parte da Igreja. Na realidade ele antecipa os tempos: intui que a Irmã, operária entre as operárias, indica uma compreensão mais positiva do mundo do trabalho, não mais visto como lugar contrário à Igreja, mas sim ambiente necessitado de fermento evangélico, um mundo a ser encontrado mais que contrastado.
Ele mesmo tem consciência de que a sua Obra nasceu antes do tempo, mas está firmemente convicto que não é obra dele mas de Deus: “Deus a quis, a orienta, a aperfeiçoa, a conduz a bom termo”. A morte o colhe quando o sonho de sua vida ainda não se completou, mas, como semente jogada na terra, no tempo certo produzirá frutos abundantes.
Os Paroquianos de Botticino intuem a santidade de seu pároco e logo aprendem a conhecer e a descobrir que, debaixo de sua discrição e austeridade, existe um coração de pai atento e sensível à vida do povo feita de sacrifícios e duro trabalho. Aos seus dotes naturais ele une grande capacidade de entrar na vida e no cotidiano das pessoas e em breve se fala dele come de um sacerdote santo, um homem extraordinário... Mais tarde se dirá dele: “É um de nós”!
Um de nós quando, cedo pela manhã, percorre as ruas da cidade e o seu passo ressoa como despertador a quem se prepara para iniciar um novo dia de trabalho. Todos sabem que aquele sacerdote, apaixonado por Deus e pela humanidade, levará na oração a vida e as fadigas do seu povo.
Um de nós quando recolhe as lágrimas das mães preocupadas com a precariedade do trabalho dos filhos; quando sonha, projeta e constrói a fiação para as jovens da cidade a fim de que possam redescobrir sua dignidade de mulheres.
Um de nós quando inventa a família das Irmãs Operárias, mulheres consagradas que, nos lugares de trabalho, sejam testemunhas de um Amor maior no simples cotidiano da vida.
Um de nós porque ainda nos sorri, nos acompanha no nosso dia a dia e com suas palavras nos convida a seguir seus passos: “A santidade que nos leva ao céu está em nossas mãos. Se queremos possuí-la, uma coisa apenas precisamos fazer: amar a Deus”.
Com a canonização o Papa Bento XVI o oferece como exemplo para os sacerdotes, o aponta como intercessor para as famílias, o entrega como protetor aos trabalhadores.
São Pascásio Radberto
Comemoramos hoje São Pascásio Radberto que viveu no século IX, nascido em Soissons na França. Foi abandonado quando criança na porta da Igreja de Nossa Senhora de Soissons. A abadessa Teodarda o recolheu e cuidou dele como a um filho. Aos 22 anos, ingressou no convento de Corbie.

Foi mestre dos noviços e professor de teologia no mesmo local.Em 822 acompanhou o abade do mosteiro onde vivia para uma região onde seria fundada a cidade de Nova Córbia. Em 844 foi eleito abade; e, sete anos mais tarde, deposto por uma rebelião dos monges, tendo que fugir para a abadia de São Riquieer. Por volta do ano 830, escreveu a Vida de Santo Adalardo, seu abade; posteriormente, escreveu o Tratado  do Corpo e Sangue do Senhor sobre a eucaristia. Neste assunto, ele reporta a São Cipriano, Santo Ambrósio, Santo Hilário, Santo Agostinho, São João Crisóstomo, São Gregório, Santo Isidoro, Hesíquio e ao venerável Beda. Tem ainda a obra O Parto de Maria.
São Pascásio (ou Pascal) morreu no dia 26 de abril do ano de 863.