quinta-feira, 21 de março de 2013

5ª-feira da 5ª Semana Quaresma



Se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte. 

João 8,51-59

Naquele tempo, disse Jesus aos judeus:51 'Em verdade, em verdade, eu vos digo:se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte.'
52 Disseram então os judeus:'Agora sabemos que tens um demônio. Abraão morreu e os profetas também,e tu dizes: 'Se alguém guardar a minha palavra jamais verá a morte'.53 Acaso és maior do que nosso pai Abraão, que morreu, como também os profetas?Quem pretendes tu ser?'54 Jesus respondeu:'Se me glorifico a mim mesmo, minha glória não vale nada.Quem me glorifica é o meu Pai, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus.
55 No entanto, não o conheceis. Mas eu o conheço e, se dissesse que não o conheço,seria um mentiroso, como vós! Mas eu o conheço e guardo a sua palavra.
56 Vosso pai Abraão exultou, por ver o meu dia; ele o viu, e alegrou-se.'
57 Os judeus disseram-lhe então:'Nem sequer cinqüenta anos tens, e viste Abraão!'58 Jesus respondeu:'Em verdade, em verdade vos digo, antes que Abraão existisse, eu sou'.59 Então eles pegaram em pedras para apedrejar Jesus,mas ele escondeu-se e saiu do Templo.
 

Reflexão

O capítulo 8 parece uma exposição de obras de arte, onde se podem admirar e contemplar famosas pinturas, uma ao lado da outra. O evangelho de hoje traz mais uma pintura, mais um diálogo entre Jesus e os judeus. Não há muito nexo entre uma e outra pintura. É o expectador ou a expectadora que, pela sua observação atenta e orante, consegue descobrir o fio invisível que liga entre si as pinturas, os diálogos. Deste modo vamos penetrando aos poucos no mistério divino que envolve a pessoa de Jesus.

João 8,51: Quem guarda a palavra de Jesus jamais verá a morte. Jesus faz um solene afirmação. Os profetas diziam: Oráculo do Senhor! Jesus diz: “Em verdade, em verdade vos digo!” E a afirmação solene é esta: “Se alguém guardar minha palavra jamais verá a morte!” De muitas maneiras este mesmo tema aparece e reaparece no evangelho de João. São palavras de grande profundidade

João 8,52-53: Abraão e os profetas morreram. A reação dos judeus é imediata: "Agora sabemos que estás louco. Abraão morreu e os profetas também. E tu dizes: 'se alguém guarda a minha palavra, nunca vai experimentar a morte'. Por acaso, tu és maior que o nosso pai Abraão, que morreu? Os profetas também morreram. Quem é que pretendes ser?" Eles não entenderam o alcance da afirmação de Jesus. Diálogo de surdos..

João 8,54-56: Quem me glorifica é meu Pai. Sempre de novo Jesus bate na mesma tecla: ele está de tal modo unido ao Pai que nada do que ele diz e faz é dele. Tudo é do Pai. E ele acrescenta: "Quem me glorifica é o meu Pai, aquele que vocês dizem que é o Pai de vocês. Vocês não o conhecem, mas eu o conheço. Se dissesse que não o conheço, eu seria mentiroso como vocês. Mas eu o conheço e guardo a palavra dele. Abraão, o pai de vocês, alegrou-se porque viu o meu dia. Ele viu e encheu-se de alegria." Estas palavras de Jesus devem ter sido como uma espada a ferir a auto-estima dos judeus. Dizer às autoridades religiosas: “Vocês não conhecem o Deus que vocês dizem conhecer. Eu o conheço e vocês não o conhecem!”, é o mesmo que acusa-las de total ignorância exatamente naquele assunto no qual eles pensam ser doutores especializados. E a palavra final encheu a medida: “Abraão, o pai de vocês, alegrou-se porque viu o meu dia. Ele viu e encheu-se de alegria”.

João 8,57-59: Não tens 50 anos e já viu Abraão! Tomaram tudo ao pé de a letra mostrando assim que não entenderam nada do que Jesus estava dizendo. E Jesus faz nova afirmação solene: “Em verdade, em verdade digo a vocês: antes que Abraão existisse, EU SOU!” Para quem crê em Jesus, é aqui que alcançamos o coração do mistério da história. Novamente pedras para matar Jesus. Nem desta vez o conseguiram, pois a hora ainda não chegou. Quem determina o tempo e a hora é o próprio Jesus.
 
 
Para um confronto pessoal
1) Diálogo de surdos entre Jesus e os judeus. Você já teve alguma vez a experiência de conversar com alguém que pensa exatamente o oposto de você e não se dá conta disso?
2) Como entender esta frase: “Abraão, o pai de vocês, alegrou-se porque viu o meu dia. Ele viu e encheu-se de alegria” ?

SANTO DO DIA - 21/03/2013

21/03
São Nicolau de Flue
Comemoramos a vida santa de um eremita Suíço, São Nicolau de Flue, que nasceu na Suíça em 1417 e passou sua juventude ajudando o pai em trabalhos práticos e sempre inclinado a vida religiosa. A pedido do pai, casou-se com Dorotéia que muito o levou para Deus, tanto que juntos educaram os dez filhos para a busca da santidade. Aconteceu que em comum acordo e com os filhos educados Nicolau retirou-se na solidão, perto de sua casa, porém com o propósito de se dedicar exclusivamente a Deus, ele que era um homem popular devido diversos cargos públicos e administrativo que ocupou na sociedade. São Nicolau entregou-se totalmente a vida de oração, penitência e jejuns, sem deixar de participar nas missas de domingo e dias santos, além de ter assumido como cama uma tábua, por travesseiro uma pedra e de primeiro frutas e ervas como alimento até chegar a se alimentar somente da Eucaristia, este processo durou progressivamente por 33 anos. Nicolau que morreu com setenta anos, ao ir para o eremitério com 37 anos em nada se alienou ao mundo pôde servir com conselhos e interferir pacificamente nas dificuldades entre Católicos e protestantes ao ponto de ser amado tomado como modelo de pacificador e pai da pátria. 

LITURGIA DIÁRIA - 21/03/2013




Dia: 21/03/2013
Primeira Leitura: Gênesis 17, 3-9

V SEMANA DA QUARESMA
(roxo, pref. da paixão I - ofício do dia)



Leitura do Livro do Gênesis.

Naqueles dias, 3Abrão prostrou-se com o rosto por terra. 4E Deus lhe disse: “Eis a minha aliança contigo: tu serás pai de uma multidão de nações. 5Já não te chamarás Abrão, mas o teu nome será Abraão, porque farei de ti o pai de uma multidão de nações. 
6Farei crescer tua descendência infinitamente. Farei nascer de ti nações, e reis sairão de ti. 7Estabelecerei minha aliança entre mim e ti e teus descendentes para sempre; uma aliança eterna, para que eu seja teu Deus e o Deus de teus descendentes. 8A ti e aos teus descendentes darei a terra em que vives como estrangeiro, todo o país de Canaã como propriedade para sempre. E eu serei o Deus dos teus descendentes”. 
9Deus disse a Abraão: “Guarda a minha aliança, tu e a tua descendência para sempre”. 

- Palavra do Senhor. 
- Graças a Deus.


Salmo (Salmos 104,4-9)

— O Senhor se lembra sempre da Aliança!
— O Senhor se lembra sempre da Aliança!

— Procurai o Senhor teu Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! Lembrai as maravilhas que ele fez, seus prodígios e as palavras de seus lábios!
— Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra.
— Ele sempre se recorda da Aliança, promulgada a incontáveis gerações; da Aliança que ele fez com Abraão, e do seu santo juramento a Isaac.


Evangelho (João 8,51-59)

— O Senhor esteja conosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: 51“Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte”. 52Disseram então os judeus: “Agora sabemos que tens um demônio. Abraão morreu e os profetas também, e tu dizes: ‘Se alguém guardar a minha palavra jamais verá a morte’. 53Acaso és maior do que nosso pai Abraão, que morreu, como também os profetas? Quem pretendes ser?”
54Jesus respondeu: “Se me glorifico a mim mesmo, minha glória não vale nada. Quem me glorifica é o meu Pai, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus. 55No entanto, não o conheceis. Mas eu o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria um mentiroso, como vós! Mas eu o conheço e guardo a sua palavra. 56Vosso pai Abraão exultou, por ver o meu dia; ele o viu, e alegrou-se”. 57Os judeus disseram-lhe então: “Nem sequer cinquenta anos tens, e viste Abraão!” 58Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, antes que Abraão existisse, eu sou”. 59Então eles pegaram em pedras para apedrejar Jesus, mas ele escondeu-se e saiu do Templo. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

O Evangelho do Dia - 21/03/2013

Ano C - DIA 21/03

A morte por causa da Palavra - Jo 8,51-59

“Em verdade, em verdade, vos digo: se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte.” Os judeus então disseram: “Agora estamos certos de que tens um demônio. Abraão morreu, e os profetas também, e tu dizes: ‘Se alguém guardar a minha palavra, jamais provará a morte’. Porventura és maior do que nosso pai Abraão, que morreu? E também os profetas morreram. Quem tens a pretensão de ser?” Jesus respondeu: “Se eu me glorificasse a mim mesmo, minha glória não valeria nada. Meu Pai é quem me glorifica, aquele que dizeis ser vosso Deus. No entanto, vós não o conheceis. Mas eu o conheço; e se dissesse que não o conheço, eu seria um mentiroso como vós. Mas eu o conheço e guardo a sua palavra. Vosso pai Abraão exultou por ver o meu dia. Ele viu e se alegrou”. Os judeus disseram-lhe então: “Ainda não tens cinquenta anos, e viste Abraão?!” Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, vos digo: antes que Abraão existisse, eu sou”. Então, pegaram pedras para o apedrejar; mas Jesus escondeu-se e saiu do templo.


 Leitura Orante


Oração Inicial


Preparo-me para a Leitura Orante, rezando com todos os internautas,
presentes em todo o mundo:
Creio, meu Deus, que estou diante de Ti.
Que me vês e escutas as minhas orações.
Tu és tão grande e tão santo: eu te adoro.
Tu me deste tudo: eu te agradeço.
Foste tão ofendido por mim:
eu te peço perdão de todo o coração.
Tu és tão misericordioso: eu te peço todas as graças
que sabes serem necessárias para mim.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.


1- Leitura (Verdade)


O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Jo 8,51-59, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
Jesus continua seu diálogo com as autoridades religiosas. Diz que seus ensinamentos, a sua verdade são garantia de vida eterna. E faz a mais clara definição de si: "Eu sou". Ele se declara superior a Abraão. Isto provoca a ira dos resistentes e irredutíveis doutores da Lei. A atitude é de agressão: "pegaram em pedras para atirar em Jesus".


2- Meditação (Caminho)


O que o texto diz para mim, hoje?
Ainda hoje, há muitas pessoas que rejeitam a vida plena oferecida por Jesus Cristo. Apegam-se a tantas coisas e a si próprias que , por orgulho e ou auto-suficiência, não aceitam a proposta renovadora de Jesus.
Disseram os bispos, em Aparecida: "
"A própria natureza do cristianismo consiste, portanto, em reconhecer a presença de Jesus Cristo e segui-lo. Essa foi a maravilhosa experiência daqueles primeiros discípulos que, encontrando Jesus, ficaram fascinados e cheios de assombro frente a excepcional idade de quem lhes falava, diante da maneira como os tratava, coincidindo com a fome e sede de vida que havia em seus corações. O evangelista João nos deixou por escrito o impacto que a pessoa de Jesus produziu nos primeiros discípulos que o encontraram, João e André. Tudo começa com uma pergunta: “que procuram?” (Jo 1,38). A essa pergunta seguiu um convite a viver uma experiência: “venham e verão” (Jo 1,39). Esta narração permanecerá na história como síntese única do método cristão."(DAp 244)


3- Oração (Vida)


O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo com a:
Oração oficial da CF 2013
Pai santo, vosso Filho Jesus,
conduzido pelo Espírito
e obediente à vossa vontade,
aceitou a cruz como prova de amor à humanidade.
Convertei-nos e, nos desafios deste mundo,
tornai-nos missionários
a serviço da juventude.
Para anunciar o Evangelho como projeto de vida,
enviai-nos, Senhor;
para ser presença geradora de fraternidade,
enviai-nos, Senhor;
para ser profetas em tempo de mudança,
enviai-nos, Senhor;
para promover a sociedade da não violência,
enviai-nos, Senhor;
para salvar a quem perdeu a esperança,
enviai-nos, Senhor;
para...


4- Contemplação (Vida e Missão)


Meu novo olhar é de acolhimento à vida plena que Jesus me oferece.


Bênção


- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Sugestões:
- Campanha da Fraternidade 2013 - Veja informações no blog: http://comunicacatequese.blogspot.com.br/

- Faça o Retiro de Quaresma e Páscoa seguindo o blog http://viverecomunicarcristo.blogspot.com

- Se você quiser receber o Evangelho do Dia, acesse o seguinte endereço e preencha o formulário de cadastro - http://www.paulinas.org.br/loja/CentralUsuarioLogin.aspx  

Ir. Patrícia Silva, fsp

quarta-feira, 20 de março de 2013

Conselho do Dia


Este é o conselho que a Imitação de Cristo nos dá para hoje:
Podem muito bem proferir palavras, mas não conseguem dar o espírito; falam com muita elegância, mas, se vós vos calais, não inflamam o coração. Ensinam a letra; vós, porém, explicais o sentido. Propõem os mistérios, mas vós descobris a significação das figuras. Proclamam os mandamentos, mas vós ajudais a cumpri-los. Mostram o caminho, mas vós dais força para segui-lo. Eles regam a superfície, mas vós dais a fecundidade. Eles clamam com palavras, mas vós dais a inteligência ao ouvido. ( Que a verdade fala dentro de nós, sem estrépito de palavras) 

Fonte: Imitação de Cristo

4ª-feira da 5ª Semana Quaresma



Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.
João 8,31-42

Naquele tempo:31 Jesus disse aos judeus que nele tinham acreditado:'Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos,32 e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.'
33 Responderam eles:'Somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém.Como podes dizer: `Vós vos tornareis livres'?'34 Jesus respondeu:  'Em verdade, em verdade vos digo,todo aquele que comete pecado é escravo do pecado.35 O escravo não permanece para sempre numa família,mas o filho permanece nela para sempre.
36 Se, pois, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres.
37 Bem sei que sois descendentes de Abraão;no entanto, procurais matar-me, porque a minha palavra não é acolhida por vós.
38 Eu falo o que vi junto do Pai; e vós fazeis o que ouvistes do vosso pai.'
39 Eles responderam então: 'O nosso pai é Abraão.'Disse-lhes Jesus: 'Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão!40 Mas agora, vós procurais matar-me, a mim, que vos falei a verdadeque ouvi de Deus. Isto, Abraão não o fez.
41 Vós fazeis as obras do vosso pai.'
Disseram-lhe, então: 'Nós não nascemos do adultério, temos um só pai: Deus.'42 Respondeu-lhes Jesus: 'Se Deus fosse vosso Pai,vós certamente me amaríeis, porque de Deus é que eu saí, e vim.Não vim por mim mesmo, mas foi ele que me enviou'. 
Reflexão

No evangelho de hoje, continua a reflexão sobre o capítulo 8 de João. Em forma de círculos concêntricos, João vai aprofundando o mistério de Deus que envolve a pessoa de Jesus. Parece repetição, pois ele sempre torna a falar do mesmo assunto. Na realidade, é o mesmo assunto, mas é cada vez num nível mais profundo. O evangelho de hoje aborda o tema do relacionamento de Jesus com Abraão, o Pai do povo de Deus. João procura ajudar as comunidades a compreender como Jesus se situa dentro do conjunto da história do Povo de Deus. Ajuda-as a perceber a diferença que existe entre Jesus e os judeus, pois também os judeus e aliás todos nós somos filhos e filhas de Abraão.

João 8,31-32: A liberdade que nasce da fidelidade à palavra de Jesus. Jesus afirma aos judeus: "Se vocês guardarem a minha palavra, vocês de fato serão meus discípulos; conhecerão a verdade, e a verdade libertará vocês". Ser discípulo de Jesus é o mesmo que abrir-se para Deus. As palavras de Jesus são na realidade palavras de Deus. Elas comunicam a verdade, pois fazem conhecer as coisas do jeito que elas são aos olhos de Deus e não aos olhos dos fariseus. Mais tarde, durante a última Ceia, Jesus ensinará a mesma coisa aos discípulos.

João 8,33-38: O que é ser filho e filha de Abraão? A reação dos judeus é imediata: "Nós somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer: 'vocês ficarão livres'?” Jesus rebate fazendo uma distinção entre filho e escravo e diz: "Quem comete o pecado, é escravo do pecado. O escravo não fica para sempre na casa, mas o filho fica aí para sempre. Por isso, se o Filho os libertar, vocês realmente ficarão livres”. Jesus é o filho e vive na casa do Pai. O escravo não vive na casa. Viver fora de casa, fora de Deus, é viver em pecado. Se eles aceitarem a palavra de Jesus poderão tornar-se filhos e terão a liberdade. Deixarão de ser escravos. E Jesus continua: “Eu sei que vocês são descendentes de Abraão; no entanto, estão procurando me matar, porque minha palavra não entra na cabeça de vocês”. Em seguida aparece bem clara a distinção: “Eu falo das coisas que vi junto do Pai; vocês também devem fazer aquilo que ouvem do pai de vocês”. Jesus lhes nega o direito de dizer que são filhos de Abraão, pois as obras deles dizem o contrário.

João 8,39-41a: Um filho de Abraão pratica as obras de Abraão. Eles insistem em afirmar: “Nosso Pai è Abraão!” como se quisessem apresentar a Jesus o documento de sua identidade. Jesus rebate: "Se vocês são filhos de Abraão, façam as obras de Abraão. Agora, porém, vocês querem me matar, e o que eu fiz, foi dizer a verdade que ouvi junto de Deus. Isso Abraão nunca fez. Vocês fazem a obra do pai de vocês”. Nas entrelinhas, ele sugere que o pai deles é satanás (Jo 8,44). Sugere que são filhos da prostituição.

João 8,41b-42: Se Deus fosse pai de vocês, vocês me amariam, porque eu saí de Deus. Usando palavras diferentes, Jesus repete a mesma verdade: “Quem é de Deus escuta as palavras de Deus”. A origem desta afirmação vem de Jeremias que disse: “Colocarei minha lei em seu peito e a escreverei em seu coração; eu serei o Deus deles, e eles serão o meu povo. Ninguém mais precisará ensinar seu próximo ou seu irmão, dizendo: "Procure conhecer a Javé". Porque todos, grandes e pequenos, me conhecerão - oráculo de Javé. Pois eu perdôo suas culpas e esqueço seus erros” (Jr 31,33-34). Mas eles não se abriram para esta nova experiência de Deus, e por isso não reconhecem Jesus como o enviado do Pai.
 
Para um confronto pessoal
1) Liberdade que se submete totalmente ao Pai. Existe algo assim em você? Conhece pessoas assim?
2) Qual a experiência mais profunda em mim que me leva a reconhecer Jesus como o enviado de Deus?

SANTO DO DIA - 20/03/2013

20/03
Santo Ambrósio de Sena
Lembramos neste dia Santo Ambrósio de Sena um grande pregador Dominicano que nasceu em Sena Itália em 1220. De nobre família Ambrósio sofreu com o orgulho dos seus que lutavam , como outros, pela busca de poder. Santo Ambrósio quando nasceu estava com seu corpo de tal maneira deformados que sua família o rejeitou , ao deixá-lo escondido e entregue a uma ama que o devia manter longe do castelo. Aconteceu que o menino Ambrósio estava aos cuidados de uma mulher de grande fé, ao ponto de ser levado deformado repetidas vezes à Igreja, onde recebeu fervorosas orações que ao serem escutadas resultou num processo de cura que levou Ambrósio a um total e perfeita restauração de sua saúde. Curado, Santo Ambrósio foi recebido em sua família e pôde jovem sério, estudioso e muito caridoso usar do palácio como se fosse um hospital para tratar dos pobres , doentes e rejeitados. Mais tarde entrou com dezoito anos na Ordem mendicante dos Dominicanos onde se despontou como formar grande pregador do Evangelho que buscava em tudo viver. Santo Ambrósio evangelizou e foi instrumento de milagres e conversões na Alemanha, Hungria , Itália e principalmente em Sena onde nasceu e morreu durante um sermão. 

LITURGIA DIÁRIA - 20/03/2013


Dia: 20/03/2013
Primeira Leitura: Daniel 3, 14-20.24.49.91-92.95

V SEMANA DA QUARESMA
(roxo, pref. da paixão I - ofício do dia)


Leitura da Profecia de Daniel.

Naqueles dias, 14o rei Nabuco­donosor tomou a palavra e disse: “É verdade, Sidrac, Misac e Abdênago, que não prestais culto a meus deuses e não adorais a estátua de ouro que mandei erguer? 15E agora, quando ouvir­des tocar trombeta, flauta, cítara, harpa, saltério e gaitas, e toda espécie de instrumentos, estais prontos a prostrar-vos e adorar a estátua que mandei fazer? Mas, se não fizerdes adoração, no mesmo instante sereis atirados na fornalha de fogo ardente; e qual é o deus que poderá libertar-vos de minhas mãos?”
16Sidrac, Misac e Abdênago responderam ao rei Nabuco­donosor: “Não há necessidade de te respondermos sobre isto: 17se o nosso Deus, a quem rendemos culto, pode livrar-nos da fornalha de fogo ardente, ele também poderá libertar-nos de tuas mãos, ó rei. 18Mas, se ele não quiser libertar-nos, fica sabendo, ó rei, que não prestaremos culto a teus deuses e tampouco adoraremos a estátua de ouro que mandaste fazer”.
19A estas palavras, Nabuco­donosor encheu-se de cólera contra Sidrac, Misac e Abdênago, a ponto de se alterar a expressão do rosto; deu ordem para acender a fornalha com sete vezes mais fogo que de costume; 20e encarregou os soldados mais fortes do exército para amarrarem Sidrac, Misac e Abdênago e os lançarem na fornalha de fogo ardente.
24Os três jovens andavam de cá para lá no meio das chamas, entoando hinos a Deus e bendizendo ao Senhor. 49aMas o anjo do Senhor tinha descido simultaneamente na fornalha para junto de Azarias e seus companheiros.
91O rei Nabucodonosor, tomado de pasmo, levantou-se apressadamente, e perguntou a seus ministros: “Porventura, não lançamos três homens bem amarrados no meio fogo?” Responderam ao rei: “É verdade, ó rei”. 92Disse este: “Mas eu estou vendo quatro homens andando livremente no meio do fogo, sem sofrerem nenhum mal, e o aspecto do quarto homem é semelhante ao de um filho de Deus”.
95Exclamou Nabucodonosor: “Bendito seja o Deus de Sidrac, Misac e Abdênago que enviou seu anjo e libertou seus servos, que puseram nele sua confiança e transgrediram o decreto do rei, preferindo entregar suas vidas a servir e adorar qualquer outro Deus que não fosse o seu Deus.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.



Salmo (Daniel 3,52-56)

— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— A vós louvor, honra e glória eternamente!

— Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais. A vós louvor, honra e glória eternamente! Sede bendito, nome santo e glorioso. A vós louvor, honra e glória eternamente! 
— No templo santo onde refulge a vossa glória. A vós louvor, honra e glória eternamente! E em vosso trono de poder vitorioso. A vós louvor, honra e glória eternamente!
— Sede bendito, que sondais as profundezas. A vós louvor, honra e glória eternamente! E superior aos querubins vos assentais. A vós louvor, honra e glória eternamente! 
— Sede bendito no celeste firma­mento. A vós louvor, honra e glória eternamente!


Evangelho (João 8,31-42)



— O Senhor esteja conosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 31Jesus disse aos judeus que nele tinham acreditado: “Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, 32e co­nhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.
33Responderam eles: “Somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer: ‘Vós vos tornareis livres’?”
34Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. 35O escravo não permanece para sempre numa família, mas o filho permanece nela para sempre. 36Se, pois, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres. 37Bem sei que sois descendentes de Abraão; no entanto, procurais matar-me, porque a minha palavra não é acolhida por vós. 38Eu falo o que vi junto do Pai; e vós fazeis o que ouvistes do vosso pai”.
39Eles responderam então: “Nosso pai é Abraão”. Disse-lhes Jesus: “Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão! 40Mas agora, vós procurais matar-me, a mim, que vos falei a verdade que ouvi de Deus. Isto, Abraão não o fez. 41Vós fazeis as obras do vosso pai”.
Disseram-lhe, então: “Nós não nascemos do adultério, temos um só pai: Deus”.42Respondeu-lhes Jesus: “Se Deus fosse vosso Pai, certamente me amaríeis, porque de Deus é que eu saí, e vim. Não vim por mim mesmo, mas foi ele que me enviou”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

O Evangelho do Dia - 20/03/2013

Ano C - DIA 20/03

A verdade vos tornará livres - Jo 8,31-42

Jesus disse aos judeus que acreditaram nele: “Se permanecerdes em minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos tornará livres”. Eles responderam: “Nós somos descendentes de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer: ‘Vós vos tornareis livres’?” Jesus respondeu: [...] “Todo aquele que comete o pecado é escravo do pecado. O escravo não permanece para sempre na casa, o filho nela permanece para sempre. Se o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres. Bem sei que sois descendentes de Abraão. No entanto, procurais matar-me, porque minha palavra não encontra espaço em vós. Eu falo do que vi junto do Pai; e vós fazeis o que ouvistes do vosso pai”. Eles responderam: “Nosso pai é Abraão”. Jesus lhes disse: “Se fôsseis filhos de Abraão, praticaríeis as obras de Abraão! Agora procurais matar-me, porque vos falei a verdade que ouvi de Deus. Isto Abraão não fez. Vós fazeis as obras do vosso pai”. Eles disseram então a Jesus: “Nós não nascemos da prostituição. Só temos um pai: Deus”. Jesus respondeu: “Se Deus fosse vosso pai, certamente me amaríeis, pois é da parte de Deus que eu saí e vim. Eu não vim por conta própria; foi ele quem me enviou”.


 Leitura Orante

Oração Inicial


Preparo-me para a Leitura Orante, rezando:
- A todos nós que nos encontramos neste ambiente virtual,
paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre, que dissestes:
"Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome,
eu aí estarei no meio deles", ficai conosco, aqui reunidos, pela grande rede da internet,
para melhor meditar e comungar com a vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos
as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho: fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida: transformai nosso coração em terra boa,
onde a Palavra de Deus produza frutos
abundantes de santidade e missão.
(Bv. Alberione)

1- Leitura (Verdade)


O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Jo 8,31-48, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.

Este fato, descrito por João, aconteceu depois do perdão à mulher adúltera. Jesus se apresenta como Filho Pai que é Deus: " Eu falo das coisas que o meu Pai me mostrou". Os judeus se dizem filhos de outro pai: Abraão. A adesão a Jesus é difícil para as autoridades religiosas. Jesus tenta dialogar com eles no sentido de que ser filho de Abraão é parecer-se com ele, ou seja, estarem comprometidos com a justiça que promove e sustenta a vida e, não, tentam eliminá-la.

2- Meditação (Caminho)


O que o texto diz para mim, hoje?
Os bispos, em Aparecida, nos ajudam a refletir sobre o compromisso com Jesus Cristo: “Necessitamos desenvolver a dimensão missionária da vida de Cristo. A Igreja necessita de uma forte comoção que a impeça de se instalar na comodidade, no estancamento e na indiferença, à margem do sofrimento dos pobres do Continente. Necessitamos que cada comunidade cristã se transforme num poderoso centro de irradiação da vida em Cristo. Esperamos um novo Pentecostes que nos livre do cansaço, da desilusão, da acomodação ao ambiente; esperamos uma vinda do Espírito que renove nossa alegria e nossa esperança. Por isso, é imperioso assegurar calorosos espaços de oração comunitária que alimentem o fogo de um ardor incontido e tornem possível um atrativo testemunho de unidade “para que o mundo creia” (Jo 17,21). “(DAp 362)


3- Oração (Vida)


O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo com toda Igreja, a Oração oficial da CF 2013
Pai santo, vosso Filho Jesus,
conduzido pelo Espírito
e obediente à vossa vontade,
aceitou a cruz como prova de amor à humanidade.
Convertei-nos e, nos desafios deste mundo,
tornai-nos missionários
a serviço da juventude.
Para anunciar o Evangelho como projeto de vida,
enviai-nos, Senhor;
para ser presença geradora de fraternidade,
enviai-nos, Senhor;
para ser profetas em tempo de mudança,
enviai-nos, Senhor;
para promover a sociedade da não violência,
enviai-nos, Senhor;
para salvar a quem perdeu a esperança,
enviai-nos, Senhor;
para...

4- Contemplação (Vida e Missão)


Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar orienta-me para deixar-me iluminar e marcar meus passos e decisões pela verdade que é Jesus. Assim faço o Oferecimento do Dia

Adoro-vos, meu Deus, amo-vos de todo o meu coração.
Agradeço-vos porque me criastes,
me fizestes cristão,
me conservastes a vida e a saúde.
Ofereço-vos o meu dia:
que todas as minhas ações correspondam à vossa vontade.
E que eu faça tudo para a vossa glória e a paz das pessoas.
Livrai - me do pecado, do perigo e de todo o mal.
Que a vossa graça, bênção, luz e presença
permaneçam sempre comigo e com todos aqueles que eu amo.
Amém.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Bênção


- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Sugestões:
- Campanha da Fraternidade 2013 - Veja informações no blog:
http://comunicacatequese.blogspot.com.br/

- Veja a mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma em
http://paulinascomunica.blogspot.com/

- Faça o Retiro de Quaresma e Páscoa seguindo o blog
http://viverecomunicarcristo.blogspot.com


Ir. Patrícia Silva, fsp

terça-feira, 19 de março de 2013

19.03 - Solenidade de São José, esposo de Nossa Senhora


Mateus 1,16.18-21.24a

16 Jacó gerou José, o esposo de Maria,da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo.

18 A origem de Jesus Cristo foi assim:
Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José,
e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo.
19 José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la,
resolveu abandonar Maria, em segredo.
20 Enquanto José pensava nisso,
eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse:
"José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa,
porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo.
21 Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus,
pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados".

24a Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado.
 
Opcional

Lucas 2,41-51a

41 Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa.
42 Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume.
43 Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta,
mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem.
44 Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro.
Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos.
45 Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura.
46 Três dias depois, o encontraram no Templo.
Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas.
47 Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados
com sua inteligência e suas respostas.
48 Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse:
"Meu filho, por que agiste assim conosco?
Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura".
49 Jesus respondeu:
"Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?"
50 Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera.
51a Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente.


Reflexão
Do esposo de Maria sabemos somente aquilo que nos dizem os evangelistas Mateus e Lucas, mas é o que basta para colocar esse incomparável "homem justo" na mais alta cátedra de santidade e de nossa devoção, logo abaixo da Mãe de Jesus.
 
Venerado desde os primeiros séculos no Oriente, seu culto se difundiu no Ocidente somente no século IX, mas num crescendo não igual ao de outros santos. Em 1621, Gregório XV declarou de preceito a festa litúrgica deste dia; Pio IX elegeu são José padroeiro da Igreja, e os papas sucessivos o enriqueceram de outros títulos, instituindo uma segunda comemoração no dia 1º de maio, ligada a seu modesto e nobre ofício de artesão.
 
O privilégio de ser pai adotivo do Messias constitui o título mais alto concedido a um homem. O extraordinário evento da Anunciação e da divina maternidade de Maria - da qual foi advertido pelo anjo depois da sofrida decisão de repudiar a esposa - coloca são José sob uma luz de simpatia humana, em razão do papel de devoto defensos da incolumidade da Virgem Mãe, mistério prenunciado pelos profestas, mas acima da inteligência humana.
 
Resolvido o angustiante dilema, José não se questiona. Cumpre as prescrições da lei: dirige-se a Belém para rescenseamento, assiste Maria no parto, acolhe os pastores e os reis Magos com útil disponibilidade, conduz a salvo Maria e o Menino para subtraí-lo do sanguinário Herodes, depois volta à laboriosa quietude da casinha de Nazaré, aprtilhando alegrias e dores comuns a todos os pais de família que deviam ganhar o pão com o suor de sua fronte. Nós o revemos na ansiosa procura de Jesus, que ele conduz ao templo por ter cumprido os 12 anos de idade.
 
Enfim, o Evangelho se despede dele com uma imagem rica de significado, que coloca mais de um tema para nossa reflexão: Jesus, o filho de Deus, o Messias esperado, obedece a ele e a Maria, crescendo em sabedoria, idade e graça.
 

No Evangelho de Lucas a história da infância de Jesus (capítulos 1 e 2 de Lucas) está centrada em torno da pessoa de Maria. Aqui no Evangelho de Mateus a infância de Jesus (capítulos 1 e 2 de Mateus) está centrada em torno da pessoa de José, o prometido esposo de Maria. José era da descendência de Davi. Através dele Jesus pertence à raça de Davi. Assim, em Jesus se realizam as promessas feitas por Deus a Davi e à sua descendência.

Na genealogia de Jesus, havia algo anormal que não estava de acordo com as normas da lei: Tamar, Raab, Rute e Betsabéia. O evangelho de hoje mostra que também em Maria havia algo de anormal, contrário às leis da época. Aos olhos do povo de Nazaré ela apareceu grávida antes de conviver com José. Nem o povo nem José o futuro marido sabiam a origem desta gravidez. Se José tivesse sido justo conforme a justiça dos escribas e fariseus , ele deveria ter denunciado Maria, e a pena para ela teria sido a morte por apedrejamento.

José era justo, sim!, mas a sua justiça era diferente. Por antecipação ele já praticava o que Jesus haveria de ensinar mais tarde: “Se a justiça de vocês não ultrapassar a justiça dos escribas e fariseus, vocês não vão poder entrar no Reino dos Céus” (Mt 5,20). É por isso que José, não compreendendo os fatos e não querendo repudiar Maria, resolveu licenciá-la em segredo.

Na Bíblia, a descoberta do apelo de Deus dentro dos fatos acontece de várias maneiras. Por exemplo, através de ruminação dos fatos (Lc 2,19.51), através da meditação da Bíblia (At 15,15-19; 17,2-3), através de anjos (a palavra anjo significa mensageiro), que ajudam a descobrir o significado dos fatos (Mt 28,5-7). José chegou a perceber o significado do que estava acontecendo em Maria através de um sonho. No sonho um anjo usou a Bíblia para esclarecer a origem da gravidez de Maria. Ela vinha da ação do Espírito de Deus.

Quando tudo ficou claro para Maria, ela disse: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua Palavra!” Quando tudo ficou claro para José, ele assumiu Maria como sua esposa, e foram morar juntos. Graças à justiça de José, Maria não foi apedrejada e Jesus continuou vivo no seio dela.
 
 
Para um confronto pessoal
1) Aos olhos dos escribas, a justiça de José seria uma desobediência. Existe mensagem nisto para nós?
2) Como você descobre o apelo da Palavra de Deus dentro dos fatos da sua vida?
 
Reflexão 2: Lucas 2,41-51a
 
A dinâmica da narração. No início encontra-se um lembrete à «lei do Senhor», à qual obedecem Maria e José, realizando sua peregrinação anual à cidade santa. Este particular indica ao leitor que Jesus cresceu na piedade judaica e na observância da lei. Um angustiante incidente – Jesus aos doze anos se perde – oferece a ocasião ao narrador de nos apresentar uma cena esclarecedora sobre o mistério de Jesus. Seus pais, após tê-lo procurado por três dias o encontram no pátio do templo, em meio aos escribas, os mestres da lei: ouvindo as palavras deles e fazendo perguntas. Neste contexto ao leitor é apresentado o um primeiro sinal da sabedoria extraordinária de Jesus que, mais tarde, encantará as multidões: «estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas» (v.47). Às observações da mãe Jesus responde com expressões que revelam a consciência que tem de si mesmo e a clara visão que ele tem da missão que o espera. O evangelista, em seguida, refere da volta a Nazaré, lugar onde Jesus cresceu (vv.39-40) e com esta informação (vv.51-52) Lucas encerra a narração que começou com um ato de obediência de Jesus à Lei e, agora, termina com um ato de submissão a seus pais. 
 
Deus como o seu Pai (v.51). A primeira idéia que é sublinhada nesta «fuga» de Jesus é que uma família sem Deus não tem alicerces. Primeiramente, Jesus declarando que Deus é seu Pai aponta que o lugar mais natural em sua relação de Filho o leva a estar perto dEle, no Templo, lugar por excelência da presença de Deus. Este particular nos leva a focalizar nossa atenção para templo e sua centralidade deste lugar para a vida religiosa da comunidade israelita: neste espaço agrado Jesus entra aos doze anos. A escolha do templo como lugar para a manifestação da sabedoria peculiar de Jesus é uma característica de Luxas que em outro texto apresenta o templo como o lugar onde tem início o evangelho (Lc 1,8-9) e o idoso Simeão reconhece no menino apresentado pelos pais a salvação esperada por Israel (2,29-32). Mas na narração da romaria de Jesus com doze anos ao templo, Lucas quer afirmar que a partir daquele dia passou-se da realidade do templo, como morada de Deus, à sua presença viva na pessoa de Jesus. É um apelo à comunidade hebraica, centralizada no templo, a reconhecer que toda a vida litúrgica, cultural depende do Pai e que o verdadeiro templo consiste na obediência a Jesus. Esta primeira palavra de Jesus projeta uma luz nova sobre o mistério de sua identidade de «filho-servo» e dá ao leitor uma chave de leitura para compreender o resto do evangelho. A resposta aos pais que o procuraram e o encontraram depois de três dias, apresenta a maneira como Jesus vai agir em relação aos homens: sua atitude é incondicionalmente filial. Jesus irá agir com uma submissão absoluta ao Pai. Este aspecto introduz o leitor no próprio coração da identidade de Jesus e que foge a toda tentativa de compreensão mais profunda por parte de seus pais: «e eles não compreenderam» (v.50).
 
A sabedoria peculiar de Jesus. Esta insistência sobre a sabedoria de Jesus não passa despercebida ao leitor. Já em 2,40 se afirmava que Jesus «crescia e se fortalecia, cheio de sabedoria», agora no v.52 se afirma que «Jesus crescia em sabedoria». De que sabedoria se trata? Da sabedoria do Filho, que foi concebido por obra do Espírito Santo e que revela o seu Pai. Jesus é a Palavra de seu Pai. Sua pregação não será doutrina abstrata, nem uma atualização da palavra dos profetas, mas é a sabedoria do Filho que vive na intimidade com o Pai. Uma confirmação nos é dada na última palavra de Jesus na cruz: «Pai, em tuas mãos entrego meu espírito» (23,46). E ressuscitado, antes de voltar ao Pai, promete a seus discípulos o Espírito como «a promessa do Pai» (Lc 24,49). A sabedoria de Jesus, seu ensino, sua palavra nascem de sua intimidade com o Pai, de sua total fidelidade a Ele. Toda comunidade eclesial quando está reunido pelo Pai traz consigo este mistério da relação sapiencial, íntima de Cristo Jesus com seu Pai.
 
 
Para uma avaliação pessoal
1. Os pais de Jesus nem sempre conseguiam entender o comportamento de seu filho e sua maneira de falar, no entanto tiveram confiança nele. Também tu sabes confiar nos outros, em teus filhos, em teus colaboradores? 
2. Consideras tua família uma escola de humanidade, a mais rica e a mais completa?
 
Reflexão 3:
 


José, o mais santo dos homens
 
S. José passou com tanta naturalidade pela vida, que pouco sabemos a seu respeito. A única fonte de informação a seu respeito é o Evangelho que lhe faz breves alusões.
Não podemos esquecer, contudo, que o Autor da Sagrada Escritura é o Espírito Santo, e que para Deus não há esquecimentos nem omissões. Deus revelou-nos tudo e só o que nos fazia falta para a salvação.
Se Deus pouco nos diz a respeito de José, podemos tirar duas conclusões: sabemos tudo o que tínhamos necessidade de saber, porque a sua vida, externamente, foi igual à de tantas pessoas que procuraram a santidade heróica na vida ordinária.
No entanto, essas poucas frases deixam-nos adivinhar a riqueza da sua vida interior.
 
Era descendente de Davi. Tinha de o ser necessariamente, porque era através da linhagem masculina que se estabeleciam a genealogia em Israel. Nas poucas vezes que a mulher é mencionada, trata-se de um caso em que o homem teve mais do que uma mulher, como foi o caso de Davi. Legalmente, Jesus era descendente de Davi pela genealogia de José.
Mas, por exigência da verdade da profecia, Nossa Senhor tinha de o ser também, porque foi Ela quem deu a Jesus tudo o que humano Ele possuía.
 
José viveu a pobreza evangélica. O ser descendente de Davi era, nessa época do domínio romano uma pia lembrança. Toda a família tinha caído na pobreza, e José não fazia excepção.
Teve ganhar o pão de cada dia, sem viver dos rendimentos, com o estritamente indispensável, pois as contínuas mudanças de terra obrigaram-no a recomeçar muitas vezes.
 
Era um jovem apaixonado. Deus chamou-o á vocação do matrimônio virginal com a melhor das esposas de todos os tempos.
Junto desta Jovem um pouco mais nova do que ele, iniciou a caminhada matrimonial. Deus não podia submeter a Sua Mãe ao ridículo de casar com uma pessoa alquebrada pelo peso dos anos. De resto, como poderia o santo varão ter forças para a pesada vida de trabalho que teve de levar e para as longas caminhadas que a vida lhe exigiu, se fosse o velhinho das longas barbas brancas que algumas imagens nos apresentam?
 
A Cruz na vida de José
 
José viveu abraçado á cruz. É frequente naqueles que Deus mais ama o peso da cruz ser maior. Ela é o sinal do carinho de Deus.
Santa Teresa de Jesus encontrava-se a braços com duras dificuldades, e ouviu a voz do Senhor que lhe dizia: «Teresa, é assim que Eu trato os meus amigos».
E logo a santa de Ávila, com a espontaneidade que lhe era natural: «Por isso Vós tendes tão poucos!».
 
A Cruz da maternidade de Maria. José terá ouvido em casa de Isabel esta aclamar Maria como «a Mãe do meu Senhor».
Maria não desmente esta afirmação, antes entoa um hino de ação de graças ao Altíssimo, movendo-se entre a sua pequenez de criatura e a misericórdia de Deus.
A partir deste momento, José terá começado a pensar que está for a do seu lugar, assumindo uma missão de que é indigno. Além disso, a Lei de Moisés exige ao esposo o abandono da esposa que engravide sem ser do marido.
Nem sombras de dúvidas passam pela cabeça do santo Patriarca sobre a inocência e fidelidade de Maria, mas tem que obedecer à Lei. É mais uma indicação que Deus lhe oferece da sua indignidade.
Terá de fugir de noite, em bicos de pés, para evitar perguntas indiscretas sobre a causa do abandono de casa, ilibando assim Nossa Senhora de qualquer suspeita, e isto supõe um sofrimento atroz.
Além disso, a gravidez não pára, e exige uma solução rápida, antes que seja tarde.
É neste momento de angústia, quando chegou já ao extremo do abismo, quando está preparado para fugir nessa noite, que um anjo vem, em sonhos, restituir-lhe a paz e a alegria.
 
A cruz do dia a dia. Mas a cruz vai continuar. Vai para Belém, e não encontra casa onde Jesus possa nascer com o mínimo de conforto para Maria.
Pouco depois, tem de fugir para o Egito; regressa a Nazaré, passado algum tempo, para que o Menino possa crescer em idade, em sabedoria e em graça, mas com naturalidade, como qualquer menino da sua terra.
Entrega-se ao trabalho perfeito, ordenado, constante, responsável e cansativo, sem poder evitar que as pessoas abusem da sua bondade, deixando em aberto as contas dos trabalhos que fazia. Não espera que Deus faça milagres para resolver os problemas que ele pode solucionar.
Ao terminar a sua missão, desaparece também em silêncio, como viveu sempre. Aos cinquenta e poucos anos estará do outro lado da vida, pois, quando Jesus morreu, se José ainda fosse vivo, não faria sentido que entregasse Maria aos cuidados de um amigo.
 
 
A cruz do anonimato. Aceita o anonimato, o esquecimento até, depois da sua vida, para que a fé na virgindade perpétua de Maria se consolide cada vez. Esta dificuldade desapareceu. Os nossos dias são, pois, o tempo de José.
Que privilégios lhe terá concedido O Senhor, em atenção a ter sido escolhido para Pai virginal do Redentor?
S. José leva-nos pela mão a percorrer o caminho da santidade, apaixonados, como ele, por dois amores: Jesus e Maria; e realizando as tarefas e deveres de qualquer chefe de família.
 
É nosso Pai e Senhor. Em virtude da sua missão terrena de Pai virginal de Jesus, é-o também da santa Igreja e de cada um de nós.
Alimentou Jesus que nos é dado na Santíssima Eucaristia. Por isso é a figura de outro José – o do Egito – ao encontro de quem o faraó mandava os que tinham precisão de trigo. Se guardou e alimentou o filho de Deus com tanto zelo, o que não fará hoje pelo seu Corpo Místico?
Confiemos em José e demos-lhe, na nossa vida de piedade, o lugar a que ele tem pleno direito.
 

Conselho do Dia


Este é o conselho que a Imitação de Cristo nos dá para hoje:
Jesus: Quanto mais saíres de ti mesmo, tanto mais poderás chegar-te a mim. Assim como o não desejar coisa alguma exterior produz paz interior, assim o desprendimento interior de si mesmo causa a união com Deus. Quero que aprendas a perfeita abnegação de ti mesmo, submetendo-te, sem resistência e sem queixa, à minha vontade. Segue-me, eu sou o caminho, a verdade e a vida (Jo 14,6). Sem caminho não se anda, sem verdade não se conhece, sem vida não se vive. Eu sou o caminho que deves seguir, a verdade que deves crer, a vida que deves esperar. Eu sou o caminho seguro, a verdade infalível, a vida interminável. Eu sou o caminho direito, a verdade suprema, a vida verdadeira, a vida ditosa, a vida incriada. Se perseverares no meu caminho, conhecerás a verdade, e a verdade te livrará (Jo 8,32), e alcançarás a vida eterna. ( Que devemos renunciar a nós mesmos e seguir a Cristo pela cruz) 

SANTO DO DIA - 19/03/2013

19/03
São José
Pouco conhecemos sobre a vida de São José; unicamente as rápidas referências transmitidas pelos evangelhos. Este pouco, contudo, é o suficiente para destacar seu papel primordial na história da salvação.

José é o elo de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento. É o último dos patriarcas. Para destacar este caráter especial de José, o evangelho de S. Mateus se apraz em atribuir-lhe "sonhos", à exemplo dos grandes patriarcas, fundadores do povo judeu (Mt 1,20-24; 2,13-19). A fuga de José com sua família para o Egito repete, de certa forma, a viagem do patriarca José, para que nele e em seu filho Jesus se cumprisse o novo Êxodo (Mt 2,13-23; Os 11,1; Gn 37; 50,22-26).

A missão de José na história da salvação consistiu em dar a Jesus um nome, fazê-lo descendente da linhagem de Davi, como era necessário para cumprir as promessas.

Sua pessoa fica na penumbra, mas o Evangelho nos indica concisamente as fontes de sua grandeza interior: era um "justo" (Abraão tinha buscado seis justos na cidade e não os tinha achado);de uma fé profunda, inteiramente disponível à vontade de Deus, alguém que "esperou contra toda esperança".

Sua figura quase desapareceu nos primeiros séculos do cristianismo, para que se firmasse melhor a origem divina de Jesus. Mas já na Idade Média, S. Bernardo, Sto. Alberto Magno e S. Tomás de Aquino lhe dedicaram tratados cheios de devoção e entusiasmo. Desde então, seu culto não tem feito senão crescer continuamente. Pio IX declarou-o padroeiro da Igreja universal com o decreto Quemadmodum Deus; Leão XIII, na encíclica Quamquam pluries, propunha-o como advogado dos lares cristão. Em nossos dias foi declarado modelo dos operários.