segunda-feira, 1 de julho de 2013

2ª-feira da 13ª Semana Tempo Comum



Exigências para seguir Jesus.

Mateus 8,18-22

Naquele tempo;
18 Vendo uma multidão ao seu redor,
Jesus mandou passar para a outra margem do lago.
19 Então um mestre da Lei aproximou-se e disse:
'Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás.'
20 Jesus lhe respondeu:
'As raposas têm suas tocas e as aves dos céus têm seus ninhos;
mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.'

21 Um outro dos discípulos disse a Jesus:
'Senhor, permite-me que primeiro eu vá sepultar meu pai.'
22 Mas Jesus lhe respondeu:
'Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos.'

Reflexão

Desde a 10ª Semana do Tempo Comum até à 12ª Semana, por três semanas, meditamos os capítulos de 5 a 8 do evangelho de Mateus. Continuando a meditação do capítulo 8, o evangelho de hoje apresenta as condições para seguir Jesus. Jesus decide passar para outro lado do lago, e uma pessoa pede para poder segui-lo (Mt 8,18-22).

Mateus 8,18: Jesus ordena passar para outra margem do lago. Recebeu e curou todos os doentes que as pessoas tinham lhe trazido (Mt 8,16). Muitas pessoas estavam ao redor dele. Vendo esta multidão, Jesus decidiu passar para outra margem do lago. No evangelho de Marcos, do qual Mateus tirou grande parte das suas informações, o contexto é diferente. Jesus tinha acabado de fazer o discurso sobre as parábolas (Mc 4,3-34) e disse: “Vamos para o outro lado!" (Mc 4,35), e, como já estava no barco (cfr. Mc 4,1-2), os discípulos o levaram para o outro lado. Jesus estava tão cansado que começou a dormir sobre uma almofada (Mc 4,38).

Mateus 8,19: Um doutor da Lei quer seguir Jesus. Na hora em que Jesus decide atravessar o lago, um doutor da lei se aproxima e diz: “Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás”. Um texto paralelo de Lucas (Lc 9,57-62) trata o mesmo tema, porém de maneira ligeiramente diferente. Para Lucas, Jesus tinha decidido ir para Jerusalém onde teria sido condenado e morto. Indo para Jerusalém, entrou no território da Samaria (Lc 9,51-52), onde três pessoas pedem para segui-lo (Lc 9,57.59.61). No evangelho de Mateus, que escreve para os judeus convertidos, a pessoa que quer seguir Jesus é um doutor da lei. Mateus insiste sobre o fato que uma autoridade dos judeus reconhece o valor de Jesus e pede para seguí-lo. Em Lucas, que escreve para os pagãos convertidos, as pessoas que querem seguir Jesus são samaritanos. Lucas põe o acento sobre a abertura ecumênica de Jesus que aceita também os não judeus que querem ser discípulos.
Mateus 8,20: A resposta de Jesus ao doutor da Lei. A resposta de Jesus é igual seja em Mateus seja em Lucas, e é uma resposta muito exigente que não deixa dúvidas: “As raposas tem suas tocas e as aves dos céus tem seus ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”. Quem quiser ser discípulo de Jesus deve saber o que está fazendo. Deve examinar as exigências e calcular bem, antes de tomar uma decisão (cfr. Lc 14,28-32). “Do mesmo modo, portanto, se alguém de vós não renunciar a todas as suas posses, não pode ser meu discípulo” (Lc 14,33).

Mateus 8,21: Um discípulo pede para poder sepultar seu pai. Logo em seguida, alguém que já era seu discípulo, lhe pede a licença para sepultar seu pai, que acabava de falecer: “Senhor, permite-me que primeiro eu vá sepultar meu pai”. Com outras palavras, pede que Jesus atrasasse a travessia do lago após a sepultura do pai. Sepultar os pais era um dever sagrado dos filhos (cfr. Tb 4,3-4).
Mateus 8,22: A resposta de Jesus. Novamente, a resposta de Jesus é muito exigente. Jesus não atrasa sua viagem rumo à outra margem do lago e diz ao discípulo: “Segue-me deixa que os mortos sepultem os seus mortos”. Quando Elias chamou Eliseu lhe permitiu saudar os parentes (1Rs 19,20). Jesus é muito mais exigente. Para entender todo o alcance da resposta de Jesus é bom lembrar que a expressão “Deixa os mortos sepultar seus mortos” era um provérbio popular usado pelas pessoas para indicar que não era necessário gastar energias com coisas que não tinham futuro e que nada tinham a ver com a vida. Um provérbio assim não deve ser tomado literalmente. É preciso considerar o objetivo pelo qual foi usado. Assim, no nosso caso, por meio do provérbio Jesus acentua a exigência radical da vida nova à qual chama e que exige abandonar tudo para segui-lo. Seguir Jesus. Como também os rabinos da época, Jesus reúne discípulos e discípulas. Todos eles “seguem Jesus”. Seguir esta a palavra que se usava para indicar a relação entre o discípulo e o mestre.
Para os primeiros cristãos “Seguir Jesus” significava três coisas importantes relacionadas entre si: 
a) Imitar o exemplo do Mestre: Jesus era o modelo a ser imitado e a ser recriado na via do discípulo e da discípula (Jo 13,13-15). A convivência cotidiana permitia um confronto constante. Na "escola de Jesus" se aprendia só uma disciplina: o Reino, e este Reino se reconhecia na vida e na prática de Jesus. 
b) Participar do destino do Mestre: Quem seguia Jesus devia comprometer-se como ele a enfrentar as dificuldades e as provações (Lc 22,28), inclusive as perseguições (Mt 10,24-25) e a cruz (Lc 14,27). Devia estar disposto a morrer com ele (Jo 11,16).
c) Assumir em nós a vida de Jesus: Após a Páscoa, a luz da ressurreição, a vida de discípulo assume uma terceira dimensão: "Vivo, mas não sou eu, é Cristo quem vive em mim" (Gl 2,20). Trata-se da dimensão mística do ser discípulo, fruto da ação do Espírito. Os cristãos buscavam assumir em suas vidas o caminho de Jesus que morreu em defesa da vida e ressuscitou graças ao poder de Deus (Fl 3,10-11).

Para uma avaliação pessoal
1. Ser discípulo. Discípula, de Jesus. Seguir Jesus. Como estou vivendo a realidade de ser discípulo de Jesus?
2. As raposas tem suas tocas e as aves do céu seu ninho, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. Como viver hoje esta exigência?

SANTO DO DIA - 01/07/2013

01/07
Santo Galo
Filho de pais nobres e ricos, descendente de família tradicional da corte da França, Galo nasceu no ano 489 na cidade de Clermont, na diocese de Auvergne. Foi tio e professor de outro Santo da Igreja, o Bispo Gregório de Tours. Na sua época era costume os pais combinarem os matrimônios dos filhos. Por isto, ele estava predestinado a se casar com uma jovem donzela de nobre estirpe. Mas Galo desde criança já havia dedicado sua alma à vida espiritual. Para não ter de obedecer à tradição social, ele fugiu de casa, refugiando-se no convento de Cournou, daquela mesma diocese.

Após intensas negociações, seu pai acabou permitindo que ele ingressasse na comunidade monástica. Foi assim que Galo iniciou uma carreira totalmente voltada para a fé e aos atos litúrgicos. Ele era tão dedicado às cerimônias da Santa Missa que se especializou nos cânticos. Contam os escritos que, além do talento para a música, era também dotado de uma voz maravilhosa que encantava e atraía fiéis para ouvi-lo cantar no coro do convento.

Mas, suas virtudes cristãs não se limitavam às liturgias. Sua atuação religiosa logo lhe angariou prestígio e, em pouco tempo, foi designado para atuar na corte de Teodorico, rei da Austrásia, atualmente Bélgica. Em 527, quando morreu o bispo Quinciano, Galo era tão querido e respeitado que o povo o elegeu para ocupar o posto.

Se não bastasse sua humildade, piedade e caridade, para atender às necessidades do seu rebanho, Galo protagonizou vários prodígios ainda em vida. Um dos mais citados, foi ter salvado a cidade de um pavoroso incêndio que ameaçava transformar em cinzas todas as construções locais. As orações de Galo teriam aplacado as chamas que se apagavam na medida em que ele rezava. Outro muito conhecido foi o que livrou os habitantes de morrerem vítimas de uma peste que assolava a região. Diante da bênção de Galo, o fiel ficava curado da doença.

Ele morreu em 01 de julho de 554, causando forte comoção na população que logo começou a invocá-lo como santo nas horas de dor e necessidade, antes mesmo que sua canonização fosse decretada. Com o passar dos séculos São Galo, foi incluído no Livro dos Santos da Igreja de Roma, cuja festa litúrgica foi mantida no dia da sua morte como quer a tradição cristã.
Santo Oliviero Plunkett
Oliviero Plunkett era irlandês nasceu no ano de 1625, em Loughcrew, numa família de nobres. Ele queria ser padre, mas para realizar sua vocação estudou particularmente e na clandestinidade. Devido à perseguição religiosa empreendida contra os católicos, seus pais o enviaram para completar o seminário em Roma, onde recebeu a ordenação em 1654.

A ilha irlandesa pertence à Coroa inglesa e possuía maioria católica. Mas como havia rompido com a Igreja de Roma, o exército real inglês, liderado por Cronwel, assumiu o poder para conseguir a unificação política da Inglaterra, Escócia e Irlanda. Obcecado pelo projeto mandara inclusive assassinar o rei Charles I. E na Irlanda, não fez por menos, todos os religiosos sem exceção foram mortos, além de leigos, militares e políticos, enfim todos que fossem católicos. Por isto, o então padre Plunket ficou em Roma exercendo o ministério como professor de teologia.

Em 1669, o Bispo da Irlanda, que estava exilado na Itália, morreu. Para sucessor o Papa Clemente IX consagrou o padre Oliviero Plunket, que retornou para a Irlanda viajando como clandestino. Dotado de carisma, diplomacia, inteligência, serenidade e de uma fé inabalável, assumiu o seu rebanho com o intuíto de reanimar-lhes a fé. Junto às autoridades ele conseguiu amenizar os rigores impostos aos católicos.

Porém, Titus Oates que fora anglicano e depois conseguiu se tornar jesuíta, ingressando num colégio espanhol, traiu a Igreja romana. Ele, para usufruir os benefícios da Coroa inglesa, apresentou uma lista de eclesiásticos e leigos afirmando que tentariam depor o rei Charles II. Nesta relação estava o Bispo Plunket que foi condenado à morte por decapitação pública.

A execução ocorreu em Londres no dia 01 julho de 1681. Antes, porem, ele fez um discurso digno de um Santo e mártir. Segundo registros da época o seu heroísmo na hora do martírio somado ao seu discurso contribuiu para a glória da Igreja de Roma mais do que muitos anos do mais edificante apostolado.

O seu culto foi confirmado no dia 01 de julho ao ser beatificado em 1920. Canonizado pelo o Papa Paulo VI em 1975, Santo Oliviero Plunkett possui duas sepulturas. O seu corpo esta na Abadia de Downside em Londres enquanto sua cabeça esta na Abadia de Drogheda na Irlanda. Ele foi o último católico condenado à morte na Inglaterra em razão de sua fé. 

LITURGIA DIÁRIA - 01/07/2013


Dia: 01/07/2013
Primeira Leitura: Gênesis 18, 16-33

XIII SEMANA COMUM
(verde - ofício do dia da I semana do saltério)


Leitura do Livro do Gênesis.
16 Os homens levantaram-se e partiram na direção de Sodoma. Abraão acompanhava-os para encaminhá-los. 17 E o Senhor disse consigo: “Acaso poderei ocultar a Abraão o que vou fazer? 18 Pois Abraão virá a ser uma nação grande e forte e nele serão abençoadas todas as nações da terra. 19 De fato, eu o escolhi, para que ensine seus filhos e sua família a guardarem os caminhos do Senhor, praticando a justiça e o direito, a fim de que o Senhor cumpra em favor de Abraão tudo o que lhe prometeu”.
20 Então, o Senhor disse: “O clamor contra Sodoma e Gomorra cresceu, e agravou-se muito o seu pecado. 21 Vou descer para verificar se as suas obras corres­pondem ou não ao clamor que chegou até mim”.
22 Partindo dali, os homens dirigiram-se a Sodoma, enquanto Abraão ficou na presença do Senhor. 23 Então, aproximando-se, disse Abraão: “Vais realmente exterminar o justo com o ímpio? 24 Se houvesse cinquenta justos na cidade, acaso iríeis exterminá-los? Não pouparias o lugar por causa dos cinquenta justos que ali vivem? 25 Longe de ti agir assim, fazendo morrer o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio. Longe de ti! O juiz de toda a terra não faria justiça?”
26 O Senhor respondeu: “Se eu encontrasse em Sodoma cinquenta justos, pouparia por causa deles a cidade inteira”.
27 Abraão prosseguiu dizendo: “Estou sendo atrevido em falar a meu Senhor, eu que sou pó e cinza. 28 Se dos cinquenta justos faltassem cinco, destruirias por causa dos cinco a cidade inteira?”
O Senhor respondeu: “Não destruiria, se achasse ali quarenta e cinco justos”.
29 Insistiu ainda Abraão e disse: “E se houvesse quarenta?” Ele respondeu: “Por causa dos quarenta, não o faria”. 30 Abraão tornou a insistir: “Não se irrite o meu Senhor, se ainda falo. E se houvesse apenas trinta justos?” Ele respondeu: “Também não o faria, se encontrasse trinta”.
31 Tornou Abraão a insistir: “Já que me atrevi a falar a meu Senhor, e se houver vinte justos?” Ele respondeu: “Não a iria destruir por causa dos vinte”.
32 Abraão disse: “Que o meu Senhor não se irrite, se eu falar mais uma vez: e se houvesse apenas dez?” Ele respondeu: “Por causa dos dez, não a destruiria”. 33 Tendo acabado de falar, o Senhor retirou-se, e Abraão voltou para a sua tenda.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Responsório (Sl 102,1-11)

— O Senhor é indulgente, é favorável.
— O Senhor é indulgente, é favorável.

— Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!
— Pois ele te perdoa toda culpa, e cura toda a tua enfermidade; da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão.
— O Senhor é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo. Não fica sempre repetindo as suas queixas, nem guarda eternamente o seu rancor.
— Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas. Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem.


Evangelho (Mt 8,18-22)

— O Senhor esteja conosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 18 vendo uma multidão ao seu redor, Jesus mandou passar para a outra margem do lago. 19 Então um mestre da Lei aproximou-se e disse: “Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás”.
20 Jesus lhe respondeu: “As raposas têm suas tocas e as aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. 21 Um outro dos discípulos disse a Jesus: “Senhor, permite-me que primeiro eu vá sepultar meu pai”. 22Mas Jesus lhe respondeu: “Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.



O Evangelho do Dia - 01/07/2013

Ano C - DIA 01/07

Algumas pessoas que queriam seguir Jesus - Mt 8,18-22

Vendo uma grande multidão ao seu redor, Jesus deu ordem de passar para a outra margem do lago. Nisso, um escriba aproximou-se e disse: “Mestre, eu te seguirei aonde fores”. Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros do céu têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. Um outro dos discípulos disse a Jesus: “Senhor, permite-me que primeiro eu vá enterrar meu pai”. Mas Jesus lhe respondeu: “Segue-me, e deixa que os mortos enterrem os seus mortos”.


Leitura Orante

Oração Inicial


A nós, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando com todos os internautas:
Jesus Mestre, que dissestes:
"Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome,
eu aí estarei no meio deles",
ficai conosco,
aqui reunidos (pela grande rede da internet),
para melhor meditar
e comungar com a vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade:
iluminai-nos, para que melhor compreendamos
as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho:
fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida:
transformai nosso coração em terra boa,
onde a Palavra de Deus produza frutos
abundantes de santidade e missão.
(Bv. Alberione)

1- Leitura (Verdade)


O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mt 8,18-22, e observo as palavras de Jesus
Jesus conversa com um mestre da Lei que se dizia decidido a segui-lo.
Jesus o desafia falando-lhe do desapego e da pobreza de quem o segue. Seguir Jesus não é seguir uma doutrina. É seguir uma Pessoa, assumir seu jeito de pensar e de viver. A escolha é feita e é preciso ser coerente. Como segui-lo? Existem muitas formas: na vida religiosa com os compromissos próprios de vida e missão; em família, com os compromissos próprios desta escolha; na comunidade, na sociedade, com intensa atividade cujo parâmetro é a prática de Jesus. O seguidor de Jesus não se contenta em precaver-se de fazer o mal, mas sua vida é marcada pelo serviço, ou seja, "ser para os outros".

2- Meditação (Caminho)


O que o texto diz para mim, hoje? Diz-me que o caminho é claro, objetivo, único.
Os bispos, em Aparecida nos indicaram caminhos: "Caminhos de vida verdadeira e plena para todos, caminhos de vida eterna, são aqueles abertos pela fé que conduzem à “plenitude de vida que Cristo nos trouxe: com esta vida divina também se desenvolve em plenitude a existência humana, em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural”. Essa é a vida que Deus nos partilha por seu amor gratuito, porque “é o amor que dá a vida”.Esses caminhos frutificam nos dons de verdade e amor que nos foram dados em Cristo, na comunhão dos discípulos e missionários do Senhor, para que a América Latina e o Caribe sejam efetivamente um continente no qual a fé, a esperança e o amor renovem a vida das pessoas e transformem as culturas dos povos." (DAp 13).

3- Oração (Vida)


O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo com:
Oração de São Francisco
Pe. Irala
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz
Onde houver ódio, que eu leve o amor
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão
Onde houver discórdia, que eu leve a união
Onde houver dúvida, que eu leve a fé
Onde houver erro, que eu leve a verdade
Onde houver desespero
Que eu leve a esperança
Onde houver tristeza, que eu leva a alegria
Onde houver trevas, que eu leve a luz
Ó Mestre, fazei com que eu procure mais
Consolar, que ser consolado
Compreender, que ser compreendido
Amar, que ser amado
Pois é dando que se recebe
É perdoando que se é perdoado
E é morrendo que se vive
Para a vida eterna.
(CD De olho no mundo - Cantores de Deus, Paulinas COMEP).

4- Contemplação (Vida e Missão)


Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é de atenção aos vários chamados de Jesus. Se ainda não assumi, vou assumir meu compromisso de seguimento do Senhor.

Bênção


- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


Ir. Patrícia Silva, fsp

domingo, 30 de junho de 2013

Conselho do Dia


Este é o conselho que a Imitação de Cristo nos dá para hoje:

Pai justo e sempre digno de louvor! Chegada é a hora em que será provado o vosso servo. Pai amoroso! Justo é que nesta hora sofra alguma coisa o vosso servo por vosso amor. Pai sempre adorável, chegou a hora que de toda a eternidade prevíeis havia de vir, que por pouco tempo sucumba vosso servo exteriormente, mas vivendo interiormente sempre unido a vós. Por pouco tempo seja desprezado e humilhado, abatido diante dos homens e oprimido de sofrimentos e enfermidades, para que ressuscite convosco na aurora de uma nova luz e seja glorificado no céu. Pai santo! foi esta vossa ordem e vontade, fez-se o que ordenastes. ( Como o homem angustiado se deve entregar nas mãos de Deus)  

Fonte: Imitação de Cristo

Solenidade de São Pedro e São Paulo



Quem é Jesus pra você?
Mateus 16,13-19

Naquele tempo:
13 Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos:
"Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?"
14 Eles responderam: "Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias;
Outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas".
15 Então Jesus lhes perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?"
16 Simão Pedro respondeu: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo".
17 Respondendo, Jesus lhe disse: "Feliz es tu, Simão, filho de Jonas, 
porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu.
18 Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra
construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la.
19 Eu te darei as chaves do Reino dos Céus:
tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus;
tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus".

Reflexão

A Igreja une em uma só solenidade a memória dos Apóstolos Pedro e Paulo. O que os une é a missão comum de evangelizar até os confins do mundo, sendo testemunhas de Cristo até a morte na mesma cidade de Roma.

Pedro, o Apóstolo escolhido por Jesus para ser a rocha, isto é, o sinal da firmeza na fé e da unidade no ensinamento, foi de maneira especial preparado para dirigir a Igreja após a ausência física de Cristo. Sobre Pedro é colocada a missão de ser guia da Igreja, continuadora da obra de salvação até o fim dos tempos.

Paulo, perseguidor convertido, é pregador incansável da única verdade que é Cristo. Encontra-se com Pedro pelo menos duas vezes, reconhecendo nele a missão de ser guia da Igreja, representante autorizado de Cristo.

O que faz destes dois Apóstolos colunas da Igreja não é nenhum mérito pessoal. Ambos pecadores, um homem rude, outro soberbo doutor, ambos, porém, tocados pela graça divina e feitos novos homens em vista de uma missão sem a qual não seríamos hoje cristãos. A Igreja fundada por Jesus Cristo foi colocada sob a responsabilidade de Pedro, mostrando que é Deus quem age por meio dos seus escolhidos. 

Por isso, Roma é, nas palavras de Santo Irineu: “a maior e a mais antiga Igreja, conhecida por todos, ... fundada e constituída pelos gloriosíssimos Apóstolos Pedro e Paulo”, e acrescenta: "Com esta Igreja, pela sua superioridade, deve conciliar-se a Igreja universal, ou seja, os fiéis que estão em toda a parte”. Nesta solenidade celebramos o dia do Papa, o bispo de Roma, sucessor de São Pedro. Significa celebrar a bondade de Jesus, Bom Pastor, que não deixa suas ovelhas descuidadas, mas deixa um guia seguro, sob a assistência do Espírito Santo, que conduz à Verdade e ao caminho da salvação. Ouçamos o Papa, na certeza de que é a doce voz de Cristo na terra.

 Estamos na parte narrativa entre o Sermão das Parábolas (Mt 13) e o Sermão da Comunidade (Mt 18). Nestas partes narrativas que ligam entre si os cinco Sermões, Mateus costuma seguir a sequência do Evangelho de Marcos. De vez em quando, ele cita outras informações, também conhecidas por Lucas. E aqui e acolá, ele traz textos que só aparecem no evangelho de Mateus, como é o caso da conversa entre Jesus e Pedro do evangelho de hoje. Este texto recebe interpretações diversas e até opostas nas várias igrejas cristãs.

Naquele tempo, as comunidades cultivavam uma ligação afetiva muito forte com as lideranças que tinham dado origem à comunidade. Por exemplo, as comunidades de Antioquia na Síria cultivavam a sua ligação com a pessoa de Pedro. As da Grécia, com a pessoa de Paulo. Algumas comunidades da Ásia, com a pessoa do Discípulo Amado e outras com a pessoa de João do Apocalipse. Uma identificação com estes líderes da sua origem ajudava as comunidades a cultivar melhor a sua identidade e espiritualidade. Mas também podia ser motivo de briga, como no caso da comunidade de Corinto (1 Cor 1,11-12).

Mateus 16,13-16: As opiniões do povo e dos discípulos a respeito de Jesus. Jesus faz um levantamento da opinião do povo a respeito da sua pessoa, o Filho do Homem. As respostas são variadas: João Batista, Elias, Jeremias, algum dos profetas. Quando Jesus pergunta pela opinião dos discípulos, Pedro se torna porta-voz e diz: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo!” A resposta não é nova. Anteriormente, os discípulos já tinham dito a mesma coisa (Mt 14,33). No Evangelho de João, a mesma profissão de fé é feita por Marta (Jo 11,27). Ela significa que em Jesus se realizam as profecias do Antigo Testamento.

Mateus 16,17: A resposta de Jesus a Pedro: "Feliz você, Pedro!"   Jesus proclama Pedro “Feliz!”, porque recebeu uma revelação do Pai. Aqui também a resposta de Jesus não é nova. Anteriormente, Jesus tinha louvado o Pai por ele ter revelado o Filho aos pequenos e não aos sábios (Mt 11,25-27) e tinha feito a mesma proclamação de felicidade aos discípulos por estarem vendo e ouvindo coisas novas que, antes deles, ninguém conhecia nem tinha ouvido falar (Mt 13,16). 

Mateus 16,18-20: As atribuições de Pedro: Ser pedra e tomar conta das chaves do Reino.
1. Ser Pedra: Pedro deve ser pedra, isto é, deve ser fundamento firme para a igreja a ponto de ela poder resistir contra as portas do inferno. Com estas palavras de Jesus a Pedro, Mateus anima as comunidades perseguidas da Síria e da Palestina que viam em Pedro a liderança marcante da sua origem. Apesar de fraca e perseguida, a comunidade tem fundamento firme, garantido pela palavra de Jesus. A função de ser pedra como fundamento da fé evoca a palavra de Deus ao povo no exílio: “Vocês que buscam a Deus e procuram a justiça, olhem para a rocha (pedra) de onde foram talhados, olhem para a pedreira de onde foram extraídos. Olhem para Abraão seu pai e para Sara sua mãe. Quando os chamei, eles eram um só, mas se multiplicaram por causa da minha bênção”. (Is 51,1-2). Indica que em Pedro existe um novo começo do povo de Deus.
2. As chaves do Reino: Pedro recebe as chaves do Reino. O mesmo poder de ligar e desligar é dado também às comunidades (Mt 18,18) e aos outros discípulos (Jo 20,23). Um dos pontos em que o evangelho de Mateus mais insiste é a reconciliação e o perdão. É uma das tarefas mais importantes dos coordenadores e coordenadoras das comunidades. Imitando Pedro, devem ligar e desligar, isto é, fazer com que haja reconciliação, aceitação mútua, construção da fraternidade, até setenta vezes sete (Mt 18,22).

As chaves na antiguidade no Antigo Testamento eram que abriam, fisicamente, as muralhas da cidade ou as portas do templo ou as do palácio do rei. Por isso, elas eram, às vezes, bem grandes e consistiam de um pedaço de madeira tendo na extremidade alguns pinos de ferro, que eram ajustados aos orifícios da tranca. Então, eram, às vezes, bem grandes e eram levadas ao ombro. "Porei sobre os seus ombros a chave da casa de Davi: quando ele abrir, ninguém fechará; quando ele fechar, ninguém abrirá." (Is 22,22). No Novo Testamento e ainda hoje, a chave é usada metaforicamente, para dar a alguém o poder de fazer entrar a quem quiser na cidade, no edifício, no Reino. Então, Pedro, nessa passagem, recebe o enorme poder de impedir ou permitir alguém de entrar no Reino dos Céus, poder que é reforçado com a expressão "atar ou desatar".

PEDRO ERA UM SANTO BEM HUMANO 
ELE ERA "PESCADOR", "PECADOR" E NADA DE "DOUTOR".

Como pescador, foi encontrado por Jesus entre as barcas e redes na beira do Mar da Galileia, bem perto da sua casa. Como todo pescador naquele tempo e naquelas paragens, quase nada sabia. A Bíblia não diz nada a esse respeito como para indicar que saber ou não saber não faz diferença para Deus, que pode mudar a matéria-prima ao seu talento. Mas Pedro era também "pecador". A negação de Pedro naquela noite de quinta-feira, à beira da fogueira, é um crime comparado ao de Judas. Só que Judas entrou na tangente do desespero e Pedro, no caminho da conversão. Diz a Bíblia: "E Pedro se lembrou da palavra de Jesus... E começou a chorar."

Há duas virtudes que devemos imitar de São Pedro ao pé desse evangelho: a "humildade" e a "confiança na misericórdia de Deus". A sua humildade ele manifestou, por exemplo, quando ao ser crucificado revelou o desejo de ser posto de cabeça para baixo, por não merecer a posição de Cristo. A "confiança na misericórdia de Deus" ele revelou quando, ao trair feiamente seu amigo, teve a coragem de chorar e arrepender-se humildemente.

Vittorio Messori, uma vez fez a seguinte pergunta a João Paulo II: “Por que Jesus não poderia ser somente um sábio, como Sócrates? Ou um profeta, como Maomé? Ou um iluminado, como Buda? É realmente possível sustentar ainda a certeza inaudita de que este judeu condenado à morte numa aldeia obscura é o Filho de Deus, da mesma natureza que o Pai? Esta pretensão cristã não tem paralelo com nenhuma outra crença religiosa.”

E o Papa sabiamente respondeu: “Cristo é absolutamente original, único e não repetível! É o único mediador entre Deus e os homens... todo o mundo dos homens, toda a história da humanidade encontra nele a sua expressão perante Deus. E não diante de um Deus longe, inalcançável, mas perante um Deus que está nele, antes, que é ele mesmo. Isto não existe em nenhuma outra religião, e muito menos, em nenhuma outra filosofia. A originalidade de Cristo nos assinalada pelo apóstolo desde que Pedro confessou: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Cristo está no centro da fé e da vida dos cristãos, no centro de seu testemunho, que não poucas vezes chegou até a efusão do seu sangue”. (Cruzando o limiar da Esperança).

Para um confronto pessoal
1. Quais as opiniões que na nossa comunidade existem sobre Jesus? Estas diferenças na maneira de viver e expressar a fé enriquecem a comunidade ou prejudicam a caminhada?
2. Que tipo de pedra é a nossa comunidade? Qual a missão que resulta disso para nós?
3. E pra você? quem é Jesus?
 
Solenidade de São Pedro e São Paulo
A solenidade de são Pedro e de são Paulo é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior até mesmo à comemoração do Natal. Já no século IV havia a tradição de, neste dia, celebrar três missas: a primeira na basílica de São Pedro, no Vaticano; a segunda na basílica de São Paulo Fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos apóstolos ficaram escondidas para fugir da profanação nos tempos difíceis.

E mais: depois da Virgem Santíssima e de são João Batista, Pedro e Paulo são os santos que têm mais datas comemorativas no ano litúrgico. Além do tradicional 29 de junho, há: 25 de janeiro, quando celebramos a conversão de São Paulo; 22 de fevereiro, quando temos a festa da cátedra de São Pedro; e 18 de novembro, reservado à dedicação das basílicas de São Pedro e São Paulo. 
 
Antigamente, julgava-se que o martírio dos dois apóstolos tinha ocorrido no mesmo dia e ano e que seria a data que hoje comemoramos. Porém o martírio de ambos deve ter ocorrido em ocasiões diferentes, com são Pedro, crucificado de cabeça para baixo, na colina Vaticana e são Paulo, decapitado, nas chamadas Três Fontes. Mas não há certeza quanto ao dia, nem quanto ao ano desses martírios.

A morte de Pedro poderia ter ocorrido em 64, ano em que milhares de cristãos foram sacrificados após o incêndio de Roma, enquanto a de Paulo, no ano 67. Mas com certeza o martírio deles aconteceu em Roma, durante a perseguição de Nero.

Há outras raízes ainda envolvendo a data. A festa seria a cristianização de um culto pagão a Remo e Rômulo, os mitológicos fundadores pagãos de Roma. São Pedro e são Paulo não fundaram a cidade, mas são considerados os "Pais de Roma". Embora não tenham sido os primeiros a pregar na capital do império, com seu sangue "fundaram" a Roma cristã. Os dois são considerados os pilares que sustentam a Igreja tanto por sua fé e pregação como pelo ardor e zelo missionários, sendo glorificados com a coroa do martírio, no final, como testemunhas do Mestre. 
 
São Pedro é o apóstolo que Jesus Cristo escolheu e investiu da dignidade de ser o primeiro papa da Igreja. A ele Jesus disse: "Tu és Pedro e sobre esta pedra fundarei a minha Igreja". São Pedro é o pastor do rebanho santo, é na sua pessoa e nos seus sucessores que temos o sinal visível da unidade e da comunhão na fé e na caridade.

São Paulo, que foi arrebatado para o colégio apostólico de Jesus Cristo na estrada de Damasco, como o instrumento eleito para levar o seu nome diante dos povos, é o maior missionário de todos os tempos, o advogado dos pagãos, o "Apóstolo dos Gentios".

São Pedro e são Paulo, juntos, fizeram ressoar a mensagem do Evangelho no mundo inteiro e o farão para todo o sempre, porque assim quer o Mestre.
Reflexão (Frei Raniero Cantalamessa)

E vós, quem dizeis que eu sou?
Existe, na cultura e na sociedade de hoje, um fato que pode nos introduzir na compreensão do Evangelho deste domingo, e é a pesquisa de opinião. Ela é praticada em todos os âmbitos, mas, sobretudo no político e comercial. Também Jesus um dia quis fazer uma pesquisa de opinião, mas com fins, como veremos muito diferentes: não políticos, mas educativos. Chegado à região da Cesaréia de Filipo, ou seja, a região mais ao norte de Israel, em uma pausa de tranqüilidade, na qual estava a sós com os apóstolos, Jesus lhes dirigiu, à queima-roupa, a pergunta: «Quem dizem os homens ser filho do Homem?».

É como se os apóstolos não esperassem outra coisa para poder finalmente falar sobre todas as vozes que circulavam a propósito dele. Respondem: «Uns afirmam que é João Batista, outros que é Elias, outros, ainda, que é Jeremias ou um dos profetas». Mas para Jesus não interessava medir o nível de sua popularidade ou seu índice de simpatia entre o povo. Seu propósito era bem diferente. Então Ele lhes pergunta: «E vós, quem dizeis que eu sou?».

Esta segunda pergunta, inesperada, deixa-os desconcertados. Entrecruzam-se silêncio e olhares. Se na primeira pergunta se lê que os apóstolos responderam todos juntos, em coro, esta vez o verbo é singular; só “respondeu” um, Simão Pedro: «Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo!».

Entre as duas respostas há um salto abismal, uma “conversão”. Se antes, para responder bastava olhar ao redor e ter escutado as opiniões das pessoas, agora é preciso olhar para dentro, escutar uma voz bem diferente, que não vem da carne nem do sangue, mas do Pai que está nos céus. Pedro foi objeto de uma iluminação “do alto”.

Trata-se do primeiro autêntico reconhecimento, segundo os evangelhos, da verdadeira identidade de Jesus de Nazaré. O primeiro ato público de fé em Cristo, da história! Pensemos no sulco deixado por um barco: vai se movimentando até perder-se no horizonte, mas começa com uma ponta, que é a ponta do barco. Assim acontece com a fé em Jesus Cristo. É um sulco que foi movimentando-se na história, até chegar aos “últimos confins da terra”. Mas começa com uma ponta. E esta ponta é o ato de fé de Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”. Jesus usa outra imagem, vertical, não horizontal: rocha, pedra. “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja”.

Jesus muda o nome de Simão, como se faz na Bíblia quando se recebe uma missão importante: chama-o de “Cefas”, Rocha. A verdadeira rocha, a “pedra angular” é, e continua sendo ele mesmo, Jesus. Mas, uma vez ressuscitado e ascendido ao céu, esta “pedra angular”, ainda que presente e operante, é invisível. É necessário um sinal que a represente, que torne visível e eficaz na história este “fundamento firme” que é Cristo. E este será precisamente Pedro, e, depois dele, aquele que o substituir, o Papa, sucessor de Pedro, como cabeça do colégio dos apóstolos.

Mas voltemos à idéia da pesquisa. A pesquisa de Jesus, como vimos, desenvolve-se em dois momentos, comporta duas perguntas fundamentais: primeiro, “quem dizem os homens ser o filho do Homem?”; segundo, “quem dizeis vós que sou eu?”. Jesus não parece dar muita importância ao que as pessoas pensam dele; interessa-lhe saber o que pensam seus discípulos. E o faz com esse “e vós, quem dizeis que sou eu?”. Não permite que se escondam atrás das opiniões dos outros, mas quer que digam sua própria opinião.

A situação se repete, quase identicamente, nos dias de hoje. Também hoje, “as pessoas”, a opinião pública, têm suas idéias sobre Jesus. Jesus está na moda. vejamos o que acontece no mundo da literatura e do espetáculo. Não passa um ano sem que saia uma novela ou um filme com a própria visão, torcida e dessacralizada, de Cristo. O caso do Código Da Vinci, de Dan Brown, foi o mais clamoroso e está tendo muitos imitadores.

Depois estão os que ficam a meio caminho. Como as pessoas de seu tempo, crêem que Jesus é “um dos profetas”. Uma pessoa fascinante, que se encontra ao lado de Sócrates, Gandhi, Tolstoi. Estou certo de que Jesus não despreza estas respostas, porque se diz dele que “não apaga a chama fumegante e não quebra o caniço rachado”, ou seja, sabe valorizar todo esforço honesto por parte do homem. Mas há uma resposta que não se enquadra, nem sequer na lógica humana. Gandhi ou Tolstoi nunca disseram “eu sou o caminho, a verdade e a vida”, ou também “quem ama seu pai ou sua mãe mais que a mim não é digno de mim”.

Com Jesus não se pode ficar na metade do caminho: ou é o que diz ser, ou é o maior louco exaltado da história. Não há meio termo. Existem edifícios e estruturas metálicas (creio que uma é a torre Eiffel de Paris) feitas de tal maneira que se traslada certo elemento, se derruba tudo. Assim é o edifício da fé cristã, e esse ponto neurálgico é a divindade de Jesus Cristo. Mas deixemos as respostas das pessoas e vamos aos não-crentes. Não basta crer na divindade de Cristo, é necessário também testemunhá-la. Quem o conhece e não dá testemunho dessa fé, mas a esconde, é mais responsável diante de Deus do que quem não tem essa fé. Em uma cena do drama “O pai humilhado”, de Claudel, uma moça judia, linda, mas cega, aludindo ao duplo significado da luz, pergunta a seu amigo cristão: “Vós que vedes, que uso fizestes da luz?”. É uma pergunta dirigida a todos nós que nos confessamos crentes.
Tu és Pedro
A entrega das chaves a Pedro. Sobre isso, a tradição católica sempre foi baseada em fundar a autoridade do Papa sobre toda a Igreja. Alguém poderia dizer: mas o que tem a ver o Papa com tudo isto? Eis a resposta da teologia católica. Se Pedro deve funcionar como “fundamento” e “rocha” da Igreja, continuando a existir a Igreja deve continuar a existir também o fundamento. É impensável que as prerrogativas quase solenes (“a ti darei as chaves do reino dos céus”) se referissem somente aos primeiros vinte ou trinta anos da vida da Igreja e que elas seriam cessadas com a morte do apóstolo. O papel de Pedro se prolonga, portanto em seus sucessores.

Por todo primeiro milênio, este ofício de Pedro foi reconhecido universalmente por todas as Igrejas, ainda que interpretado de forma diversa no Oriente e no Ocidente. Os problemas e as divisões nasceram com o milênio há pouco terminado. E hoje, também nós católicos, admitimos que não são nascidos todos por culpa dos outros, dos considerados “cismáticos”: antes os orientais, depois os protestantes. A primazia instituída por Cristo, como todas as coisas humanas, foi exercitada ora bem ora menos bem. Ao poder espiritual se mesclou, pouco a pouco, um poder político e terreno, e com isso os abusos. O próprio Papa João Paulo II, na carta sobre o ecumenismo, Ut unum sint, indicou a possibilidade de rever as formas concretas com as quais é exercida a primazia do Papa, de modo a tornar novamente possível em torno a isso a concórdia de todas as Igrejas. Como católicos, não podemos não desejar que se prossiga com sempre maior coragem e humildade sobre esta estrada da conversão e da reconciliação, de modo a incrementar a colegialidade desejada pelo Concílio.

Aquilo que não podemos desejar é que o próprio ministério de Pedro, como sinal e fator da unidade da Igreja, seja menor. Seria uma forma de nos privar de um dos dons mais preciosos que Cristo deu à sua Igreja, além de contradizer sua vontade precisa. Pensar que basta à Igreja ter a Bíblia e o Espírito Santo com o qual interpretá-la, para poder viver e difundir o Evangelho, é como dizer que bastaria aos fundadores dos Estados Unidos escreverem a constituição americana e mostrar em si mesmos o espírito com o qual devia ser interpretada, sem prever algum governo para o país. Existiria ainda os Estados Unidos?

Uma coisa que podemos fazer para aplainar a estrada de reconciliação entre as Igrejas é reconciliar-nos com a nossa Igreja. “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”: Jesus disse a “minha” Igreja, no singular, não as “minhas” Igrejas. Ele pensou e quis uma só Igreja, não uma multiplicidade de Igrejas independentes ou, pior, em luta entre igrejas. “Minha”, além de singular, é também um adjetivo possessivo. Jesus reconhece, portanto a Igreja como “sua”; disse “a minha Igreja” como um homem diria: “a minha esposa”, ou “o meu corpo”. Identifica-se com ela, não se envergonha dela. Sobre os lábios de Jesus, a palavra “Igreja” não tem nenhum daqueles significados negativos que acrescentamos.

Naquela expressão de Cristo, um forte chamado a todos os crentes a reconciliarem-se com a Igreja. Renegar a Igreja é como renegar a própria mãe. “Não pode ter Deus por pai – dizia São Cipriano – quem não tem a Igreja por mãe”. Seria um belo fruto da festa dos santos apóstolos Pedro e Paulo se começássemos a dizer também nós, da Igreja Católica à qual pertencemos: “a minha Igreja!”

SANTO DO DIA - 30/06/2013

30/06
Santos Protomártires da Igreja de Roma
Hoje nossa Igreja tem a celebração introduzida pelo novo calendário romano universal se refere aos Primeiros Mártires da Igreja de Roma, vítimas da perseguição de Nero, logo após o incêndio de Roma, acontecido no dia 19 de julho do ano 64. A culpa do incêndio de Roma recaiu sobre os cristãos, os quais foram cruelmente martirizados.

Naquele tempo em Roma, ao lado da comunidade judaica, vivia a pequena e pacífica comunidade dos cristãos. Sobre estes pouco conhecidos, circulavam notícias caluniosas. Nero descarregou sobre eles, condenando-os a cruéis sacrifícios, as acusações feitas a ele. Nero teve a responsabilidade de haver dado início à absurda hostilidade do povo romano, que na verdade era muito tolerante em matéria de religião, em relação aos cristãos: a ferocidade com a qual atingiu os presumíveis incendiários não encontra justificação nem só supremo interesse do império. A perseguição de Nero não se limitou àquele ano fatal de 64, mas se prolongou até 67.

Nos mais ilustres mártires no circo de Nero temos: o Príncipe dos Apóstolos, crucificado, onde surgiu a basílica de São Pedro, e o Apóstolo dos Gentios, São Paulo, decapitado nas Águas Salvianas e sepultado na via Ostiense.

Ao celebrarmos nesta festividade conjunta dos dois Apóstolos, o novo calendário deseja celebrar a memória dos numerosos mártires que não tiveram um lugar especial na liturgia. Deus, nosso Pai, os Santos são testemunhas da ressurreição de vosso Filho Jesus. Pela fé, mostra-nos que aqueles que crêem em vós viverão para sempre, porque sois um Deus vivo e para os vivos. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

LITURGIA DIÁRIA - 30/06/2013


Dia: 30/06/2013
Primeira Leitura: Atos dos Apóstolos 3, 1-10

SÃO PEDRO E SÃO PAULO
(vermelho, glória, creio, prefácio próprio - ofício da solenidade)


Leitura dos Atos dos Apóstolos:
Naqueles dias, o rei Herodes prendeu alguns membros da Igreja, para torturá-los. 2Mandou matar à espada Tiago, irmão de João. E, vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender a Pedro. Eram os dias dos Pães ázimos.
Depois de prender Pedro, Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um. Herodes tinha intenção de apresentá-lo ao povo, depois da festa da Páscoa.
5 Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente a Deus por ele.
Herodes estava para apresentá-lo. Naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, preso com duas correntes; e os guardas vigiavam a porta da prisão.
Eis que apareceu o anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela. O anjo tocou o ombro de Pedro, acordou-o e disse: “Levanta-te depressa!” As correntes caíram-lhe das mãos.
O anjo continuou: “Coloca o cinto e calça tuas sandálias!” Pedro obedeceu e o anjo lhe disse: “Põe tua capa e vem comigo!”
Pedro acompanhou-o, e não sabia que era realidade o que estava acontecendo por meio do anjo, pois pensava que aquilo era uma visão.
10 Depois de passarem pela primeira e segunda guarda, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade. O portão abriu-se sozinho. Eles saíram, caminharam por uma rua e logo depois o anjo o deixou.
11 Então Pedro caiu em si e disse: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!”

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Responsório (Sl 33)

— De todos os temores me livrou o Senhor Deus.
— De todos os temores me livrou o Senhor Deus.

— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,/ seu louvor estará sempre em minha boca./ Minha alma se gloria no Senhor;/ que ouçam os humildes e se alegrem!
— Comigo engrandecei ao Senhor Deus,/ exaltemos todos juntos o seu nome!/ Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu,/ e de todos os temores me livrou.
— Contemplai a sua face e alegrai-vos,/ e vosso rosto não se cubra de vergonha!/ Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido,/ e o Senhor o libertou de toda angústia.
— O anjo do Senhor vem acampar/ ao redor dos que o temem, e os salva./ Provai e vede quão suave é o Senhor!/ Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!


Segunda Leitura (2Tm 4,6-8.17-18)

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo:
Caríssimo: Quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. 8Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que esperam com amor a sua manifestação gloriosa.
17 Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão. 18 O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu Reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Evangelho (Mt 16,13-19)

— O Senhor esteja conosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13 Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”
14 Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”.
15 Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”
16 Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.
17 Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18 Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19 Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

O Evangelho do Dia - 30/06/2013

Ano C - DIA 30/06

São Pedro e São Paulo, Apóstolos - Mt 16,13-19

Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos discípulos: “Quem dizem as pessoas ser o Filho do Homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que és João Batista; outros, Elias; outros ainda, Jeremias ou algum dos profetas”. “E vós”, retomou Jesus, “quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Jesus então declarou: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne e sangue quem te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso, eu te digo: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as forças do Inferno não poderão vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.


Leitura Orante

Oração Inicial


Preparo-me para a Leitura Orante.
Disponho-me ao encontro com Deus, com toda a Igreja virtual que agora reza conosco:
Divino Espírito Santo,
amor eterno do Pai e do Filho,
eu vos adoro, louvo e amo!
Peço-vos perdão por todas as vezes que vos ofendi
em mim e no meu próximo.
Vinde, com a plenitude de vossos dons,
nas ordenações, nas consagrações e nas crismas!
Iluminai, santificai, aumentai o zelo apostólico!
Espírito de verdade,
consagro-vos a minha inteligência,
imaginação e memória. Iluminai-me!
Dai-me conhecer Jesus Cristo Mestre.
Revelai-me o sentido profundo do Evangelho
e de tudo o que ensina a santa Igreja.
(Bv. T. Alberione)


1- Leitura (Verdade)


O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto Mt 16,13-19, observando o testemunho de fé de Pedro.
Simão declara que Jesus é o Filho do Deus vivo. Jesus confirma, declarando a missão de Pedro, o Primado na Igreja: “Você é Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e nem a morte poderá vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu; o que você proibir na terra será proibido no céu, e o que permitir na terra será permitido no céu”. Jesus se propõe construir a Igreja que não é simplesmente um prédio, mas é uma nova comunidade. Esta comunidade ou Igreja é do domínio de Jesus. Ele diz: “construirei a minha Igreja”. E Pedro tem nela uma missão de mediação: terá “as chaves”. Terá o poder de abrir e fechar as portas, ligar e desligar, terá o poder de julgar, perdoar e proibir o que não é conforme o projeto do Reino de Jesus.

2- Meditação (Caminho)


O que o texto diz para mim, hoje?
A pergunta de Jesus é também para mim: “Quem dizem que eu sou? E você? Quem sou para você?” Estas perguntas merecem uma profunda reflexão de nossa parte e uma resposta coerente e sincera. Veja que resposta bonita deram os bispos em Aparecida: “Jesus Cristo é a plenitude da revelação de Deus, um tesouro incalculável, a “pérola preciosa” (cf. Mt 13,45-46). Verbo de Deus feito carne, Caminho, Verdade e Vida dos homens e das mulheres aos quais abre um destino de plena justiça e felicidade. Ele é o único Libertador e Salvador que, com sua morte e ressurreição, rompeu as cadeias opressivas do pecado e da morte, revelando o amor misericordioso do Pai e a vocação, dignidade e destino da pessoa humana.” (DAp 6).
Portanto, para os bispos e para nós, Jesus Cristo é “a plenitude da revelação de Deus”, “um tesouro incalculável”, a “pérola preciosa”, “Verbo de Deus feito carne”, “Caminho, Verdade e Vida”, “O único Libertador e Salvador”. É assim que o acolhemos na nossa vida?

3- Oração (Vida)


O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo com toda Igreja o
Creio 
Creio em Deus-Pai, todo poderoso,
criador do céu e da terra
e em Jesus Cristo seu único Filho, Nosso Senhor
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo.
Nasceu da Virgem Maria,
padeceu sob Poncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado,
desceu a mansão dos mortos,
ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus,
está sentado à direita de Deus Pai, todo poderoso,
de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo,
na Santa Igreja Católica,
na comunhão dos Santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição da carne,
na vida eterna.
Amém.

4- Contemplação (Vida e Missão)


- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
- Meu novo olhar será para priorizar Deus em minha vida.

Bênção


Bênção 
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. 
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. 
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém. 
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. 


Irmã Patrícia Silva, fsp 


sábado, 29 de junho de 2013

RETIRO ESPIRITUAL PARA OS CORDENADORES DE TERÇO DOS HOMENS DO RN E REGIÃO EM PARNAMIRIM - ARQUIDIOCESE DE NATAL/RN

ATENÇÃO SENHORES COORDENADORES DO TERÇO DOS HOMENS DO RN E REGIÃO QUE VÃO PARTICIPAR DO RETIRO ESPIRITUAL NO DIA 06 E 07 DE JULHO,  EVERALDO COLETTI LEMBRA QUE TEM DE FAZER O PAGAMENTO DE SUA RESERVA O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL, POIS AS VAGAS SÃO LIMITADAS. 
ESTE RETIRO VAI ACONTECER NA GRANJA DISCÍPULOS DE MARIA, OU Casa de Retiro Discípulos da Mãe de Deus, confira o mapa abaixo:

PROGRAMAÇÃO 
Sábado, 06 de Julho.

13h00min – Acolhimento e Cadastramento
14:00 – Animação
Boas vindas: Coordenação (João Pinheiro e Francisco Souza)
15h00min - Palestra: com Diretor Espiritual Norte-Nordeste, Padre Pedro Cabelo.
(livre)
Sugestão: A importância do Homem na Oração do Terço
16:00 - Missa (Padre Fabio Pinheiro)
17h00min – Palestra com o Coordenador Nacional, Senhor Marcelo Morais (Diretrizes de base no movimento do terço dos homens).
18h00min – Terço Bizantino
18h15min – Jantar
19h15min – Terço da Providencia
20h00min – Terço Luminoso
22h00min – Inicio da Vigília


Domingo, 07 de Julho.

07h00min – Oração da Consagração
07h30min – Café da manhã
09h00min – Palestra sobre Maria Mãe da igreja e Mãe dos homens com Presidente da Cúria Metropolitana da Legião Maria, Ir. Zequinha
10h00min – Testemunhos
11h00min – Palavra do Senhor Arcebispo Metropolitano de Natal Dom Jaime Vieira Rocha
12h00min – Almoço
13h00min – Encerramento: Avisos e Considerações Finais