segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Dois ou três tesouros (Mt 19,16-22)

 

Aquele jovem que já seguia os mandamentos, pergunta a Jesus, o que mais ele tinha de fazer para alcançar vida eterna. Vai, vende todos os teus bens e dá o dinheiro para os pobres, e terás um tesouro no céu. Disse-lhe Jesus. O jovem ficou muito triste porque era muito rico.
Aquele jovem, como muita gente no mundo, havia acumulado, ou herdado um tesouro.  Hoje também existem muitas pessoas que investem no Banco Do Brasil, na Caixa Federal, e em outros bancos. Compram gado, terras ou imóveis porque a propaganda diz que este é o melhor negócio, o melhor investimento. Tais pessoas ao fazer todos os tipos de investimento, constroem  um tesouro na Terra.
Outras pessoas preferem construir  tesouros no céu. Optam pelo melhor investimento, embora muitos não concordam com isso, ou não sabem. Essas pessoas ajudam os pobres. Dando esmolas, ou contribuindo para que eles saiam da situação de miséria a que se encontram. Isto, porque às vezes, em vez de dar o peixe, é melhor  a gente dar o anzol para o sujeito ir pescar.
Acabamos de comparar dois tesouros. Um que é deste mundo, que nos dá muito prazer, segurança, conforto, vida tranqüila, nos faz importantes e muito respeitados. Porém, é um tesouro que apesar das precauções, como o seguro, por exemplo, é muito vulnerável. Uma crise financeira, um grande desfalque,  um roubo, um incêndio, são as traças que corroem  o tesouro terreno. Além disso, este tesouro fica para os outros quando morremos. Não levamos nada para a outra vida, a qual, não se sabe ao certo para onde se vai, mesmo porque o tesouro material não nos garante a vida eterna. Pelo contrário, pode mesmo nos fazer perdê-la. 
Já o outro tesouro acumulado no céu, apesar de não nos proporcionar grandes  prazeres nesta vida, nos garante estar um dia desfrutando a vida eterna. É o tesouro que os ladrões não levam, é o tesouro que as crises financeiras e os incêndios não destroem. 
Poderíamos idealizar um terceiro tesouro. Seria uma riqueza moderada, que desse muitos empregos, e cujos empreendimentos seriam diretamente direcionados para promover os menos favorecidos ou os excluídos da sociedade. Uma maravilha de tesouro! Mas a grande pergunta, é: Quem toparia se aventurar neste tipo de investimento?  Que tal você?
  



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