domingo, 7 de julho de 2013

O Evangelho do Dia - 07/07/2013

Ano C - DIA 07/07

A missão dos setenta e dois discípulos - Lc 10,1-12.17-20

O Senhor escolheu outros setenta e dois e enviou-os, dois a dois, à sua frente, a toda cidade e lugar para onde ele mesmo devia ir. E dizia-lhes: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para sua colheita. Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não vos demoreis para saudar ninguém pelo caminho! Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; senão, ela retornará a vós. Permanecei naquela mesma casa; comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador tem direito a seu salário. Não passeis de casa em casa. Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, curai os doentes que nela houver e dizei: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’. Mas quando entrardes numa cidade e não fordes bem recebidos, saindo pelas ruas, dizei: ‘Até a poeira de vossa cidade que se grudou aos nossos pés, sacudimos contra vós. No entanto, sabei que o Reino de Deus está próximo!’ Eu vos digo: naquele dia, Sodoma receberá sentença menos dura do que aquela cidade”. Os setenta e dois voltaram alegres, dizendo: “Senhor, até os demônios nos obedecem por causa do teu nome”. Jesus respondeu: “Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago. Eu vos dei o poder de pisar em cobras e escorpiões, e sobre toda a força do inimigo. Nada vos poderá fazer mal. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos se submetem a vós. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos nos céus”.


Leitura Orante

Oração Inicial

Preparo-me para a Leitura Orante, rezando:
Creio, meu Deus, que estou diante de Ti.
Que me vês e escutas as minhas orações.
Tu és tão grande e tão santo: eu te adoro.
Tu me deste tudo: eu te agradeço.
Foste tão ofendido por mim:
eu te peço perdão de todo o coração.
Tu és tão misericordioso: eu te peço todas as graças
que sabes serem necessárias para mim.

1- Leitura (Verdade)


O que diz o texto do dia? 
Leio atentamente o texto: Lc 10,1-12.
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Jesus Mestre organiza a equipe de discípulos. Tem objetivo, conteúdo, estratégia e missão claros.
Equipe: setenta e dois discípulos. Setenta (setenta e dois) na tradição judaica significava o número dos povos do mundo. O número de setenta discípulos manifesta o objetivo de Jesus com relação à humanidade inteira. O novo Povo de Deus envolverá todos os povos da terra.
Objetivo: Atenção à vida das pessoas ("cura dos doentes") e anúncio do Reino de Deus.
Conteúdo: preparar a acolhida do Senhor (pré-missão).
Estratégia: oração, despojamento, ir ao encontro, visitar todas as casas, iniciando com saudação de paz. Missão: a "colheita". Ou seja: formar o novo Povo de Deus.

2- Meditação (Caminho)


O que a Palavra diz para mim?
Respondo aos apelos e convites de Jesus Mestre?
Atualizo a Palavra, ligando-a à minha vida. 
Faço parte do Novo Povo de Deus. Sou também convocado/a a ser discípulo/a missionário/a atento/a ao bem das pessoas e ao anúncio do Reino. Qual o meu compromisso com a Igreja? 
Os bispos, em Aparecida disseram: "Jesus saiu ao encontro de pessoas em situações muito diferentes: homens e mulheres, pobres e ricos, judeus e estrangeiros, justos e pecadores... convidando-os a segui-lo. Hoje, continua convidando a encontrar nele o amor do Pai. Por isso mesmo, o discípulo missionário há de ser um homem ou uma mulher que torna visível o amor misericordioso do Pai, especialmente para com os pobres e pecadores." (DAp 147).
Minha fé é dinâmica, comunicativa. Às vezes, tenho minha fé e compromissos adormecidos, sem expressão.

3- Oração (Vida)


O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Em silêncio dou minha resposta de adesão ao Senhor que me convoca e envia e "peço ao dono da plantação que mande mais trabalhadores". E rezo:
Senhor, que a Messe não se perca por falta
de operários. Desperta nossas comunidades
para a Missão. 
Ensina nossa vida a ser serviço. 

4- Contemplação (Vida e Missão)


Qual o novo olhar que a Palavra despertou em mim? 
Renovo meu compromisso de ir ao encontro das pessoas para lhes anunciar a paz. 


Bênção


Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


Irmã Patrícia Silva, fsp

sábado, 6 de julho de 2013

Conselho do Dia


Este é o conselho que a Imitação de Cristo nos dá para hoje:

Se souberes deixar os homens, eles te deixarão fazer tuas boas obras. Não te metas em coisas alheias, nem te impliques nos negócios dos grandes. Olha sempre primeiro para ti e admoesta-te com mais particularidade que a todos os teus amigos. Não te entristeça a falta dos humanos favores, mas penalize-te o não viveres com tanta cautela e prudência como convém a um servo de Deus e devoto religioso. Mais útil e mais seguro é para o homem não ter nesta vida muitas consolações, mormente sensíveis. Todavia, se não temos, ou raramente sentimos o consolo divino, a culpa é nossa, porque não procuramos a compunção do coração, nem rejeitamos de todo as vãs consolações exteriores. ( Da compunção do coração)

Fonte: Imitação de Cristo

Sábado da 13ª Semana Tempo Comum



A alegria de estar com Jesus
Mateus 9,14-17

Naquele tempo:
14 Os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram:
'Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?'
15 Disse-lhes Jesus:
'Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto
enquanto o noivo está com eles?
Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão.

16 Ninguém coloca remendo de pano novo em roupa velha,
porque o remendo repuxa a roupa e o rasgão fica maior ainda.

17 Também não se coloca vinho novo em odres velhos,
senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama e os odres se perdem.
Mas vinho novo se coloca em odres novos, e assim os dois se conservam.'



Reflexão

 Mateus 9,14: A pergunta dos discípulos de João em torno da prática do jejum. O jejum é um costume muito antigo, praticado por quase todas as religiões. O próprio Jesus o praticou durante quarenta dias (Mt 4,2). Mas ele não insiste com os discípulos para que façam o mesmo. Deixa a eles a liberdade. Por isso, os discípulos de João Batista e dos fariseus, que eram obrigados a jejuar, querem saber porque Jesus não insiste no jejum: "Nós e os fariseus fazemos jejum. Por que os teus discípulos não fazem jejum?"

Mateus 9,15: A resposta de Jesus. Jesus responde com uma comparação em forma de pergunta: “Vocês acham que os amigos do noivo podem estar de luto, enquanto o noivo está com eles?” Jesus associa o jejum com luto, e ele se considera o noivo. Enquanto o noivo está com os amigos do noivo, isto é, durante a festa do casamento, estes não precisam jejuar. Durante o tempo em que ele, Jesus, estiver com os discípulos, é festa de casamento. Não precisam nem podem jejuar. Um dia, porém, o noivo vai ser tirado. Será um dia de luto. Aí, se quiserem, poderão jejuar. Jesus alude à sua morte. Sabe e sente que, se ele continuar neste caminho de liberdade, as autoridades vão querer matá-lo.


Mateus 9,16-17: Vinho novo em odre novo! Nestes dois versículos, o evangelho de Mateus traz duas sentenças soltas de Jesus sobre o remendo novo em pano velho e sobre o vinho novo em odre novo. Estas palavras jogam uma luz sobre as discussões e conflitos de Jesus com as autoridades religiosas da época. Não se coloca remendo de pano novo em roupa velha. Na hora de lavar, o remendo novo repuxa o vestido velho e o estraga mais ainda. Ninguém coloca vinho novo em odre velho, porque o vinho novo pela fermentação faz estourar o odre velho. Vinho novo em odre novo! A religião defendida pelas autoridades religiosas era como roupa velha, como odre velho. Tanto os discípulos de João como os fariseus, os dois procuravam renovar a religião. Na realidade, porém, faziam apenas remendos e, por isso, corriam o perigo de comprometer e estragar tanto a novidade deles como os costumes antigos. Não se deve querer combinar o novo que Jesus trouxe com os costumes antigos. Ou um, ou outro! O vinho novo que Jesus trouxe faz estourar o odre velho. Tem que saber separar as coisas. Muito provavelmente, Mateus traz estas palavras de Jesus para orientar as comunidades dos anos 80. Havia um grupo de judeu-cristãos que queriam reduzir a novidade de Jesus ao tamanho do judaísmo de antes da vinda de Jesus. Jesus não é contra o que é “velho”. O que ele não quer é que o velho se imponha ao novo e, assim, o impeça de manifestar-se. Não se pode reler o Vaticano II com mentalidade pré-conciliar, como alguns procuram fazer hoje.

Para um confronto pessoal

1. Quais os conflitos em torno de práticas religiosas que, hoje, trazem sofrimento para as pessoas e são motivo de muita discussão e polêmica? Qual a imagem de Deus que está por trás de todos estes preconceitos, normas e proibições?
2. Como entender a frase de Jesus: “Não colocar remendo de pano novo em roupa velha”? Qual a mensagem que você tira de tudo isto para a sua comunidade hoje?

SANTO DO DIA - 06/07/2013

06/07
Maria Teresa Ledochowska
Maria Teresa Ledochowska nasceu no dia 29 de abril de 1863, na Áustria. Os pais eram personalidades ilustres e pertenciam à nobreza cristã polonesa, freqüentando várias cortes da Europa. A irmã mais nova, Úrsula, anos mais tarde, também fundou uma congregação e depois foi canonizada pela Igreja. Outro seu irmão, o padre Vladimir foi o vigésimo sexto Diretor geral da Companhia de Jesus.

Maria Teresa se tornou uma requintada fidalga, muito culta e fluente em vários idiomas. Aos vinte e dois anos, era dama de honra da grã duquesa da Toscana, que tinha residência na corte austríaca e não dispensava sua presença alegre e brilhante. Apesar de conviver neste ambiente de luxo e cheio de frivolidades, ela possuía princípios morais e cristãos íntegros. Dedicava grande parte do seu tempo à caridade ajudando especialmente os pobres.

Certa ocasião, foi apresentada às Irmãs Missionárias Franciscanas de Maria, que tinham encontro com a grã duquesa. Logo em seguida recebeu um impresso de uma conferência do cardeal Lavigérie, narrando seu árduo trabalho para libertar os escravos da África e pedindo missionárias para ajuda-lo na evangelização. Penalizada com a situação dos escravos, Maria Teresa sentiu o chamado de Deus e abraçou aquela causa.

Em 1891 abandonou a corte, apesar da desaprovação de quase todos os amigos e ingressou para a vida religiosa, sob a direção espiritual dos Jesuítas. Depois à ela se juntaram Melania von Ernest e outras religiosas corajosas. Assim, em 1894 fundou o Instituto das Irmãs Missionárias de São Pedro Claver, ou melhor das Irmãs Claverianas, para dar apoio e orientação às missões africanas.

Maria Teresa sempre brilhante e ativa, sabia que precisava divulgar muito mais aquela Obra. Rezou muito e inspirada pela Mãe de Deus fundou uma tipografia e passou a publicar dois boletins missionários mensais. O "Eco da África", direcionado para os adultos e o "Juventude Africana" especial para os jovens, ambos eram editados em nove idiomas europeus. Ela mesma escrevia os artigos e apelos para difundir a idéia missionária. Logo passou a participar conferências em diversas línguas e paises. Foram centenas e centenas até sua morte.

Sua incansável dedicação frutificou e pôde enviar aos missionários da África, milhões em dinheiro, numerosos objetos sagrados , além de milhares de livros impressos em línguas indígenas africanas, utilizados para a catequização e alfabetização dos nativos. Dirigiu o Instituto por vinte e oito anos, em meio às turbulências dos tempos e do sacrifício pessoal, até morrer no dia 06 de julho de 1922 em Roma, na Itália.

Desde então, Maria Teresa, passou a ser invocada para interceder por graças e milagres, principalmente nos paises africanos, aos quais dedicou toda a sua vida de missionária. Em 1975, o Papa Paulo VI beatificou aquela que era conhecida em todo o mundo católico como a "Mãe dos Africanos" e a declarou padroeira da Cooperação Missionária da Igreja na Polônia.
Santa Maria Goretti
Maria Teresa Goretti, ou simplesmente Marieta, como seus familiares a chamavam, nasceu em Corinaldo, Ancona no ano 1890, sua família obrigada pela necessidade havia emigrado para o inóspito Agro Pontino na localidade Ferrieri di Conca, a dez quilômetros de Netuno, pelos fins do século XIX. Eram camponeses, acostumados aos duros trabalhos dos campos, trabalhando na lavoura, enquanto Maria Goretti cuidava dos quatro irmãozinhos mais novos que ela. Seu pai morreu quando ela tinha apenas dez anos e sua mãe Dona Assunta, para ganhar o sustento da família, ficava o dia inteiro no trabalho do campo e Maria Goretti não podia estudar, apenas quando podia, corria até à longínqua igreja para aprender o catecismo, e desta forma conseguiu fazer primeira comunhão aos 12 anos.

Numa manhã, quando sua mãe Assunta partiu para o trabalho, deixando Maria Goretti com a irmã menor (que mais tarde entrou para a vida religiosa entre as franciscanas missionárias da Imaculada) o jovem Alexandre Serenelli que já havia sido rejeitado por parte da menina, assassinou-a com vários golpes de punhal, que morreu pronunciando perdão para o assassino, no dia 06 de Julho de 1902. Condenado aos trabalhos forçados, Alexandre Serenelli passou 27 anos na prisão. No ano de 1910 ele disse ter tido uma visão da pequena mártir e desde aquele momento sua vida mudou e dizia que Maria Goretti era seu anjo protetor.

A jovem que não se deixou contaminar pela doença do pecado, foi solenemente canonizada pelo Papa Pio XII, tendo sido assistida por sua mãe Dona Assunta e os irmãos.

Santa Maria Goretti, valei-nos com vossa misericórdia. Perdoai nosso pecado e recriai em nós um espírito novo. Amém. 

LITURGIA DIÁRIA - 06/07/2013


Dia: 06/07/2013
Primeira Leitura: Gênesis 27, 1-5.15-19

XIII SEMANA COMUM*(verde - ofício do dia)


Leitura do Livro do Gênesis.
Quando Isaac ficou velho, seus olhos enfraqueceram e já não podia ver. Chamou, então, o filho mais velho Esaú, e lhe disse: “Meu Filho!” Este respondeu: “Aqui estou!” 2Disse-lhe o pai: “Como vês, já estou velho e não sei qual será o dia da minha morte. 3Toma as tuas armas, as flechas e o arco, e sai para o campo. Se apanhares alguma caça, prepara-me um assado saboroso, como sabes que eu gosto, e traze-o para que o coma, e assim te dar a bênção antes de morrer”.
Rebeca escutava o que Isaac dizia a seu filho Esaú. Esaú saiu para o campo à procura de caça para o pai. 15 Rebeca tomou, então, as melhores roupas que o filho mais velho tinha em casa, e vestiu com elas o filho mais novo, Jacó. 16 Cobriu-lhe as mãos e a parte lisa do pescoço com peles de cabrito. 17 Pôs nas mãos do filho Jacó o assado e o pão que havia preparado. 18 Este levou-os ao pai, dizendo: “Meu pai!”
“Estou ouvindo”, respondeu Isaac. “Quem és tu, meu filho?” 19 E disse Jacó a seu pai: “Eu sou Esaú, teu filho primogênito; fiz como me ordenaste. Levanta-te, senta-te e come da minha caça, para me abençoares”.
20 Isaac replicou-lhe: “Como conseguiste achar assim depressa, meu filho?” Ele respondeu: “É o Senhor teu Deus que fez com que isso acontecesse”. 21 Isaac disse a Jacó: “Vem cá, meu filho, para que eu te apalpe e veja se és ou não meu filho Esaú”.
22 Jacó achegou-se a seu pai Isaac, que o apalpou e disse: “A voz é a voz de Jacó, mas as mãos são as mãos de Esaú”. 23 E não o reconheceu, pois suas mãos estavam peludas como as do seu filho Esaú. Então, decidiu abençoá-lo. 24 Perguntou-lhe ainda: “Tu és, de fato, meu filho Esaú?” Ele respondeu: “Sou”. 25 Isaac continuou:
“Meu filho, serve-me da tua caça para eu comer e te abençoar”. Jacó serviu-o e ele comeu; trouxe-lhe depois vinho e ele bebeu. 26 Disse-lhe então seu pai Isaac: “Aproxima-te, meu filho, e beija-me”. 27 Jacó aproximou-se e o beijou. Quando Isaac sentiu o cheiro das suas roupas, abençoou-o, dizendo: “Este é o cheiro do meu filho: é como o aroma de um campo fértil que o Senhor abençoou! 28 Que Deus te conceda o orvalho do céu, e a fertilidade da terra, a abundância de trigo e de vinho. 29 Que os povos te sirvam e se prostrem as nações em tua presença. Sê o senhor de teus irmãos, e diante de ti se inclinem os filhos de tua mãe. Maldito seja quem te amaldiçoar, e quem te abençoar, seja bendito!”

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Responsório (Sl 134)
— Louvai o Senhor, porque é bom!
— Louvai o Senhor, porque é bom!

— Louvai o Senhor, bendizei-o; louvai o Senhor, servos seus, que celebrais o louvor em seu templo e habitais junto aos átrios de Deus!
— Louvai o Senhor, porque é bom; cantai ao seu nome suave! Escolheu para si a Jacó, preferiu Israel por herança.
— Eu bem sei que o Senhor é tão grande, que é maior do que todos os deuses. Ele faz tudo quanto lhe agrada, nas alturas dos céus e na terra, no oceano e nos fundos abismos.


Evangelho (Mt 9,14-17)

— O Senhor esteja conosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14 os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” 15 Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão.
16 Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo repuxa a roupa e o rasgão fica maior ainda. 17 Também não se põe vinho novo em odres velhos, senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama e os odres se perdem. Mas vinho novo se põe em odres novos, e assim os dois se conservam”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

O Evangelho do Dia - 06/07/2013

Ano C - DIA 06/07

Jesus e o jejum - Mt 9,14-17

Aproximaram-se de Jesus os discípulos de João e perguntaram: “Por que jejuamos, nós e os fariseus, ao passo que os teus discípulos não jejuam?” Jesus lhes respondeu: “Acaso os convidados do casamento podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo lhes será tirado. Então jejuarão. Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. Também não se põe vinho novo em odres velhos, senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama e os odres se perdem. Mas vinho novo se põe em odres novos, e assim os dois se conservam”.


Leitura Orante

Oração Inicial


Preparo-me para a Leitura Orante,
rezando com todos que fazem esta oração na web:
Creio, meu Deus, que estou diante de Ti.
Que me vês e escutas as minhas orações.
Tu és tão grande e tão santo: eu te adoro.
Tu me deste tudo: eu te agradeço.
Foste tão ofendido por mim:eu te peço perdão de todo o coração.
Tu és tão misericordioso: eu te peço todas as 
que sabes serem necessárias para mim.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.


1- Leitura (Verdade)


O que a Palavra diz?
Leio com calma o Evangelho de hoje: Mt 9,14-19.
O texto diz que Jesus vem trazer clima de festa, de alegria.
O jejum que ele pede não é como o fazem os fariseus.
O jejum que ele quer é um coração arrependido,
é a atitude de perdão e de partilha do que se tem com os mais necessitados.
Estar com Jesus é uma festa!

2- Meditação (Caminho)


O que a Palavra diz para mim?
Que atitudes a Palavra me propõe?
Procurarei ter o coração em festa
como recomenda Jesus
com atitudes de perdão
e de partilha.


3- Oração (Vida)


O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Bom é louvar-vos, Senhor, 
nosso Deus,
que nos abrigais à sombra de vossas asas,
defendeis e protegeis a todos nós, 
vossa família,
como uma mãe, 
que cuida e guarda seus filhos.

4- Contemplação (Vida e Missão)


Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Procurarei viver diante de Deus,
na alegria de ser seu filho,
sua filha.

Bênção


- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. 
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. 
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém. 
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


Irmã Patrícia Silva, fsp

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Conselho do Dia


Este é o conselho que a Imitação de Cristo nos dá para hoje:

Reconhece que és indigno da consolação divina, mas antes merecedor de muitas aflições. Quando um homem está perfeitamente compungido, logo se lhe torna enfadonho e amargo o mundo todo. O homem justo sempre acha bastante matéria para afligir-se e chorar. Pois, quer olhe para si, quer para o próximo, sabe que ninguém passa esta vida sem tribulações. E quanto mais atentamente se considera, tanto mais profunda é a sua dor. Matéria de justa mágoa e profundo pesar são nossos pecados e vícios, aos quais de tal sorte estamos presos, que raras vezes podemos contemplar as coisas do céu. ( Da compunção do coração)

Fonte: Imitação de Cristo

6ª-feira da 13ª Semana Tempo Comum


Quero misericórdia e não sacrifício

Mateus 9,9-13

Naquele tempo:9 Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus,sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: 'Segue-me!'
Ele se levantou e seguiu a Jesus.10 Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus,vieram muitos cobradores de impostos e pecadorese sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos.11 Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos:
'Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?'12 Jesus ouviu a pergunta e respondeu:'Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes.13 Aprendei, pois, o que significa: `Quero misericórdia e não sacrifício'.De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores'.
 


Reflexão

O Sermão da Montanha ocupou os capítulos 5 a 7 do evangelho de Mateus. A parte narrativa dos capítulos 8 e 9, tem como finalidade mostrar como Jesus praticava o que acabava de ensinar. No Sermão da Montanha, ele ensinou o acolhimento (Mt 5,23-25.38-42.43). Agora, ele mesmo o pratica acolhendo leprosos (Mt 8,1-4), estrangeiros (Mt 8,5-13), mulheres (Mt 8,14-15), doentes (Mt 8,16-17), endemoninhados (Mt 8,28-34), paralíticos (Mt 9,1-8), publicanos (Mt 9,9-13), pessoas impuras (Mt 9,20-22), etc. Jesus rompe com as normas e costumes que excluíam e dividiam as pessoas, isto é, o medo e a falta de fé (Mt 8,23-27) e as leis da pureza (9,14-17), e não faz segredo das exigências para os que querem segui-lo. Eles terão que ter a coragem de largar muita coisa (Mt 8,18-22). Assim, nas atitudes e na prática de Jesus, aparece em que consistem o Reino e a observância perfeita da Lei de Deus.  

Mateus 9,9: O chamado para seguir Jesus. As primeiras pessoas chamadas para seguir Jesus eram quatro pescadores, todos judeus (Mt 4,18-22). Agora, Jesus chama um publicano, considerado pecador e tratado como impuro pelas comunidades mais observantes dos fariseus. Nos outros evangelhos, este publicano se chama Levi. Aqui, o nome dele é Mateus que significa dom de Deus ou dado por Deus. As comunidades, em vez de excluir o publicano como impuro, devem considerá-lo como um Dom de Deus para a comunidade, pois a presença dele faz com que a comunidade se torne sinal de salvação para todos! Como os primeiros quatro chamados, assim o publicano Mateus larga tudo que tem e segue Jesus. O seguimento de Jesus exige ruptura. Mateus largou a coletoria, sua fonte de renda, e foi atrás de Jesus! 

Mateus 9,10: Jesus senta à mesa junto com pecadores e publicanos. Naquele tempo, os judeus viviam separados dos pagãos e dos pecadores e não comiam com eles na mesma mesa. Os judeus cristãos deviam romper este isolamento e criar comunhão de mesa com os pagãos e os impuros. Foi isto que Jesus ensinou no Sermão da Montanha como sendo uma expressão do amor universal de Deus Pai. (Mt 5,44-48). A missão das comunidades era oferecer um lugar aos que não tinham lugar. Mas esta nova lei não era aceita por todos. Em algumas comunidades, as pessoas vindas do paganismo, mesmo sendo cristãs, não eram aceitas na mesma mesa (cf. At 10,28; 11,3; Gal 2,12). O texto do evangelho de hoje mostra como Jesus comia com publicanos e pecadores na mesma casa e na mesma mesa. 

Mateus 9,11: A pergunta dos fariseus. Para os judeus era proibida a comunhão de mesa com publicanos e pagãos, mas Jesus nem liga. Ele até faz uma confraternização com eles. Os fariseus, vendo a atitude de Jesus, perguntam aos discípulos: "Por que o mestre de vocês come com os cobradores de impostos e os pecadores?" Esta pergunta pode ser interpretada como expressão do desejo deles de quererem saber por que Jesus agia assim. Outros interpretam a pergunta como crítica deles ao comportamento de Jesus, pois durante mais de quinhentos anos, desde os tempos do cativeiro na Babilônia até à época de Jesus, os judeus tinham observado as leis da pureza. Esta observância secular tornou-se para eles um forte sinal identidade. Ao mesmo tempo, era fator de sua separação no meio dos outros povos. Assim, por causa das leis da pureza, não podiam nem conseguiam sentar na mesma mesa para comer com pagãos. Comer com pagãos significava contaminar-se, tornar-se impuro. Os preceitos da pureza legal eram rigorosamente observados, tanto na Palestina como nas comunidades judaicas da Diáspora. Na época de Jesus, havia mais de quinhentos preceitos para preservar a pureza. Nos anos setenta, época em que Mateus escreve, este conflito era muito atual. 


Mateus 9,12-13: Eu quero misericórdia e não sacrifício. Jesus ouviu a pergunta dos fariseus aos discípulos e responde com dois esclarecimentos. O primeiro é tirado do bom senso: "As pessoas que têm saúde não precisam de médico, mas só as que estão doentes”. O outro é tirado da Bíblia: “Aprendam, pois, o que significa: Eu quero a misericórdia e não o sacrifício”. Por meio destes dois esclarecimentos Jesus explicita e esclarece a sua missão junto ao povo: “Eu não vim para chamar os justos, e sim os pecadores". Jesus nega a crítica dos fariseus, nem aceita os argumentos deles, pois nasciam de uma idéia falsa da Lei de Deus. Ele mesmo invoca a Bíblia: "Eu quero misericórdia e não sacrifício!" Para Jesus a misericórdia é mais importante que a pureza legal. Ele apela para a tradição profética para dizer que a misericórdia vale mais para Deus do que os todos sacrifícios (Os 6,6; Is 1,10-17). Deus tem entranhas de misericórdia, que se comovem diante das faltas do seu povo (Os 11,8-9).

Para um confronto pessoal
1. Hoje, na nossa sociedade, quem é o marginalizado e o excluído? Por que? Na nossa comunidade temos preconceitos? Quais? Qual o desafio que as palavras de Jesus colocam para a nossa comunidade hoje?
2. Jesus manda o povo ler e entender o Antigo Testamento que diz: "Quero misericórdia e não sacrifício". O que Jesus quer com isto para nós hoje?

SANTO DO DIA - 05/07/2013

05/07
Santo Antônio Maria Zacaria
Santo Antônio Maria Zacaria nasceu em Cremona em 1502, pertencente à rica família dos Zacaria, de origem genovesa. Sua mãe ficou viúva com 18 anos de idade, rejeitou segundas núpcias só para dedicar-se totalmente à educação do filho. Embora rico, vestia-se com modéstia e escolheu essa profissão de médico para ficar mais perto da gente humilde, curar-lhe as doenças do corpo, gradativamente, para distribuir-lhe os remédios da alma, o conforto, a esperança, a paz com Deus. Em 1528, abandonou a medicina e se fez sacerdote, e se estabeleceu em Milão, onde com a colaboração de Tiago Morigia e Bartolomeu Ferrari, fundou a Congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo, mais conhecidos como Barnabitas, porque residiam junto à Igreja de São Barnabé.

A finalidade da nova congregação era a promoção da reforma do clero e dos leigos, não se consideravam monges nem frades, seu carisma específico era evangelizar e administrar os sacramentos. Com a ajuda da Condessa de Guastalla, Ludovica Torelli, surgiu a congregação feminina das Angélicas, para a reforma dos mosteiros femininos. A palavra reforma era o emblema de 1500. Antônio Maria Zacaria não dava importância às palavras, mas aos fatos. E ajudou na preparação do Concílio de Trento, cuja influência ainda persiste na Igreja de nossos dias. Foi também promotor da devoção à Eucaristia e da adoração ao Santíssimo Sacramento, instituindo as quarenta horas de adoração ao Santíssimo Sacramento.

Morreu assistido por sua mãe, que aceitara vida de solidão para não pôr obstáculos à vocação do filho, aos 37 anos, no dia 05 de Julho de 1539, na casa onde nascera durante uma missão de oração e de pregação na Itália meridional. 

LITURGIA DIÁRIA - 05/07/2013


Dia: 05/07/2013
Primeira Leitura: Gênesis 23, 1-4.19; 24, 1-8.62-67

XIII SEMANA COMUM*(verde - ofício do dia)


Leitura do Livro do Gênesis.
23,1 Sara viveu cento e vinte e sete anos, e morreu em Cariat Arbe, que é Hebron, em Canaã. Abraão veio fazer luto por Sara e chorá-la. Depois levantou-se de junto da morta e falou aos hititas: “Sou um estrangeiro e hóspede no vosso meio. Cedei-me como propriedade entre vós um lugar de sepultura, onde possa sepultar minha esposa que morreu”.
19 Assim, Abraão sepultou Sa­ra, sua mulher, na caverna do campo de Macpela, em frente de Mambré, que é Hebron, na terra de Canaã. 24,1 Abraão já era velho, de idade avançada, e o Senhor o havia abençoado em tudo. A­braão disse ao servo mais antigo da sua casa, administrador de todos os seus bens: “Põe a mão debaixo da minha coxae jura-me pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não escolherás para meu filho uma mulher entre as filhas dos cananeus, no meio dos quais eu moro; mas tu irás à minha terra natal, buscar entre os meus parentes uma mulher para o meu filho Isaac”.
E o servo respondeu: “E se a mulher não quiser vir comigo para esta terra, deverei levar teu filho para a terra de onde saíste?” Abraão respondeu: “Guarda-te de levar meu filho de volta para lá. O Senhor, Deus do céu, que me tirou da casa de meu pai e da minha terra natal, e que me falou e jurou, dizendo: ‘À tua descendência darei esta terra’, ele mesmo enviará seu anjo diante de ti e trarás de lá uma mulher para meu filho.Porém, se a mulher não quiser vir contigo, ficarás livre deste juramento; mas de maneira alguma levarás meu filho de volta para lá”.
62 Isaac tinha voltado da região do poço de Laai-Rói e morava na terra do Negueb. 63Ao cair da tarde, Isaac saiu para o campo a passear. Levantando os olhos, viu camelos que chegavam. 64 Re­beca também, erguendo os olhos, viu Isaac. Desceu do Camelo,65 e perguntou ao servo: “Quem é aquele homem que vem pelo campo, ao nosso encontro?”
O servo respondeu: “É o meu Senhor”. Ela puxou o véu e cobriu o rosto. 66 Então o servo contou a Isaac tudo o que tinha feito. 67 Ele introduziu Rebeca na tenda de Sara, sua mãe, e recebeu-a por esposa. Isaac amou-a, consolando-se assim da morte da mãe.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Responsório (Sl 105,1-5)

— Dai graças ao Senhor, porque ele é bom.
— Dai graças ao Senhor, porque ele é bom.

— Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, porque eterna é a sua misericórdia! Quem contará os grandes feitos do Senhor? Quem cantará todo o louvor que ele merece?
— Felizes os que guardam seus preceitos e praticam a justiça em todo o tempo! Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, pelo amor que demonstrais ao vosso povo!
— Visitai-me com a vossa salvação, para que eu veja o bem-estar do vosso povo, e exulte na alegria dos eleitos, e me glorie com os que são vossa herança.


Evangelho (Mt 9,9-13)

— O Senhor esteja conosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus. 10 Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos.
11 Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?” 12 Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

O Evangelho do Dia - 05/07/2013

Ano C - DIA 05/07

Mateus acolhe e é acolhido - Mt 9,9-13

Ao passar, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu-o. Depois, enquanto estava à mesa na casa de Mateus, vieram muitos publicanos e pecadores e sentaram-se à mesa, junto com Jesus e seus discípulos. Alguns fariseus viram isso e disseram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os publicanos e pecadores?” Tendo ouvido a pergunta, Jesus disse: “Não são as pessoas com saúde que precisam de médico, mas as doentes. Ide, pois, aprender o que significa: ‘Misericórdia eu quero, não sacrifícios’. De fato, não é a justos que vim chamar, mas a pecadores”.


Leitura Orante

Oração Inicial


A todos nós, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e
a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me, com todos os internautas, para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre, que dissestes: 
"Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, 
eu aí estarei no meio deles", 
ficai conosco,
aqui reunidos (pela grande rede da internet),
para melhor meditar 
e comungar com a vossa Palavra. 
Sois o Mestre e a Verdade: 
iluminai-nos, para que melhor compreendamos 
as Sagradas Escrituras. 
Sois o Guia e o Caminho: 
fazei-nos dóceis ao vosso seguimento. 
Sois a Vida: 
transformai nosso coração em terra boa,
onde a Palavra de Deus produza frutos 
abundantes de santidade e missão. (Bv. Alberione)

1- Leitura (Verdade)


O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mt 9,9-13, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
Jesus não só perdoa os pecados, mas transforma o pecador. Mateus, de explorador transformou-se em discípulo. Sendo chamado, Mateus prontamente se levanta e “foi com ele”. Poderia não ter respondido e ficado como cobrador de impostos. O chamado que Jesus faz a Mateus o transfere da escravidão do dinheiro à liberdade do seguimento. Os fariseus se incomodam porque Jesus vai com seus discípulos jantar na casa de Mateus. À pergunta dos fariseus, Jesus responde dizendo que são os doentes que precisam de médico, não os que têm saúde. Por isso ele vai ao encontro dos pecadores. Bem diferente daqueles que censuravam e condenavam os pecadores. Mateus passa a integrar a equipe dos apóstolos de Jesus.

2- Meditação (Caminho)


O que o texto diz para mim, hoje? Qual palavra mais me toca o coração?
Entro em diálogo com o texto. Reflito e atualizo. O que o texto me diz no momento?
Os bispos em Aparecida, falaram também dos convocados: "A vocação ao discipulado missionário é con-vocação à comunhão em sua Igreja. Não há discipulado sem comunhão. Diante da tentação, muito presente na cultura atual de ser cristãos sem Igreja e das novas buscas espirituais individualistas, afirmamos que a fé em Jesus Cristo nos chegou através da comunidade eclesial e ela “nos dá uma família, a família universal de Deus na Igreja Católica. A fé nos liberta do isolamento do eu, porque nos conduz à comunhão”. Isto significa que uma dimensão constitutiva do acontecimento cristão é o fato de pertencer a uma comunidade concreta na qual podemos viver uma experiência permanente de discipulado e de comunhão com os sucessores dos Apóstolos e com o Papa.” (DAp 156).
Jesus passa também por mim. Como respondo aos seus convites? O meu Projeto de vida é o do Mestre Jesus Cristo?


3- Oração (Vida)


O que o texto me leva a dizer a Deus?
Canto ou rezo a canção do Pe. Zezinho, scj, Quando Jesus passar.
Quando Jesus passar,
Quando Jesus passar,
Quando Jesus passar,
eu quero estar no meu lugar.
No meu telônio ou jogando a rede
sob a figueira ou a caminhar
buscando agua para minha sede,
querendo ver meu Senhor passar.
No meu trabalho e na minha casa,
no meu estudo e no meu lazer,
No compromisso e no meu descanso,
no meu direito e no meu dever.
Nos meus projetos olhando em frente,
no meu sucesso e na decepção
no sofrimento que fere a gente,
sonhando o sonho de um mundo irmão.
CD Vocação, Pe. Zezinho,scj, Paulinas COMEP
Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, tem piedade de nós.

4- Contemplação (Vida e Missão)


Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou observar Jesus que passa onde trabalho, por onde caminho, onde moro...
Escolho uma frase ou palavra para memorizar. Vou repeti-la durante o dia. Esta Palavra vai fazendo parte da minha vida, da minha mente, como a chuva que cai e produz seus efeitos (Is 55,10-11)..

Bênção


- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. 
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. 
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém. 
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


Irmã Patrícia Silva, fsp

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O que trazemos e o que levamos...


 
  Você vem ao mundo sem coisa alguma. Assim, uma coisa é certa: nada lhe pertence. Você vem absolutamente despido, porém com ilusões. É por isso que toda criança nasce com as mãos fechadas, cerradas, acreditando que está trazendo tesouros, e aqueles punhos estão vazios.
E todos morrem com as mãos abertas. Tente morrer com as mãos cerradas, até o momento ninguém conseguiu. Ou tente nascer com as mãos abertas, ninguém conseguiu também.
 
Nada lhe pertence, então você está preocupado com qual insegurança? Nada pode ser roubado, nada pode ser tirado de você. 
Tudo o que você está usando pertence ao mundo. E um dia você terá que deixar tudo aqui. Você não será capaz de levar coisa alguma com você. “Será que estou no caminho certo?”
As indicações de que você está no caminho certo são muito simples: 

a) Suas tensões começam a desaparecer. 
b) Você fica mais e mais senhor de si. Mais e mais calmo. 
c) Encontrará beleza em coisas que jamais concebeu pudessem ser belas. 

d) As menores coisas começarão a ter imenso significado. 
e) O mundo inteiro se tornará mais e mais misterioso a cada dia. 
f) Você se tornará menos e menos culto e mais e mais inocente como uma criança correndo atrás de borboletas, ou pegando conchas do mar numa praia. 

g) Você sentirá a vida não como um problema, mas como uma dádiva, uma benção, uma graça.
Essas indicações crescerão continuamente se você estiver na pista certa. Baste-se!  Não dependa de nada para ser feliz.

Você tem a VIDA!

Conselho do Dia


Este é o conselho que a Imitação de Cristo nos dá para hoje:

Quando, pois, Deus te mandar consolação espiritual, recebe-a com ações de graças, mas lembra-te sempre que é mercê de Deus, e não merecimento teu. Com isto, porém, não te desvaneças, nem te entregues a excessiva alegria ou a vã presunção; sê antes mais humilde pelo dom recebido, mais prudente e timorato em tuas ações, pois passará aquela hora e voltará a tentação. Quando te for tirada a consolação, não desesperes logo, aguarda, pelo contrário, com humildade e paciência, a visita celestial; pois Deus é bastante poderoso para restituir-te maior graça e consolação. Isto não é novo nem estranho aos que são experientes nos caminhos de Deus; porque nos grandes santos e antigos profetas houve muitas vezes esta mudança. ( Da privação de toda consolação) 

5ª-feira da 13ª Semana Tempo Comum


Coragem, filho,
os teus pecados estão perdoados!
Mateus 9,1-8

Naquele tempo:
1 Entrando em um barco,
Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade.
2 Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama.
Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico:
'Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!'
3 Então alguns mestres da Lei pensaram: 'Esse homem está blasfemando!'
4 Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse:
'Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações?
5 O que é mais fácil, dizer:
'Os teus pecados estão perdoados', ou dizer: 'Levanta-te e anda'?

6 Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem
tem na terra poder para perdoar pecados,

- disse, então, ao paralítico - 'Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa.'
7 O paralítico então se levantou, e foi para a sua casa.
8 Vendo isso, a multidão ficou com medo
e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.

Reflexão

O evangelista Mateus abre agora uma nova sessão intermediária sobre os milagres e as controvérsias, em abertura ao Discurso da Missão. No texto de hoje, Mateus focaliza o poder de Jesus de perdoar os pecados e já inicia o choque com os fariseus.

Mateus 9,1: Jesus foi para sua cidade. Neste caso a cidade de Cafarnaum, onde Jesus tinha fixado sua residência para poder realizar sua atividade de anunciador do Reino. Cafarnaum era uma cidade-chave porque localizada ao longo da estada romana que de Cesareia Marítima, sede do pró-cônsul, ligava a cidade de Damasco, sede da Província da Síria. Era uma cidade onde passavam muitas pessoas, comerciantes, militares, funcionários do império...

Mateus 9,2: “Vendo a fé que eles tinham”. Temos aqui um exemplo de como Mateus deixa de lado os particulares, se preocupando sobretudo do ensinamento que quer apresentar. Como Jesus consegue reconhecer a fé dos homens que carregavam a cama onde estava o paralítico? O sabemos através da narração de Marcos: tiveram que abrir uma abertura no teto porque não conseguiam entrar em casa por causa da multidão que se apinhava à porta (Mc 2, 3-4)“Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!”. Jesus visa a cura da alma antes daquela do corpo e realiza a cura física só em vista daquela. Mas já esta palavra apresentava uma premissa de cura, porque as doenças corporais eram consideradas como conseqüências de um pecado cometido pelo doente ou pelos seus pais (cfr. Mt 8, 29; Jo 5, 14, 9,2).

Mateus: 9,3: “Então alguns mestres da lei pensaram: “Esse homem está blasfemando!”. Eram os escribas. Na origem eram secretários da administração do rei. Mas tarde, sobretudo após o exílio babilônico (586-538 a.C.), pela capacidade de poderem ler e escrever, tornaram-se os guias espirituais do povo, interpretando e ensinando a lei de Moisés e as Escrituras. Com os sumos sacerdotes e os anciãos faziam parte do Sinédrio, o supremo órgão de governo da religião judaica. Eles estranham que um simples homem (assim viam Jesus) pudesse se atribuir o poder de perdoar os pecados.
Mateus 9,4-6: “Levanta-te, pega a tua cama e vai para tua casa”. Perdoar os pecados, isto é as falta cometidas contra Deus e contra os semelhantes. que na maioria das vezes passam despercebidas porque ficam gravadas no interior a consciência das pessoas, é mais difícil que curar uma pessoa de seus males físicos, que todos podem ver. Então é mais fácil “perdoar” com as palavras, porque isso não se pode verificar exteriormente. Jesus realiza o gesto exterior para fazer ver que o poder dele é capaz de apagar os erros e as faltas que só o indivíduo sabe que tem.

Mateus: 9,7-8: A multidão ficou com medo e glorificou a Deus. Aqui Mateus explica o motivo pelo qual a multidão fica maravilhada com o gesto de Jesus e dá graças a Deus: «por ter dado tal poder aos homens». Note-se o plural. Mateus pensa talvez aos ministros da Igreja que receberam este poder de Cristo.

Para uma avaliação pessoal

1. A tentação de julgar os outros está sempre presente no coração humano. Esta tentação está presente também em nossa comunidade? Como lidamos com isso?
2. Jesus tem o poder de perdoar e sabemos que perdoa sempre quando estamos realmente arrependidos e queremos mudar de vida. Como a nossa comunidade pratica o perdão? Há ressentimentos ou perdão é total? Comigo acontece a mesma coisa, ou digo que perdôo, mas na verdade é só de boca para fora?
Fonte: http://viverminhavocacao.blogspot.com.br/2013_07_04_archive.html

SANTO DO DIA - 04/07/2013

04/07
Santa Isabel de Portugal
Filha de Dom Pedro III de Aragão, Isabel (1270-1336), com a idade de doze anos casou com Dom Dines, rei de portugal, essa menina loura, de aspecto frágil e "doce fala", casada em terra estranha com um marido que lhe era continuamente infiel, demonstrou uma profundidade cristã e elevação de alma que a colocam entre as grandes mulheres da idade média.

Tinha vinte anos quando nasceu Dom AfonsoIV, sua cruz e o grande amor da sua vida. Talves por presenciar os sofrimento da mãe, quase abandonada pelo marido (ela, apesar de ferida no seu íntimo, chegou a criar os filhos ilegítimo do rei), o infante creseu com ódio do pai, a quem tratava como "um estranho". A inimizade atingiu os limite da guerra. O reino todo estava dividido. Isabel desenvolveu, durante longos anos, o papel de mediadora. Viajava de um lado ao outro, intercedia, admoestava. O rei chegou a desterrá-la por sua franqueza em explicar" o direito e a verdade".

Não se conserva senão uma parte muito pequena de sua correspodência. Numa carta ao rei escrevia:"não permitais que se derrame sangue de vossa geração que esteve nas minhas entranhas. Fazei que vossas armas parem, caso contrário vereis como morro logo. Se não o fazeris irei prostrar-mediante de vós e do infante, como loba no parto se alguem se aproxima dos filhotes recém-nascido. É os besteiros hão de ferir o corpo antes que vos toquem a vós e ao infante. Por toda santa Maria e pelo abeçoado São Dionisio vos peço que me respondas logo, para que Deus vos guie".

Morto o rei, dedicou-se totalmente a fazer caridade. Tomou o hábito de Santa clara, mas não emitiu votos para poder fazer de sua riquesa uma fonte de ação social caritativa: "não havia desamparados nem presos que de sua esmola não recebessem parte"; criava órfão se filhos de pais humildes, casava noivas sem dotes; lavava os pés do mendigos e beijava o dos leprosos, tal como a representou Murilo.